Teatro / DONA LOLA

Marcelo Médici surpreende com nova personagem e abre o coração sobre a família: ‘Afetuosa’

Em entrevista à CARAS TV, Marcelo Médici conta detalhes do espetáculo Dona Lola e abre o coração sobre a família

Marcelo Médici revela bastidores de Dona Lola
Marcelo Médici revela bastidores de Dona Lola - Foto: CARAS TV

Após mais de um ano em cartaz com o sucesso de Cada um com seus Problemas, Marcelo Médici (53) retorna aos palcos com uma nova personagem que promete encantar o público. O ator paulistano, conhecido por sua versatilidade e pela habilidade de transitar entre comédia e drama, mergulha agora em uma criação que mistura humor, crítica social e memórias afetivas.

Em entrevista à CARAS TV, o artista revela que o solo Dona Lola nasceu de forma orgânica, a partir de uma figura que já havia surgido no espetáculo Para Quem Não Gosta, de 2018. Na ocasião, a personagem aparecia apenas como uma participação breve, mas chamou tanta atenção que se transformou em protagonista de uma montagem inédita.

“Depois de um ano com o Cada um com seus Problemas… Era para serem apenas quatro apresentações do Cada um, mas acabou virando uma temporada. Foi ótimo, ótimo. Eu adoro fazer o Cada um também. Mas chega uma hora em que a gente quer experimentar outras coisas”, conta Marcelo, ao lembrar a transição para esse novo projeto.

O ator explica que a gênese de Dona Lola remonta a uma parceria antiga com o também ator e diretor Ricardo Hudson. “Essa nova personagem já existia no espetáculo Para Quem Não Gosta, que eu estreei em 2018 com o Ricardo Hudson, que agora dirige Dona Lola. Nós subimos ao palco juntos naquele ano e a peça contava um pouco da história do teatro. Começava no teatro grego, passava pelo teatro elisabetano, Shakespeare, chegava ao Brasil com o teatro de revista, até desembarcar no stand-up comedy, nas comédias… Enfim. No final desse espetáculo aparecia essa personagem, uma senhora youtuber”, relembra.

Segundo Marcelo, o carisma da figura surpreendeu o público. “Na verdade, ela viraliza nas redes sociais não por ela mesma, mas porque a neta grava um vídeo e posta. A partir daí, ela faz um baita sucesso e decide se aventurar no teatro. Era apenas uma mostra, mas eu percebi o quanto a personagem chamava a atenção. Muita gente comentava: ‘Nossa, aquela senhora que você faz é muito engraçada, é atual, é crítica e divertido’. Eu e o Ricardo ficamos com isso na cabeça. Afinal, olha como o tempo voa: estreamos Para Quem Não Gosta em 2018, já fazem sete anos. E no fim do ano passado pensamos: ‘E aí, vamos fazer um solo?’”, recorda. 

A decisão veio acompanhada de um processo criativo singular, desenvolvido durante os ensaios. “Decidimos que sim e começamos a nos organizar, junto com o teatro e a equipe. Vieram os ensaios e o processo de criação. Pois é, porque eu não escrevo o texto antes. Ele vai sendo desenvolvido ao longo dos ensaios. Logo no início, o Ricardo sugeriu mudar o nome da personagem: ‘Por que ela não pode se chamar Dona Lula, que era o nome da sua avó?’. O Ricardo conheceu bem a minha avó, então achei divertido, embora tivesse receio de que as pessoas pensassem se tratar de uma peça sobre ela, o que não é. Mas quando você dá a um personagem o nome de alguém tão próximo, inevitavelmente se abrem as portas da memória”, reflete.

Essa conexão afetiva se transformou na essência da peça. “A minha avó acabou me ajudando muito. Introduzimos elementos ligados a ela, como o crochê, que fazia bastante parte do seu dia a dia. As amigas da Dona Lula ganharam os nomes provisórios das minhas tias-avós, irmãs dela, e acabaram ficando assim. No fim, as lembranças da minha família foram surgindo naturalmente, e o espetáculo ganhou um tom muito afetuoso”, completa o ator.

Assista à entrevista completa na CARAS TV:

 

Paulo Henrique Lima é repórter de pautas especiais do Grupo Perfil. Tem passagens por diversos veículos de comunicação na web. É apaixonado por entretenimento e realities.