Léo Pereira e Tainá Militão: pensão ou partilha de bens? Advogada explica polêmica
A advogada de família Elidian Sales explica o processo em curso envolvendo o jogador do Flamengo Léo Pereira e a ex, Tainá Militão

A disputa judicial entre Tainá Castro Militão e o zagueiro do Flamengo, Léo Pereira, voltou a ganhar repercussão na última sexta-feira, 29. A influenciadora fez novas declarações contra o atleta e rebateu falas de Karoline Lima, atual parceira do jogador, sobre o processo que segue em andamento.
Karoline afirmou que a ação não trata de pensão alimentícia, mas sim de uma despesa com uma faculdade que Tainá Castro teria abandonado. Segundo ela, Léo Pereira teria quitado a dívida e, depois, feito o desconto em outro pagamento. “A verdade é essa: ele pagou a faculdade dela, que ela abandonou, e só descontou depois“, disse a influenciadora digital, na ocasião.
Tainá, por sua vez, contestou a versão e disse que o depósito feito por Léo Pereira seria apenas um reconhecimento de dívida, sem significar que o valor total tivesse sido pago. “Não vim aqui para discutir com quem fala asneira. O pai dos meus filhos não deveria se esconder atrás de narrativas mentirosas contadas por quem não sabe 1% da história“, declarou a ex do atleta.
Advogada esclarece a polêmica
Com a repercussão do caso, a advogada de família Elidian Sales, do escritório Bruno Medeiros Durão Advocacia, explicou que a disputa não envolve pensão alimentícia, mas sim a partilha de bens após o fim da união estável entre o jogador e Tainá.
Segundo a especialista, os alimentos dos filhos estão sendo pagos conforme acordo homologado pela Justiça: 25 salários mínimos para cada filho por mês. Além disso, Tainá recebe R$ 10 mil mensais durante dois anos como compensação temporária.
“O ponto atual da controvérsia são valores patrimoniais: imóvel no Recreio dos Bandeirantes, automóveis e um depósito de R$ 2 milhões. Não se trata de descumprimento de pensão alimentícia, mas da execução de cláusulas patrimoniais“, explicou a advogada à CARAS Brasil.
Elidian reforçou ainda a diferença entre pensão e partilha. “Alimentos têm caráter urgente e contínuo, voltados à subsistência dos filhos. Já a partilha é a divisão do patrimônio após a dissolução da união. Misturar esses conceitos gera a falsa impressão de abandono familiar e distorce a realidade processual“, finalizou a especialista.
Assim, a disputa entre Léo Pereira e Tainá Militão não envolve inadimplência em relação aos filhos, mas sim a execução de obrigações patrimoniais que ficaram pendentes após o fim do relacionamento.

O que Karoline Lima disse?
Karoline Lima foi a primeira a aparecer na internet para falar sobre o caso. Ela defendeu o namorado e fez acusações. “Deixa eu falar umas verdades para vocês. Desde ontem está saindo na internet que o Leonardo não está pagando a pensão das crianças e corre o risco de ser preso. Mas sabe o que é de verdade que está acontecendo? A bonita está cobrando as mensalidades da faculdade de medicina dela, que ela abandonou. Ela está cobrando do Leonardo o pagamento das mensalidades de uma faculdade que ela abandonou, que ela não faz. Faz um ano que ela entrou com este processo na justiça, mas a justiça do Brasil, do Rio de Janeiro, é extremamente lenta. Até ontem, ele não sabia da existência desse processo. Ontem ele estava em uma audiência quando chegou também o oficial de justiça para intimar o Leonardo a fazer o pagamento dessas mensalidades da faculdade que ela abandonou“, disse ela.
E completou: “Chegando lá, ele informou para ele que ele teria que pagar em 72 horas ou comprovar que já tinha sido pago na época essas mensalidades com pena de prisão caso ele não faça isso. O que ninguém conta é que o Leonardo e ela nunca foram casados, nunca tiveram tipo de papel assinado na justiça. Mas como eles tiveram relacionamento muito longo e conviveram juntos por muito tempo, ela tem sim direito a metade de tudo dele. E foi o que ele fez. Leonardo deu metade de todo o patrimônio dele para ela, sem estresse na justiça. Eu lembro o dia em que ele chegou e disse que tinha feito isso porque não queria mais estresse, queria ficar em paz para ela seguir a vida dela e ele seguir a vida dele. E foi o que ele fez. E mesmo depois disso, ela entrou na justiça pedindo ainda mais, o pagamento dessa faculdade dela, que ela abandonou“.
Ela ainda disse: “Por que não conta a verdade? A verdade é essa que eu estou contando para vocês. A única coisa que tem em aberto em relação às crianças não é pensão, foi de uma vez que Leonardo fez um pagamento que ela deveria ter feito, porque ela recebe a pensão e deve destinar os pagamentos aos interessados. Ela deixou de fazer, Leonardo recebeu uma mensagem dizendo que estava em aberto e pagou. Na pensão seguinte, ele descontou o que havia sido pago. Tem alguma coisa de errado nisso?“.
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A versão de Tainá Militão
Logo depois da repercussão do depoimento de Karoline Lima, Tainá Militão apareceu na internet para se defender das acusações. “Tem coisas que são muito previsíveis, eu não choco mais com nada. Eu não vim aqui para discutir com quem fala asneira, até porque assim como eu não preciso do meu marido para me defender, o pai dos meus filhos não deveria se esconder atrás de narrativas mentirosas contadas por quem não sabe 1% da história ou não viveu uma história. Eu sempre revidei com silêncio porque eu acredito que a vida pessoal em paz vale muito mais do que os likes que a gente recebe na internet. Mas agora deu. Infelizmente eu vou ter que abrir a minha boca, vamos parar de mentiras com meu nome. Vamos falar a verdade“, afirmou.
Ela disse que o pagamento foi feito no prazo da justiça. “Aqui está a prova de que ele estava devendo, sim, a pensão alimentícia das crianças. até porque, se ele não estivesse devendo, não tinha porque ele ter pago hoje, porque ele só tinha 72 horas para fazer o pagamento senão seria preso. E ele fez. Eu não sei que sonho você teve que você está falando de faculdade. Processo nenhum e juiz nenhum designou faculdade para mim, o que foi designado foi o valor de R$ 10 mil para que eu pudesse me reestruturar em um determinado tempo no mercado de trabalho. O que eu fosse fazer com o dinheiro era problema meu, não estava escrito faculdade e nem nada. Eu não vim aqui na internet para brigar ou qualquer coisa que atingisse a imagem dos meus filhos, muito pelo contrário. Esse processo que eu entrei já corre há muito tempo. Se eu fosse explanar alguma coisa, eu já teria colocado há muito tempo, não só agora“, afirmou.
Por fim, ela disse que não usou o cartão de crédito do marido e apenas usou um cartão da conta conjunta deles enquanto o processo de divisão de bens não tinha sido definido. “Não sei se você sabe, mas quando a gente é casado, a gente pode abrir conta conjunta. Está aqui a foto do cartão que eu gastei. Esse cartão era meu, estava no meu nome. Nessa época não havia separação de bens, não havia pensão fixada pelo juiz. Então, portanto, tudo o que tínhamos era nosso, não tínhamos separado nada, nem casa, nem carro, nem dinheiro. As milhas também eram minhas, porque o cartão era da conta conjunta que acumulava as milhas. Então eu também gastava do meu cartão de crédito e também acumulava as milhas do meu cartão de crédito“, declarou.
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