Caetano Veloso toma atitude para saúde e médica avalia: ‘Não é algo opcional’
Em conversa com a CARAS Brasil, a geriatra Roberta França explica benefícios de atitude do cantor Caetano Veloso na terceira idade

Caetano Veloso (83) mostrou nas redes sociais que o corpo ativo é um compromisso diário. Em um vídeo descontraído, o cantor aparece levantando pesos e usando bola de pilates, reforçando sua meta: “Como bem disse Paula Lavigne: a meta é estar tão bem quanto Ney Matogrosso!”. O colega e amigo Ney Matogrosso (84) é referência de vitalidade e também impressiona pela disposição. A publicação de Caetano rendeu inúmeros elogios de fãs, que celebraram a força e o exemplo dos dois artistas.
Mas afinal, como exercícios físicos na terceira idade influenciam a saúde e a qualidade de vida? Para entender o impacto, a CARAS Brasil conversou com a médica geriatra Roberta França, especialista em envelhecimento ativo.
Atividade física é necessidade, não opção
“A atividade física na terceira idade, principalmente, não é algo opcional, é uma necessidade fisiológica. Toda pessoa com mais de 50 anos precisa compreender a atividade física como uma exigência do próprio corpo”, afirma Roberta França.
Segundo a especialista, a prática regular garante musculatura eficiente e autonomia no envelhecimento: “É por meio do fortalecimento muscular e da manutenção da saúde dos ossos e das articulações que conseguimos realizar ações simples, mas fundamentais, como escovar os dentes, pentear os cabelos, calçar os sapatos, vestir uma roupa, sentar, levantar, caminhar. Tudo isso exige músculos fortalecidos e articulações preparadas“.
Como iniciar com segurança?
Para quem nunca se exercitou, a médica lembra que nunca é tarde para começar: “Mesmo que você tenha 80 anos e nunca tenha feito exercícios, nunca é tarde para começar. Claro que alguns cuidados precisam ser tomados. Se você nunca praticou atividade física, é fundamental iniciar de forma leve e, principalmente, com o acompanhamento de profissionais habilitados, que compreendam suas necessidades, habilidades e limitações naquele momento“, orienta.
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Ela reforça que a evolução deve ser gradual: “Não adianta alguém que nunca se exercitou querer começar caminhando uma hora, correndo 10 quilômetros ou fazendo uma hora de academia. Isso não é viável. O ideal é começar devagar e intensificar progressivamente, à medida que se ganha autonomia, massa muscular, vigor físico e, principalmente, resistência”.
Exemplos que arrastam
O incentivo social tem grande peso, destaca a médica: “A gente sempre diz que falar ajuda, mas é o exemplo que arrasta. Por mais que expliquemos a importância da atividade física regular, são exemplos inspiradores, como os de Caetano, Ney, Ary Fontoura e tantos outros com 70, 80, 90 anos ou mais, em plena atividade, que realmente motivam as pessoas a acreditarem que é possível”.
Ela conclui: “Muitas vezes ouvimos: Ah, mas você fala isso porque é médico. E são esses exemplos reais que mostram que sim, é possível envelhecer com saúde, vitalidade e, principalmente, com autonomia. Autonomia exige responsabilidade e escolhas conscientes todos os dias”.
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