Cinema / Aceitação

Johnny Massaro celebra o acolhimento da família ao se assumir: “Tenho sorte”

Em cartaz com O Filho de Mil Homens, Johnny Massaro refletiu sobre aceitação, amor e o significado de pertencimento dentro e fora das telas

Johnny Massaro - Foto: Reprodução / Instagram
Johnny Massaro - Foto: Reprodução / Instagram

No último dia 30 de outubro, Johnny Massaro, de 33 anos, estreou nos cinemas com O Filho de Mil Homens, longa baseado no livro homônimo de ValterHugo Mãe e protagonizado por Rodrigo Santoro. O filme foi exibido pela primeira vez na 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e marca mais um passo da carreira do ator em produções de forte carga emocional e simbólica.

No longa, Massaro interpreta Antonino, um jovem gay reprimido pela mãe e marginalizado pela sociedade em que vive. A história, assim como a obra literária, explora temas como a solidão, o amor e a construção de uma família que vai além dos laços de sangue.

Ele chega nesse lugar muito precioso, dentro de um acolhimento familiar não sanguíneo que é muito incrível, porque a vida é isso, temos a família que a gente não escolhe, mas temos a que a gente vai escolhendo ao longo da vida, a partir dos encontros. Forma-se um núcleo que está junto simplesmente pelo amor e pelo afeto, e isso configura a família”, disse o ator em entrevista à Quem.

Acolhimento e apoio familiar

A narrativa de O Filho de Mil Homens gira em torno da busca por pertencimento e das conexões humanas formadas fora dos padrões tradicionais. Johnny destacou que o personagem o fez refletir sobre o poder do acolhimento e da liberdade individual.

O Antonino, no começo do filme, está muito preso em casa pela mãe e preso no corpo, na própria sexualidade. De muitas maneiras, todo mundo aprende a lidar consigo mesmo, com seus próprios desejos, com a repressão do mundo e com a repressão que a gente mesmo instaura nas nossas vidas. Ele faz esse percurso, esse desabrochar, que é muito precioso e que me ensina também a tentar me aproximar de quem eu sou”, contou.

Na contramão do isolamento vivido por seu personagem, Massaro afirma que é grato por ter uma rede sólida de apoio na vida real. “Felizmente tenho a sorte de ter uma família que me acolhe 100% em todas as instâncias e sou muito grato por isso. Também tenho a felicidade de encontrar amigos maravilhosos pela vida. Tenho a minha família de sangue, que passo o Natal, e a família de amigos, que passo o Ano Novo”, celebrou.

 

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Izabella Nicolau é repórter de conteúdo do site CARAS. Formada em jornalismo, já passou por sites como Observatório do Cinema e Ultraverso. Escreve sobre cultura, entretenimento e celebridades.