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Medicina integrativa para casos de obesidade e sarcopenia; conheça a atuação de Ednor Godeiro

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A obesidade, o envelhecimento e as doenças metabólicas estão entre os maiores desafios de saúde da atualidade. Diante desse cenário, cresce a busca por abordagens que considerem não apenas os sintomas, mas os hábitos, a história de vida e o contexto social de cada paciente.

É nesse ponto que atua o médico integrativo Ednor Godeiro, que alia sua formação em fisioterapia, ortopedia, endocrinologia e nutrologia para oferecer um cuidado amplo e individualizado. “É preciso entender o paciente no seu todo, do estilo de vida às dificuldades emocionais, para que o tratamento funcione de verdade”, afirma.

Do sertão potiguar ao sonho da Medicina

Natural de Rafael Godeiro, uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte, Ednor cresceu em uma família simples, com três irmãos, sonhando desde cedo em ser médico.

A infância foi marcada por histórias de superação, como a mudança para Natal (RN) em busca de melhores condições de estudo. “Uma cuidadora da minha mãe sempre dizia que eu seria doutor, e essa ideia foi se repetindo até que se tornou verdade dentro de mim”, lembra.

Sem vagas em medicina na época, ingressou primeiro em fisioterapia pela Universidade Potiguar. A profissão trouxe identificação e o desejo de ir além. O trabalho em equipes do Programa Saúde da Família revelou um traço que marcaria sua carreira: a empatia. “Eu visitava casas humildes e fazia questão de compartilhar do que os pacientes tinham para oferecer. Aquele gesto criava vínculo e, de repente, as dores já não eram as mesmas. Descobri que empatia também é terapêutica”, conta.

Entre a fisioterapia e a medicina

Apesar da satisfação inicial, a inquietação cresceu. As visitas domiciliares despertavam nele perguntas sobre diagnósticos e tratamentos que só a medicina poderia responder. Decidido, inscreveu-se em um vestibular no Rio de Janeiro e mudou radicalmente de vida. “Eu tinha certeza de que passaria. Em poucos dias já estava no Rio, pedindo demissão dos concursos que havia conquistado no Rio Grande do Norte”, relembra.

Na nova etapa, concluiu medicina, seguiu para a residência em ortopedia e, em seguida, aprofundou-se em endocrinologia e nutrologia. Essa formação plural deu origem a um modelo de atendimento diferenciado. “Reuni fisioterapia, ortopedia, endocrinologia e nutrologia em uma prática integrativa, que olha o paciente como um todo”, resume.

Prática integrativa

Hoje, Ednor atua entre Rio de Janeiro e São Paulo em atendimentos presenciais e online. O foco está em emagrecimento, performance muscular, reposição hormonal no homem e na mulher, prevenção de doenças metabólicas e envelhecimento saudável. O tempo de consulta – cerca de uma hora – é parte essencial de sua proposta. “Não é possível compreender uma pessoa em poucos minutos. É preciso tempo para entender sua rotina, limitações, contexto familiar e até dificuldades emocionais”, explica.

O conceito de medicina integrativa aparece no equilíbrio entre ciência e cuidado humano. Para ele, não basta prescrever uma lista de remédios sem considerar a realidade financeira ou emocional do paciente. “Não adianta indicar uma medicação de quatro mil reais se a pessoa não tem condições de comprar. É preciso ajustar protocolos dentro da vida de cada um. Isso é ética”, afirma.

Um atendimento que prioriza escuta e empatia

Casos marcantes demonstram essa forma de atuar. Na emergência, ele se recorda de pacientes idosos que chegavam arrumados para uma consulta, como se fosse um evento social. “A vovózinha que não sai de casa aparece bem-vestida usando brinco e batom, porque aquele é o momento dela. Reconhecer isso muda toda a relação médico-paciente”, observa.

Esse olhar atento também já foi decisivo em diagnósticos. Uma paciente com dor recorrente no joelho havia passado diversas vezes pela emergência sem solução. Foi ele quem identificou um parafuso esquecido após cirurgia, responsável pela dor.

