Diego Luri celebra 15 anos de carreira como vilão em musical sobre Segunda Guerra
Montagem ambientada em Varsóvia da década de 1930 marca, ainda, reencontro do ator com o público do Rio de Janeiro

O ator Diego Luri (40) retorna aos palcos cariocas em grande estilo ao integrar o elenco do musical Hadassa, em cartaz no Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro. A montagem marca não apenas seu reencontro com o público da cidade, mas também a celebração de 15 anos de carreira dedicados ao teatro musical.
Na trama, ambientada em Varsóvia, em 1939, o ator dá vida ao Dr. Tom Zimmerman, um médico ligado ao regime nazista. O personagem é um dos responsáveis por experimentos humanos e pela seleção de prisioneiros durante o Holocausto, representando um dos lados mais sombrios da história. Para Luri, o papel reforça sua trajetória marcada por personagens intensos e desafiadores.
Uma história de coragem em meio ao horror
O espetáculo acompanha Hadassa, uma jovem judia autista que enfrenta a perseguição ao seu povo durante a Segunda Guerra Mundial. Inspirada na história bíblica da Rainha Ester, a protagonista encontra forças na própria fé e identidade para resistir ao medo e à violência ao seu redor.
A montagem propõe um olhar sensível sobre temas como pertencimento, diversidade e resiliência, ao mesmo tempo em que revisita um dos períodos mais trágicos da humanidade.
Retorno ao Rio e novos desafios
Longe dos palcos cariocas desde 2018, quando participou do musical Romeu e Julieta ao som de Marisa Monte (58), Diego Luri construiu sua carreira principalmente em São Paulo. Agora, com Hadassa, ele retorna ao Rio assumindo um papel de forte carga dramática.
Ao longo de sua trajetória, o ator já encarou outros personagens densos, como o icônico Sweeney Todd, consolidando-se como um nome frequente em grandes produções do teatro musical brasileiro. “Finalmente conseguimos alinhar esse projeto”, celebrou o artista, ao comentar a parceria com a companhia responsável pela montagem.
Temporada curta
Com direção de Caíque Oliveira, o musical fica em cartaz até o dia 3 de maio, encerrando sua passagem pelo Rio de Janeiro após apresentações em outros teatros da cidade.
A curta temporada torna a montagem ainda mais especial para o público, que tem a oportunidade de conferir de perto uma produção que une história, emoção e reflexão — com um elenco dedicado a dar vida a personagens que ecoam até os dias de hoje.
Ver essa foto no Instagram