Quais os sinais do diagnóstico de Bolsonaro? Médica explica: ‘Atenção imediata’
Jair Bolsonaro recebeu um diagnóstico após atendimento médico; em entrevista à CARAS Brasil, a Dra. Giovana G. de Paula, explica o caso

Ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (70) foi submetido a uma endoscopia na manhã da última quarta-feira, 2, no Hospital DF Star, em Brasília, após passar por uma consulta médica de urgência. Ele procurou atendimentodevido a crises frequentes de soluços e vômitos. O exame revelou a presença de intensa esofagite com processo inflamatório, erosões da mucosa esofágica e gastrite moderada.
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista a Dra. Giovana G. De Paula, que exerce a profissão de médica generalista na Santa Casa de Misericórdia de Chavantes (SP). Segundo a especialista, alguns sintomas precisam de cuidados.
“Os sinais que exigem atenção imediata incluem: Sangramento esofágico ou gástrico (vômitos com sangue, fezes escurecidas). Dor elevada ao engolir ou sensação persistente de algo preso na garganta. Perda de peso involuntária ou falta de apetite”, declara.
O que é este quadro?
A Dra. Giovana G. de Paula explica os quadros que acometeram o político: “Primeiro, a esofagite intensa trata-se de uma inflamação significativa no esôfago, geralmente causada por refluxo ácido ou irritantes como álcool, medicamentos ou alimentos ácidos”. Já erosões da mucosa esofágica tratam-se pequenas lesões ou feridas na camada interna do esôfago, sinal de dano mais severo devido ao refluxo prolongado.
“Gastrite moderada trata-se de uma inflamação no revestimento do estômago de grau médio, que costuma causar dor na região superior do abdômen, náuseas ou, em casos mais graves, sangramento leve”, complementa.
Cuidados e recuperação
A médica aponta que em quadros parecidos com o do político, os cuidados exigem atenção na alimentação e adrencia ao tratamento medicamentoso. Abaixo, a especialista lista alguns pontos para uma boa recuperação.
- Dieta regrada: evitar alimentos gordurosos, picantes, cafeína, álcool e refeições muito volumosas;
- Refeições menores e frequentes são recomendadas;
- Pode ser uma medida a ser considerada, pois o repouso físico e vocal evita esforço abdominal e repetição de crises de soluço e vômitos;
- Medicamentos: Inibidores de bomba de prótons (como omeprazol ou pantoprazol) para reduzir a acidez.;
- Procinéticos (como metoclopramida) em casos de refluxo persistente;
- Antiácidos e protetores gástricos (sucralfato, por exemplo);
- Elevar a cabeceira da cama, evitar deitar logo após as refeições;
- Dieta leve e fracionada;
- Redução de álcool, tabaco e cafeína;
- Repouso e controle dos vômitos: evitar esforço vocal e físico intenso;
- Reavaliação com novos exames: endoscopia de controle após algumas semanas para avaliar a cicatrização das erosões.
Leia mais em: Qual o diagnóstico de Bolsonaro? Médica alerta: ‘Quadro significativo’
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