Vandré Silveira celebra novidades no teatro, streaming e cinema
O ator Vandré Silveira revela detalhes de seus novos trabalhos no teatro, no streaming e no cinema. Confira a entrevista

O ator Vandré Silveira está com várias novidades em sua carreira. O artista volta aos palcos com a quarta temporada do monólogo A Hora do Boi no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro, a partir desta terça-feira, 13, e fica em cartaz até 11 de fevereiro. Além disso, ele também faz parte da novela Dona Beja no streaming, que estreia no início de Fevereiro na HBO Max, e esteve no elenco do filme espírita sobre as reencarnações de Emmanuel, o espírito que guiou Chico Xavier em sua missão mediúnica.
Em entrevista exclusiva ao site CARAS Brasil, Vandré contou os detalhes de cada projeto. Confira abaixo:
A peça de teatro
O ator Vandré Silveira contou sobre o segredo para estar em cartaz pela quarta vez com o monólogo A Hora do Boi. “Persistência e paciência. A Hora do Boi é um espetáculo que escancara a relação predatória do ser humano com o planeta e os outros seres vivos e a urgência de transformação. A empatia como caminho para essa mudança. Acompanhamos a história de Seu Francisco, um capataz de fazenda que mata bois e que se afeiçoa a um boi (Chico), nascido e criado sob seus cuidados e que um dia deverá ser abatido. Infelizmente, é nossa terceira temporada sem patrocínio, uma realidade de grande parte das produções teatrais atuais. Por este motivo, torna-se difícil dar continuidade ao trabalho, à possibilidade de carreira e crescimento de um espetáculo. Apesar disso, seguimos resilientes porque acreditamos na importância deste trabalho. Prova disso é que estamos indo para São Paulo para uma curta temporada no Ágora Teatro, um lugar aconchegante e charmoso no bairro do Bixiga, de 6 de março a 26 de abril, para apresentar esta história pela primeira vez ao público paulista“, disse ele.
“Faço três personagens no espetáculo. Seu Francisco, Chico e São Francisco. O homem, o boi e o santo. São Francisco surge como um narrador nessa história de afeto e pertencimento. A construção para o boi partiu de uma certa jovialidade, inteligência e emoção já que o boi é um fã da Literatura, enquanto no homem, buscamos um registro mais rude e servil. Como se o boi fosse dotado de mais sensibilidade do que o humano. Há uma construção física e vocal diferente para cada personagem e muitas vezes a mudança se dá num olhar, numa respiração ou num movimento de coluna. O espetáculo está em movimento. A beleza do fazer teatral é que sempre descobrimos algo novo. Amadurecemos com o tempo e o trabalho também amadurece. Nunca é possível repetir um espetáculo. Ao meu ver, essa é uma das maiores belezas do Teatro, porque se aproxima da vida. Uma experiência única, presencial em que a plateia testemunha um acontecimento, uma comunhão“, completou.
Então, ele ainda destacou o que o público pode esperar da nova temporada. “O espetáculo está mais amadurecido com nuances e sutilezas que só o tempo oferece. Um espetáculo feito com muita sensibilidade, fé e amor. Um testemunho de esperança na humanidade. É a primeira vez que fazemos num palco italiano e isso também trouxe um frescor, no sentido de descobrir uma nova relação espacial com o público“, afirmou.
A novela
No elenco da novela Dona Beja, da HBO Max, Vandré Silveira destaca o período das gravações da história de época. “Eu adoro fazer trabalhos de época. Uma oportunidade de revisitar costumes e hábitos. Gravei no Rio e em Paraty. Foi maravilhoso passar uns dias gravando nesta cidade paradisíaca. Me encantei com o fenômeno da maré alta nas ruas do Centro Histórico. A Veneza brasileira“, afirmou.
Ele ainda contou sobre seu novo personagem no streaming. “Moacir é o capitão dos Dragões de Minas. Um homem destemido, valente que se relaciona com Severina, uma mulher trans, personagem de Pedro Fasanaro. O que me encantou nesse personagem foi a relação dele com Severina. Um desejo que ele tenta esconder da sociedade“, comentou.
O filme
Por fim, o ator relembrou as gravações do filme sobre Emmanuel e o que o marcou neste trabalho. “Foi uma bênção. Um filme que retrata as reencarnações de Emmanuel, o guia espiritual e mentor de Chico Xavier, desde Roma Antiga até os tempos atuais. Uma super produção feita com excelência e com uma equipe maravilhosa. Meu personagem é Paulo de Tarso. O amigo e protetor de Emmanuel que o auxilia em seu caminho evolutivo. Fiquei muito tocado com a história de Paulo, um homem que perseguia cristãos e que no caminho para Damasco teve uma revelação que o levou a uma mudança radical em sua vida. Uma figura que nos fala sobre a possibilidade de redenção. Me tocou profundamente a construção dessa relação de amizade e fraternidade entre Emmanuel (Mouhamed Harfouch) e Paulo de Tarso. Foi bonito de vivenciar“, disse ele, que completou sobre como foi sua preparação para o projeto.
“Li textos, vi filmes e me debrucei sobre o roteiro para me aproximar dessa figura complexa e tão significativa para o Cristianismo como é Paulo de Tarso. No filme, busquei trazer um registro de gravidade, mas também de doçura. Um espírito de grande evolução que passou por muitas provações e que nos ensinou a vencer o bom combate, através do amor e da fé!”, finalizou.