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Cirurgiã plástica Jessyca Angelini esclarece quando o lipedema exige cirurgia

Referência em Rio Verde (GO), a médica fala sobre lifting facial, cirurgias de mama e a importância da escuta ativa para resultados naturais e seguros

FOTO: Angela Aysha

Com postura tranquila e linguagem clara, Jessyca Rezende Angelini tem construído em Rio Verde (GO) uma prática que une conhecimento técnico, empatia e compromisso com o respeito médico. Formada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica e Estética (BAPS), além de especialista em cirurgia mamária de recuperação rápida. Pioneira no tratamento multiprofissional de lipedema em Goiás, Jessyca se destaca pela constante atualização científica e pelo olhar cuidadoso ao propor resultados naturais.

Com atuação voltada ao cuidado integral, Jessyca defende o tratamento multiprofissional do lipedema, integrando diferentes áreas da saúde, como fisioterapia e nutrição, para oferecer uma recuperação mais funcional e equilibrada às pacientes. Essa abordagem conjunta permite resultados mais duradouros e melhora global da qualidade de vida.

Para ela, a beleza está nas proporções, mas principalmente no entendimento de cada história. “Cirurgia plástica me toca porque devolve autoestima, mas isso só faz sentido quando existe ciência, ética e conversa franca”, afirma.

A formação sólida e o compromisso com o aprimoramento constante moldaram a trajetória de Jessyca. Desde o início da carreira, ela direcionou seus estudos à cirurgia plástica reparadora e estética, desenvolvendo um olhar técnico e humano. A escolha pela especialidade nasceu da percepção de que a transformação física pode ser também emocional — um reencontro da mulher com sua própria imagem.

Lipedema: informação, acolhimento e tratamento responsável

Um dos temas que mais exige esclarecimento é o lipedema, condição crônica e inflamatória marcada pelo acúmulo desproporcional e doloroso de gordura, geralmente nas pernas e nos braços. Por ser confundido com obesidade, o diagnóstico costuma ser tardio. “É uma doença real, e não apenas estética. O atraso no diagnóstico compromete a autoestima e a funcionalidade da mulher”, explica.

O tratamento começa pelo controle clínico: ajustes alimentares, atividade física, drenagem e suporte fisioterapêutico. “A cirurgia é reservada para casos em que a dor e a incapacidade impedem a vida cotidiana”, detalha.

Jessyca relata que muitas pacientes chegam após anos de frustração com dietas e exercícios sem resultado. “Quando explicamos que o problema é inflamatório e hereditário, a paciente entende que não se trata de falta de esforço, mas de uma condição médica que tem manejo possível”, diz.

Em sua prática, Jessyca aprimorou técnicas específicas de lipoaspiração para o tratamento do lipedema, priorizando mínima agressão tecidual e máxima preservação linfática. Essa abordagem técnica reduz o risco de complicações e proporciona resultados funcionais duradouros, com melhora significativa da dor, do inchaço e da mobilidade. A médica também enfatiza a importância do acompanhamento pós-operatório com fisioterapia e drenagem linfática especializadas, garantindo recuperação segura e manutenção dos resultados.

Ela lembra de uma paciente de 70 anos que voltou a caminhar sem dor após o tratamento. “No dia da revisão, ela chegou de vestido e falou de minissaia. É sobre autonomia, não sobre vaidade”, resume.

Reconhecida pelo olhar técnico e pela comunicação acessível, Jessyca têm contribuído para ampliar o debate sobre lipedema no Brasil. Em suas participações em congressos e discussões médicas, ela reforça a importância do diagnóstico correto e do tratamento responsável, fortalecendo o reconhecimento do lipedema como condição médica legítima e multidimensional.

Lifting facial e rejuvenescimento do pescoço com naturalidade

Outra área que marca sua atuação é o lifting facial na técnica Deep Plane, procedimento que reposiciona as estruturas profundas da face e do pescoço, devolvendo contorno sem aparência artificial. “O objetivo não é esticar a pele. É reposicionar o que cedeu, respeitando a expressão e a identidade da paciente”, explica.

