Personalidades / APRESENTA

Junior Rios transforma a música em um negócio global

Ele lidera projetos que conectam arte, tecnologia e experiências exclusivas em hubs criativos entre América, Europa e Oriente Médio

FOTO: Bruna Silveira

Aos 38 anos, o empresário, músico, produtor e cineasta ítalo‑brasileiro Junior Rios consolida uma carreira que cruza estúdios de gravação, sets de filmagem e investimentos entre Brasil, Itália e Dubai.

Natural de Florianópolis (SC), ele construiu uma jornada que soa como um roteiro bem montado: começou nos palcos, ganhou corpo nos estúdios, se expandiu para a publicidade e encontrou novos atos no empreendedorismo gastronômico e em negócios de serviços e hospitalidade.

A formação em Comunicação e Cinema e os cursos de Produção Musical nos Estados Unidos explicam a habilidade rara de Rios de transitar do palco para a planilha, do set de filmagem ao estúdio de mixagem.

Carreira de empreendedor

Antes de virar o empreendedor por trás de um dos complexos musicais mais comentados do país, Rios começou exatamente onde a história da maioria dos artistas começa: cantando e compondo.

Em 2009, ele ganhou projeção nacional ao vencer uma competição musical na TV aberta — vitrine que o levou a indicações e turnês pelo Brasil. A cena abriu portas, mas também mudou o rumo: dali em diante, Rios passou a realizar sonhos nos bastidores do mercado musical.

A virada empresarial veio em 2010, quando fundou a Elephant Office em Santa Catarina. A agência e produtora audiovisual o colocaram em campanhas de grande porte, assinando trabalhos para marcas globais e afinando seu olhar para branding, storytelling e excelência técnica.

Anos mais tarde, Rios inaugurou a Elephant Office Europe, uma filial da Elephant em Verona, na Itália, abrindo uma ponte permanente com o mercado europeu de música e audiovisual. Esse passo ampliou o fluxo de artistas, produtores e executivos entre os dois continentes.

Paralelamente à indústria criativa, ele diversificou apostas e tornou‑se sócio‑investidor de diversos restaurantes, hotéis, estética automotiva, fábricas de alimentos congelados, entre outros empreendimentos. O movimento revela um traço de Rios que vai além da figura do produtor musical: o de operador de experiências, alguém que entende o entretenimento como cadeia completa de serviço, produto e acolhimento.

A Elephant Office

A Elephant Office Brasil tornou‑se um complexo musical de grande porte que combina estúdios de gravação a uma estrutura de hospedagem de alto padrão — um conceito de “resort da música” onde tecnologia, conforto e privacidade caminham juntos. Com mais de 1.000 m² e três estúdios equipados para projetos de nível internacional e já procurados por nomes de todos os estilos musicais.

Do lado da hospitalidade: serviços exclusivos de hospedagem, alimentação e transporte, com check‑in remoto, suítes temáticas e a possibilidade de chegar de helicóptero ou aeronave privada — um pacote pensado para blindar segurança e privacidade de artistas e executivos.

A infraestrutura vai além do discurso: a página técnica do estúdio na rede britânica Miloco descreve a Elephant como “um dos maiores complexos de gravação do mundo”, com equipamentos de referência, salas versáteis, cafeteria, academia, bar completo e uma piscina aquecida indoor com 8 metros. Tudo com funcionamento 24 horas por dia, acesso discreto e logística de alto nível.

O mapa de expansão também ganhou novas coordenadas. Em 2025, a Elephant passou a operar uma sede em Los Angeles, nos Estados Unidos, conectando‑se ao principal hub da indústria fonográfica global e fortalecendo o intercâmbio entre América e Europa. No mesmo ano, projetos ligados à Elephant somaram 8 indicações ao Latin GRAMMY, coroando a estratégia de Rios de apostar em equipe, curadoria e ambiente criativo como diferenciais competitivos.

Junior Rios surge como síntese de uma geração que aprendeu a empreender a própria arte e a transformá-la em plataforma de negócios. Ele construiu uma carreira que se confunde com a experiência Elephant: tecnológica, exclusiva, multi‑continental e, sobretudo, desenhada para que a música tenha espaço para soar maior.

 

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