Suzana Alves expõe batalha após fama e psicóloga diz: ‘Acredita que está morrendo’

A artista Suzana Alves revelou transtornos após fama e psicóloga analisa os impactos emocionais em entrevista à CARAS Brasil

Suzana Alves
Suzana Alves - Reprodução/Instagram

Fora dos holofotes que a tornaram nacionalmente famosa nos anos 1990 como a inesquecível Tiazinha, Suzana Alves (46) abriu o coração e expôs uma fase difícil e silenciosa de sua vida. Em seu podcast, a artista falou abertamente sobre as graves crises de pânico, ansiedade generalizada e delírios persecutórios que enfrentou, muitas vezes sem sequer entender o que estava vivendo.

Em entrevista à CARAS Brasil, a psicóloga Leticia de Oliveira analisou o relato da atriz e destacou o quanto o estilo de vida e a carga emocional podem influenciar o surgimento de transtornos como o de Suzana: “O pânico, ou crise de pânico, na realidade é uma crise de ansiedade. Ela faz parte dos tipos de transtorno de ansiedade”, explicou a especialista.

“No caso da Suzana Alves, ela relata que também tem TAG, que é o transtorno de ansiedade generalizada, além de TDAH, que é o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Então, ela apresenta um quadro bastante ansioso.”

Segundo Leticia, os fatores genéticos, aliados ao ambiente e ao estilo de vida, contribuem significativamente para o desenvolvimento desses distúrbios.

Leia também: Suzana Alves relembra drama pessoal após a perda de um filho

“É parecido com a obesidade: a pessoa tem uma predisposição genética, e aí, de acordo com a forma como ela se alimenta ou se exercita, isso pode se manifestar como obesidade ou uma doença cardiovascular. É similar com o pânico e os transtornos de ansiedade”, compara.

Crises intensas e sintomas físicos

A psicóloga reforça que as crises de pânico são extremamente debilitantes e, muitas vezes, confundidas com doenças físicas.

“Durante uma crise de pânico, a pessoa tem uma sensação iminente de morte, sem uma causa aparente. Ela pode ter taquicardia, boca seca, extremidades trêmulas, visão turva e uma sensação de desmaio, realmente acreditando que está morrendo”, detalha.

Esses episódios costumam levar a pessoa a procurar ajuda médica, mas, ao não encontrar causas físicas, resta encarar o verdadeiro problema: a sobrecarga emocional: “É preciso reprocessar o jeito de funcionar e os comportamentos para conseguir ter mais paz e, consequentemente, menos ansiedade”, completa Leticia.

ACOMPANHE O INSTAGRAM DA CARAS BRASIL:

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por CARAS (@carasbrasil)

 

Dra. Leticia de Oliveira é psicóloga comportamental (CRP SP: 0695130) com referência em Análise comportamental. É fundadora do Núcleo Letícia Oliveira, ao qual presta atendimentos multidisciplinares, com foco na saúde e cuidado do corpo e mente. Atuou como psicóloga consultiva no programa “É De Casa”, da Rede Globo, e ao longo de sua carreira, já ajudou milhares de mulheres a conquistarem o controle de suas moções e terem uma leve e feliz om seus treinamentos e consultas.