Médica explica como será a vida do pai de Sabrina Sato após alta: ‘O desafio costuma ser…’

Após 25 dias internado, pai de Sabrina Sato recebe alta hospitalar depois de passar pela retirada do pâncreas e médica explica os cuidados no pós-operatório

Sabrina Sato com o pai, Omar Rahal
Sabrina Sato com o pai, Omar Rahal - Reprodução/Instagram @sabrinasato

O pai de Sabrina Sato, Omar Rahal (76) recebeu alta hospitalar no dia 7 de setembro, após passar por duas cirurgias em menos de um mês, incluindo a retirada do pâncreas. O procedimento foi realizado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

A apresentadora compartilhou o momento delicado nas redes sociais, pedindo apoio dos fãs. “Ele está enfrentando a maior luta de sua vida”, declarou Sabrina, que publicou uma foto ao lado do pai no hospital.

Detalhes do pós-operatório

Para entender melhor o processo de recuperação, a Dra. Patrícia Almeida, gastroenterologista e hepatologista pela Sociedade Brasileira de Hepatologia, explicou para CARAS Brasil os desafios enfrentados por pacientes submetidos a esse tipo de cirurgia.

“Os primeiros dias após a cirurgia envolvem controle da dor, prevenção de infecções, ajuste da glicemia com insulina, reposição de enzimas e início gradual da alimentação. A dieta começa líquida e progride para refeições pequenas e frequentes. Também é recomendado caminhar cedo para prevenir complicações e acelerar a recuperação”, afirmou a médica.

Leia também: Pai de Sabrina Sato faz retirada do pâncreas e médica explica: ‘Controle e qualidade de vida’

Segundo ela, a adaptação exige acompanhamento intenso: “O desafio inicial costuma ser o equilíbrio da glicemia e a adaptação digestiva, mas tudo é acompanhado de perto por uma equipe multiprofissional”.

Possibilidade de novas cirurgias

A especialista destacou que complicações podem exigir novos procedimentos: “Sim, a necessidade de reabordagem cirúrgica é possível e muitas vezes necessária. Podem surgir complicações como sangramento, infecção, acúmulo de líquidos ou problemas nas conexões cirúrgicas, que exigem nova intervenção”, explicou.

E reforçou a importância do monitoramento: “Isso faz parte do acompanhamento após um procedimento de grande porte, e a vigilância médica é fundamental para detectar precocemente e tratar da forma mais adequada”.

Impacto no organismo e cuidados a longo prazo

A retirada do pâncreas pode afetar outros órgãos: “A ausência do pâncreas pode impactar o fígado e o intestino: pode haver dificuldade em digerir gorduras, alterações na absorção de nutrientes e acúmulo de gordura no fígado em alguns casos. Muitas vezes, o baço também é retirado, aumentando a necessidade de vacinas e cuidados para prevenir infecções”, detalhou a médica.

Sobre o acompanhamento, ela completou: “No acompanhamento a longo prazo, o foco é manter glicemia sob controle, repor enzimas corretamente, ajustar a dieta e monitorar a saúde de outros órgãos. Com esse cuidado contínuo, é possível manter qualidade de vida, prevenir complicações e garantir estabilidade clínica”.

 

 

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