Morre filha de Schynaider Moura aos 16 anos; médico explica doença: ‘Riscos’
Anne-Marie, filha de Schynaider Moura, morreu aos 16 anos após parada cardíaca; Raphael Boesche, cardiologista, explica doença à CARAS Brasil

A filha da modelo Schynaider Moura (37) morreu aos 16 anos neste domingo (21) vítima de uma parada cardíaca. Anne-Marie tinha uma cardiomiopatia dilatada e já havia feito um transplante cardíaco há 3 anos. Em conversa com a CARAS Brasil, o cardiologista Raphael Boesche explicou a doença.
O que é a cardiomiopatia dilatada?
Anne-Marie tinha a doença e precisou realizar um transplante quando tinha 13 anos. Segundo o especialista, é uma condição que faz com que o coração aumente de tamanho e tenha dificuldades na tarefa de bombear sangue: “O órgão vai perdendo a força de contração. Isso significa que ele não consegue mais bombear o sangue de forma adequada para o corpo. Os sintomas mais comuns são falta de ar, principalmente aos esforços, cansaço fácil, inchaço nas pernas, palpitações, dor no peito e, em situações mais graves, até episódios de desmaio.”
Boesche também acrescenta como é identificada a doença no organismo: “Nós identificamos a doença principalmente através do ecocardiograma, que mostra o coração dilatado e com uma fração de ejeção baixa, ou seja, o coração não está conseguindo contrair bem. Outros exames, como ressonância cardíaca e eletrocardiograma, também ajudam. Mas, em geral, o eco já nos dá o diagnóstico com bastante clareza.”
A doença pode causar alguns fatores que aceleram a morte. O Dr. Raphael explica: “Os principais fatores que aumentam o risco de morte nesses pacientes são a queda muito acentuada da fração de ejeção, arritmias graves que podem levar à morte súbita, insuficiência cardíaca em estágio avançado, internações frequentes e a falta de resposta ao tratamento com medicações. Esses pontos nos mostram que o coração está cada vez mais sobrecarregado.”
Filha de Schynaider Moura fez transplante
A modelo falou sobre o transplante de Anne-Marie em junho de 2025. Nas redes sociais, ela escreveu: “Minha forma de enxergar o mundo mudou profundamente depois dessa experiência. Nada é mais importante do que a saúde. Nada é mais importante do que nossos filhos, e nossa família. Anne, não tenho palavras para expressar o quanto sou a mãe mais feliz do mundo por ter vivido, com você, as experiências mais profundas e intensas da minha vida.”
Sobre o transplante, Raphael aponta quando é necessário e explica: “O transplante de coração é indicado quando não temos mais resposta aos tratamentos convencionais e o paciente já está em insuficiência cardíaca avançada. No caso da Anne Marie, isso provavelmente aconteceu: o coração dela já não tinha mais condições de manter as funções vitais. O transplante salva vidas, mas ele também traz riscos, porque o paciente precisa usar medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do órgão. Esses remédios aumentam a chance de infecções e, com o tempo, pode haver complicações relacionadas ao próprio coração transplantado.”
Nas redes sociais, Schynaider Moura comoveu com um texto de despedida à filha. Ela compartilhou um poema sobre a morte e, em um dos trechos, dizia: “Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim.”

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