O apresentador Silvio Santos (1930-2024) foi um dos maiores comunicadores e empresários do Brasil ao longo de seus 93 anos de vida. Morto em decorrência de uma broncopneumonia em Agosto de 2024, ele deixou saudade nos fãs e familiares, mas também deixou um legado enorme, que conta também com momentos inusitados. Um dos momentos inesperados da vida dele foi um encontro com uma cigana durante viagem para a Argentina em 1995.

Na capa de uma edição da Revista CARAS de Dezembro de 1995, Silvio Santos surgiu durante uma consulta com uma cigana em Buenos Aires. Naquela época, ele viajou com as filhas mais velhas, Cintia e Silvia, frutos de seu primeiro casamento, para curtir as férias. Ao caminhar pelas ruas, ele foi parado pela cigana, que leu a mão dele.

As previsões da cigana para o apresentador

Sem saber quem ele era, nem de sua importância para o entretenimento brasileiro, a cigana falou sobre o sucesso de Silvio Santos na vida. “Ele tem saúde excelente, vai viver muitos anos. É um homem especial, marcado para o sucesso. Tudo que faz dá certo. Ele continuará tendo muito dinheiro, embora tenha faltado até hoje a verdadeira alegria. Mas 1996 será o ano da felicidade para ele”, disse ela, que ainda comentou sobre a personalidade dele. “Você está sempre cercado de muita gente, mas no fundo é um homem solitário e muito triste”, comentou à reportagem.

Além disso, a cigana disse que Silvio Santos teria um filho homem depois de ter seis filhas mulheres, mas esta parte não se realizou. Ele teve apenas as seis filhas mulheres, que são suas herdeiras e seguem com o legado do pai no SBT.

Confira a reportagem completa abaixo:

Silvio Santos em reportagem da revista CARAS de 1995 - Foto: Arquivo CARAS
Silvio Santos em reportagem da revista CARAS de 1995 – Foto: Arquivo CARAS
Silvio Santos em reportagem da revista CARAS de 1995 - Foto: Arquivo CARAS
Silvio Santos em reportagem da revista CARAS de 1995 – Foto: Arquivo CARAS
Silvio Santos em reportagem da revista CARAS de 1995 - Foto: Arquivo CARAS
Silvio Santos em reportagem da revista CARAS de 1995 – Foto: Arquivo CARAS

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Saudade: a morte de Silvio Santos

A despedida do maior comunicador da história da televisão brasileira parou o país e gerou uma onda de comoção global. Senor Abravanel, o eterno Silvio Santos, faleceu em agosto de 2024, aos 93 anos, deixando um legado incomparável que transformou a indústria do entretenimento e moldou os domingos de gerações de brasileiros. O adeus do dono do SBT seguiu à risca os desejos mais íntimos do apresentador, marcando um desfecho discreto para uma vida inteira vivida sob os holofotes.

Silvio Santos estava internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, onde deu entrada no início de agosto de 2024. Semanas antes, em julho, o apresentador já havia sido hospitalizado devido a um quadro de infecção pelo vírus da influenza (H1N1). Embora tivesse recebido alta para continuar a recuperação em casa, ele precisou retornar à unidade hospitalar para a realização de exames de imagem e permaneceu sob cuidados médicos intensivos.

O falecimento ocorreu na madrugada do dia 17 de agosto de 2024, às 4h50. De acordo com o boletim oficial divulgado pelo hospital, a causa da morte foi uma broncopneumonia, complicação decorrente da infecção prévia por H1N1. A fragilidade respiratória provocada pelo vírus evoluiu para uma inflamação nos pulmões, quadro considerado de alto risco para pacientes na faixa etária do comunicador.

O pedido secreto revelado pela família Abravanel

Uma das maiores surpresas para o público foi a ausência de um velório aberto. Conhecido por sua extrema proximidade com o povo, Silvio Santos escolheu partir longe das câmeras. Em uma carta emocionante divulgada logo após o falecimento, a família Abravanel explicou que o apresentador pediu expressamente em vida para que sua passagem não fosse explorada pela mídia.

Segundo o comunicado, Silvio preferia ser celebrado em vida e desejava ser lembrado com a alegria que sempre espalhou. Ele pediu que, assim que partisse, fosse levado direto para o cemitério para a realização de uma cerimônia estritamente restrita aos familiares. Seguindo a tradição judaica, religião de Silvio, o sepultamento deveria ocorrer o mais rápido possível, mas respeitando o Shabat, o dia de descanso sagrado que vai do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado. Por essa razão, o enterro discreto ocorreu no início da manhã de domingo, no Cemitério Israelita do de Alvarenga, em São Paulo.

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