Médica dá dicas de cuidado para doença autoimune de Evaristo Costa

Em entrevista para a CARAS Brasil, a endocrinologista Patricia Almeida deu dicas de como lidar com a doença autoimune que Evaristo Costa sofre; saiba tudo

Evaristo Costa
Evaristo Costa - Foto: Reprodução/Instagram

O jornalista Evaristo Costa (48) sofre com a Doença de Chron. A condição é incurável e é autoimune, ou seja, o sistema autoimune acaba destruindo as próprias células do corpo. Em entrevista à CARAS, a médica Patrícia Almeida deu dicas de como cuidar da condição, alinhando ao estilo de vida.

A gastroenterologista, anteriormente, explicou a condição em outra entrevista ao veículo e comentou que ela se origina no sistema de defesa do corpo. A especialista também explicou: “A Doença de Crohn é uma condição inflamatória intestinal crônica, com origem autoimune, em que o sistema imunológico do próprio corpo passa a atacar a mucosa intestinal — ou seja, a “pele” que reveste internamente o trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Essa agressão causa inflamação, dor, feridas e pode comprometer a absorção adequada de nutrientes”.

Como tratar a Doença de Chron?

Tratando-se de uma doença incurável, a médica explicou alguns cuidados que ajudam na qualidade de vida e que se alinham ao tratamento: “A alimentação influencia diretamente na microbiota intestinal — o conjunto de microrganismos que vivem no intestino e têm um papel decisivo na regulação da inflamação, imunidade e saúde digestiva. Alimentos ultraprocessados, ricos em corantes, conservantes, emulsificantes e açúcares refinados, desequilibram essa microbiota, favorecendo a inflamação e o surgimento de crises. Por outro lado, uma dieta rica em vegetais, frutas, grãos integrais bem tolerados, proteínas de boa qualidade e alimentos fermentados naturais, pode promover um ambiente intestinal mais equilibrado e saudável”

Além disto, a médica destaca alguns cuidados que devem ser realizados em momentos de crise da doença: “Pode ser necessário reduzir temporariamente alimentos mais fermentativos, como glúten (mesmo de boa procedência), lactose e algumas fibras. Essa é uma medida estratégica, voltada para o alívio dos sintomas, e deve ser acompanhada de perto por um profissional. À medida que o quadro clínico estabiliza, muitos desses alimentos podem ser reintroduzidos de forma gradual e segura.”

Alertas

Por fim, a Dra. Patrícia também alerta para doenças que podem estar associadas ao quadro, como a doença celíaca – que é desencadeada de forma autoimune e pela ingestão de glúten – sendo assim, neste caso, a restrição de alimentos que contém glúten são indispensáveis: “Mas mesmo na ausência de doença celíaca diagnosticada, o excesso de glúten, especialmente proveniente de alimentos ultraprocessados como biscoitos, massas refinadas e pães industrializados, pode prejudicar a saúde intestinal e a qualidade da microbiota. Nestes casos, o glúten deve ser consumido com moderação, de fontes naturais e bem toleradas pelo paciente, como parte de uma alimentação mais integral e baseada em alimentos in natura.”, finaliza.

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