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Dermatologista Luciana Duran alia técnica e acolhimento no cuidado com a pele

Médica aborda prevenção do câncer de pele, controle do melasma e avanços estéticos, mantendo a naturalidade e a segurança como prioridade

Dermatologista Luciana Duran alia técnica e acolhimento no cuidado com a pele

O espelho revela mais do que a gente imagina. Para quem convive com manchas na pele, como o melasma, cada reflexo pode carregar inseguranças e dúvidas: qual é o tratamento certo? Tem cura? Como evitar que piore? Entre mitos e promessas milagrosas, a dermatologia oferece respostas — e, mais do que isso, orientação para cuidar da pele com segurança e realismo. É nesse ponto que a atuação da dermatologista Luciana Duran se destaca: unir conhecimento técnico, tecnologia de ponta e um olhar atento às necessidades individuais para ajudar seus pacientes a recuperar a confiança diante do espelho.

Natural de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, Luciana Duran construiu uma carreira marcada pela dedicação à medicina e pela atenção cuidadosa aos pacientes. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Santo Amaro (UNISA) em 2004, concluindo especialização em Clínica Médica e residência em Dermatologia no Complexo Hospitalar Heliópolis. No mesmo período, realizou estágio de Cirurgia Dermatológica.

A escolha pela especialidade surgiu no quarto ano da faculdade. “Na primeira aula de dermatologia, eu me encontrei. Foi imediato. Comprei livros, participei de campanhas e percebi que era isso que queria para a vida”, relembra. Antes de se dedicar exclusivamente ao consultório, atuou por 12 anos como médica assistente no Hospital Cristóvão da Gama, em Santo André (SP), e atendeu no SUS, onde vivenciou realidades distintas. “É um outro lado da medicina. Muitas vezes o paciente espera meses pela consulta e chega com histórias de vida muito difíceis. A gente aprende a valorizar ainda mais a escuta e o acolhimento.”

Da ideia à consolidação da clínica

Em 2012, inaugurou sua clínica no Ipiranga, na cidade de São Paulo. O espaço foi planejado para oferecer dermatologia clínica, cirúrgica e estética, com salas de consulta, ambiente para procedimentos e uma equipe que inclui secretária, esteticista e outro médico. Mesmo com colaboradores, Luciana participa ativamente da gestão. “É cansativo, mas recompensador. Ter um espaço com a minha cara e ouvir dos pacientes que se sentem bem ali é o que me motiva”, diz.

O protocolo de atendimento valoriza a escuta desde o primeiro contato. “Sempre oriento minha equipe sobre a importância da gentileza, de conversar olhando nos olhos e deixar o paciente falar até o fim. Muitas vezes, ele quer ser ouvido tanto quanto quer tratar a pele”, destaca a médica.

Compromisso social e experiências voluntárias

Entre 2015 e os anos seguintes, Luciana integrou o programa Horas da Vida, que oferecia atendimento gratuito a pessoas de baixa renda. “Atendi casos muito especiais, como o de uma bebê com hemangioma. A mãe chegou nervosa, sem saber o que era. Fizemos acompanhamento, melhorou quase 100% e foi emocionante dar alta”, relembra. Também trabalhou no Ambulatório de Especialidades da Rede Hora Certa, na Mooca, pela Prefeitura de São Paulo. Essas experiências reforçaram sua percepção de que acolher é tão importante quanto tratar.

Melasma: controle e orientação constante

O melasma é uma das condições mais tratadas no consultório e, segundo Luciana, exige uma abordagem ampla e individualizada. “É a pressão alta da pele. Não falamos em cura, mas em controle. Fatores hormonais, poluição, luz visível e até a barreira cutânea influenciam”, explica.

A médica afirma que a fotoproteção adequada é a base do tratamento. “Protetor com pigmento e reaplicação ao longo do dia são essenciais para o bom resultado. O creme sozinho não faz milagre”, ressalta. O pigmento funciona como barreira física contra a luz visível emitida por telas e iluminação artificial.

A estratégia terapêutica inclui alternância de ativos despigmentantes, como ácido kójico, vitamina C e niacinamida, além de procedimentos complementares. “Podemos usar peelings leves, microagulhamento controlado e lasers específicos. Mas cada caso é avaliado com cuidado, principalmente em peles morenas, para evitar efeito rebote.”

Luciana também alerta para hábitos que pioram a condição, como esfoliações frequentes e atrito na pele. “Isso reduz a barreira cutânea e pode aumentar a pigmentação. O paciente precisa entender que resultado vem com disciplina e cuidados diários”, diz.

Além disso, a dermatologista também investiga a saúde intestinal quando necessário, considerando seu impacto na pele. “Estudos mostram a influência da microbiota no melasma e em outras condições. Ajustes na alimentação podem fazer diferença”, afirma.

Prevenção do câncer de pele e sinais de alerta

Na área cirúrgica, Luciana destaca a importância da detecção precoce do câncer de pele. “Uma casquinha que não cicatriza ou uma pinta que muda de cor ou formato precisa ser avaliada. Muitas vezes, o melanoma começa em uma pinta antiga”, alerta.

A prevenção, segundo ela, começa já na infância. “Cinquenta por cento do dano solar ocorre até os 18 anos. É mais fácil criar o hábito na criança do que convencer o adulto a mudar.” Mesmo em dias nublados ou ambientes fechados, a reaplicação do protetor continua essencial. Luciana, inclusive, combate a falsa segurança de aplicar filtro apenas uma vez ao dia. “Esse uso único faz a pessoa se expor mais, achando que está protegida”, lembra.

Tecnologia estética com responsabilidade

Na clínica, Luciana trabalha com equipamentos como o Ultraformer 3, indicado para flacidez e gordura localizada, e a plataforma Etherea, utilizada para tratar melasma, cicatrizes de acne, fotoenvelhecimento, estrias e rosácea. “Faço questão de realizar pessoalmente cada procedimento. Segurança vem de saber conduzir cada etapa e lidar com possíveis intercorrências”, reforça.

Os protocolos são definidos de acordo com a necessidade e o perfil de cada paciente, sempre preservando a naturalidade. “Nem sempre é sobre fazer mais, e sim sobre fazer o que realmente vai trazer benefício. Às vezes, menos é mais.”

Gerenciamento do envelhecimento com foco na naturalidade

A procura por cuidados preventivos aumentou nos últimos anos, especialmente entre pessoas acima dos 40 anos. “É mais fácil prevenir do que recuperar. Gosto de criar um plano anual, ajustando conforme a necessidade. Sempre preservo a naturalidade, priorizando pequenas correções e procedimentos que possam causar um impacto maior na dor do paciente”, diz a médica.

Luciana defende que o envelhecimento saudável é construído com pequenas intervenções combinadas a hábitos consistentes, como hidratação, sono adequado e alimentação equilibrada.

Planos para o futuro

No momento, a médica reestrutura a clínica para melhorar o conforto e otimizar o atendimento, além de ter planos de trazer outras especialidades médicas com intersecção com a dermatologia. Luciana mantém presença em congressos e workshops, além de buscar tecnologias que sejam acessíveis à realidade dos pacientes do bairro. “O tratamento precisa ser viável para a realidade de quem me procura. Olhar para a condição social e financeira faz parte do cuidado.”

Por fim, a dermatologista ressalta: na dúvida, procure avaliação médica. “Muitas doenças de pele, inclusive o câncer, têm tratamento mais simples e eficaz quando diagnosticadas no início. E sempre busque profissionais com título de especialista, que tenham formação completa em pele, cabelo e unhas”, afirma.

CRM/SP 115.931

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