O ator Vini Carvalho é um dos destaques do elenco da série Habeas Corpus, nova produção da Netflix que estreou neste mês de Setembro. Na trama, ele interpreta Silas, um jovem que sonha em ser barbeiro e se desdobra como figura paterna para o filho de sua namorada, Marina (Any Gabrielly), enquanto lida com inseguranças e frustrações que desafiam o relacionamento deles.

Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, ele contou sobre como foi atuar com Any Gabrielly, o que eles combinaram para as cenas de brigas, como foi a criação do seu personagem e também seus próximos projetos no audiovisual. Confira:

-Como surgiu a oportunidade de atuar em Habeas Corpus?

-Foi através de alguns testes. Inicialmente, testei para o personagem Jonathan, que me chamou bastante atenção para a complexidade dramática. Mas na última fase, me mandaram mais uma cena do Jonathan e o meu amado Silas, e aí deu no que deu. Ao final, deu tudo muito certo, o Hypolito tem muito a alma do Jonathan e eu, a alma e essência do Silas.

-Como foi a construção do seu personagem?

–Eu adoro a fase de preparação de um personagem. Tenho um caminho próprio e mapas que, se juntar, dão quase um caderno criptografado [risos]. É uma etapa que eu julgo ser muito solitária e introspectiva, tento ir atrás de referências pessoais, vivências, filmes e tudo que me alimente referente à como aquele personagem se sente e o mais importante: isso precisa me gerar uma ligação direta e emocional com tal fato. É muito trabalhoso e gratificante.

-O que mais te cativou no personagem Silas para aceitar interpretá-lo?

-A simplicidade, o amor incondicional… O Silas tem um arco dramático muito legal na série e, claro, ele é peça importante no núcleo da Marina, que é outra personagem incrível dentro da história.

-O que você mais gostou no arco dramático do Silas ao longo da série?

–O que eu mais gostei foi a insistência do personagem em estar ali, presente, não desistindo da Marina. Eu nunca havia feito um par romântico dessa forma, me ensinou muita coisa, e acaba sendo quase um trabalho em dupla, para que o público entenda e perceba, sem esteriótipos a parte humana dos personagens. Então, sou muito grato à esse trabalho que recebi.

-Como foi atuar com a Any Gabrielly? Como foi a construção da química entre seus personagens?

–Uma coisa que a gente sempre falou era para não tornar nossas cenas somente em brigas e DR de casal. Silas e Marina têm muitas cenas de embate e nossa base de interpretação aqui no Brasil é sempre inclinado a brigas, personagens reativos e o drama. Então, eu e Any procuramos sempre encontrar o afeto, a calma depois da tempestade, e acho que isso ajudou a deixar as cenas ainda mais reais. Quem nunca teve um problema com o parceiro e no final, o acolhimento foi a melhor escolha para acabar o dia?

-O que você mais aprendeu com a Any?

-O que eu mais observava nela e tentei seguir é sempre buscar a excelência, respeitando o trabalho e com empatia. No início, ela me contou que para ser quem é, ela sempre estudou muito para chegar onde queria. Eu achei lindo isso e quero levar para a vida toda.

-Vocês têm se falado ou seguem amigos depois do fim das filmagens da série?

-Sim! Depois das gravações ficamos muito amigos, mas cada um tem sua rotina, ela tem uma agenda cheia, eu também já estou gravando. Mas sempre que possível, a gente se fala.

-Como tem sido a repercussão da série, o que você tem ouvido falar, geral e do Silas?

-Está sendo incrível! Recebo mensagens todos os dias de muita gente me parabenizando, dizendo o quanto gostou da série, que não consegue parar de assistir e isso me dá uma alegria imensa. Tenho tentado acompanhar os memes e edits dos personagens e me divirto muito assistindo. Espero uma vida longa para a série e mais produções como estas até para mim, como público.

-Qual é a memória que você vai guardar para sempre da época das gravações?

-Poxa, tem vários momentos! Mas o mais marcante para mim foi chegar na leitura de mesa, conhecer o elenco e conhecer o Silas, aquele momento foi indescritível. Eu estava há um tempo sem gravar, numa fase complicada da vida, e foi ali que minha ficha caiu.

-Quais são seus próximos projetos?

-Estou trabalhando numa produção nova, que é um longa-metragem gravado em São Paulo. Não posso dar muitos detalhes, mas é um filme sobre corridas e o meu personagem é muito interessante na trama. Está sendo um ano de muita felicidade porque concluímos as gravações também do meu primeiro longa-metragem como diretor, “Cabelos Compridos”. É um filme que fala sobre família, consumismo e trabalho em um mundo totalmente distópico, um projeto independente, que está em processo de pós-produção, uma das experiências mais desafiadoras da minha vida, mas que me ensinou muito. Quero que seja um sucesso e que eu consiga levar adiante meus próximos filmes e projetos que venho trabalhando.

Vini Carvalho - Foto: Haroldo Miklos
Vini Carvalho – Foto: Haroldo Miklos

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