Em outra situação, uma mulher em Miami encontrou no tratamento integrativo um caminho para a reposição hormonal, melhorar o sono, perda de peso e recuperação da autoestima. “Às vezes, não é só o remédio, mas o modo como você escuta e interage com o paciente que faz diferença”, afirma.

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Obesidade como doença crônica

Entre os temas mais recorrentes no consultório está a obesidade, hoje, reconhecida como doença crônica inflamatória. Para o médico, compreender esse caráter é essencial para tratar corretamente. “Muitos ainda acreditam que obesidade é só excesso de peso, mas ela altera as respostas dos receptores, aumenta citocinas inflamatórias e compromete o organismo como um todo”, explica.

O tratamento combina medicamentos modernos de alta potência, controle da glicemia com aparelho de monitoramento contínuo quando indicados, mudanças de estilo de vida.

“As medicações ajudam a controlar o apetite e o acompanhamento regular permite que o paciente crie novos hábitos. Temos em nossa mente um sistema de controle continuo de osso dia a dia, toda a nossa rotina de anos já está armazenada no nosso cérebro. Brigar contra isso é a parte mais difícil, temos que adquirir novos hábitos para automatizar um estilo de vida saudável e, assim, seguir”, diz.

O conjunto de ações, que engloba a mudança do estilo de vida, medicação e acompanhamento médico regular, resulta com efeitos positivos para a saúde e vida do paciente. É fundamental corrigir falhas e fortalecer a adesão – a relação médico paciente deve ser fortalecida.

Sarcopenia e longevidade

Outro ponto de atenção é a sarcopenia, perda de massa muscular associada ao envelhecimento. Mulheres em menopausa sofrem com a queda hormonal, enquanto homens vivenciam declínio progressivo da testosterona. “Sem músculo não há mitocôndria para queimar gordura, falta energia para o corpo. É preciso preservar a massa magra porque o músculo, hoje, é reconhecido como um órgão ativo”, afirma.

A abordagem inclui suplementação, reposição hormonal quando indicada e exercícios adaptados. Aqui, a formação em fisioterapia e ortopedia faz diferença. “Se o paciente tem artrose, não adianta prescrever o mesmo treino da academia. Eu consigo ajustar exercícios seguros e eficazes, muitas vezes, em diálogo direto com o fisioterapeuta que acompanha o caso”, detalha.

Tecnologia acessível como aliada

A tecnologia também faz parte do processo, mas de forma acessível. Bioimpedância, dinamômetro de preensão palmar, fita métrica, aparelho de monitoramento contínuo da glicose e exames laboratoriais básicos são suficientes para acompanhar a evolução dos pacientes. “Não é preciso de muita tecnologia cara para avaliar resultados. O essencial é conhecimento, escuta e acompanhamento contínuo”, comenta.

Segundo ele, até pequenos testes funcionais, como sentar e levantar de uma cadeira, ajudam a avaliar a força e o risco de quedas em idosos. Essa simplicidade, combinada à experiência clínica, torna o cuidado mais próximo e efetivo.

Planos para o futuro

Atualmente, Ednor organiza a transição de seus atendimentos para a cidade de São Paulo, em regiões como Vila Mariana, Mooca e Paulista, sem abandonar o vínculo com o Rio de Janeiro. “São Paulo é um mundo. Precisei conhecer bairros, conversar com colegas e entender a dinâmica local. Agora início essa nova etapa, sem deixar de atender no Rio”, afirma.

Apesar das dificuldades enfrentadas no início da carreira, ele mantém entusiasmo e acredita que sua prática integrativa pode alcançar cada vez mais pessoas. “Dá para viver mais e melhor. Com pequenas mudanças de estilo de vida e o acompanhamento certo, é possível diminuir dores, emagrecer, reduzir remédios e recuperar disposição. O importante é dar início. A gente só vive uma vez”, conclui.

CRM:1007270 | RQE: 49738

Instagram: @dr.ednorgodeiro

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