A abordagem inclui o estudo do músculo platisma, da gordura cervical e da flacidez de pele — fatores determinantes para definir o plano cirúrgico. Jessyca reforça que cada rosto pede uma estratégia única. “Há momentos em que a tecnologia ajuda, e outros em que a cirurgia é a melhor escolha. O importante é indicar com clareza e sem modismos”, pontua.

Sobre o medo de “rosto repuxado”, ela é categórica: “Quando o lifting atua nas camadas profundas, a tração da pele é mínima. Isso preserva naturalidade e reduz a tensão nas cicatrizes.”

Quanto à durabilidade, a médica evita promessas. “Mesmo após dez anos, o paciente tende a parecer mais jovem do que antes do lifting, mas o tempo segue. Cuidar da pele e do estilo de vida é parte do resultado”, reforça.

FOTO: Angela Aysha

Cirurgias de mama e recuperação rápida

Entre os procedimentos mais procurados estão as cirurgias de mama, realizadas com protocolos que priorizam funcionalidade e retorno rápido à rotina. “Movimentar o braço com cuidado desde o início ajuda na cicatrização e reduz complicações”, ensina.

A escolha entre aumento, redução ou mastopexia é sempre personalizada. “Nem toda redução pede prótese, e nem todo aumento precisa de grandes volumes. Anatomia e expectativa guiam cada decisão”, explica.

Em pacientes com doenças autoimunes, a conduta é ainda mais cautelosa. “Em alguns casos, a gordura do próprio corpo é uma alternativa mais segura que a prótese”, acrescenta.

Entre as cirurgias corporais, Jessyca também se destaca pela atenção aos detalhes da abdominoplastia, especialmente na reconstrução do umbigo, que prioriza cicatrizes discretas e resultados harmônicos, preservando a naturalidade do abdômen.

Para Jessyca, o equilíbrio entre resultado estético e saúde é o ponto central da cirurgia mamária. “A mama é símbolo de feminilidade, mas também de conforto e bem-estar. O objetivo é que a mulher se reconheça de novo, com naturalidade”, comenta.

Humanização, escuta ativa e pós-operatório cuidadoso

No consultório, o tempo de escuta é parte do tratamento. “Humanização não é discurso, é prática. É ouvir, explicar e alinhar expectativas”, afirma. Essa abordagem se reflete no pós-operatório, em que o cuidado é contínuo e coletivo. Duas enfermeiras e uma fisioterapeuta acompanham cada etapa — desde as drenagens até os ajustes sutis que definem o resultado final. “O pós também é tratamento. Estar presente reduz ansiedade e previne intercorrências”, resume.

Essa atenção também se estende à organização da rotina das pacientes. “Cirurgias grandes exigem rede de apoio. Planejamento ajuda a tornar o processo mais leve e seguro”, diz. Jessyca orienta que o preparo físico e emocional é parte fundamental do sucesso cirúrgico. “Operar na hora certa faz toda a diferença”, acrescenta.

Tecnologias e inovação com responsabilidade

Na prática cirúrgica, Jessyca utiliza tecnologias como Argoplasma, BodyTite, Morpheus, Liftera e Endolaser, que auxiliam na retração de pele e na estimulação do colágeno. Apesar do entusiasmo com a inovação, a médica reforça que os aparelhos não substituem o raciocínio clínico. “A tecnologia soma, mas não substitui a boa indicação. O segredo é plano correto e energia na medida certa”, explica.

Com linguagem simples, ela traduz conceitos complexos. “É como selar um tecido: o calor faz a pele aderir ao músculo, gerando firmeza e definição. O que importa é aplicar com precisão e segurança”, completa.

Clínica e educação médica contínua

Com a clínica em fase de ampliação, Jessyca desenha um espaço de 300 m² voltado à privacidade e ao conforto, com ambientes destinados a tecnologias, consultas e recuperação. “A ideia é que a paciente se sinta acolhida, sem pressa e com fluxo claro de atendimento”, explica.

Além da rotina clínica, a médica mantém o hábito de revisar protocolos, estudar novos métodos e participar de congressos. “Medicina é aprendizado contínuo. Ficar meses sem atualizar-se é deixar de oferecer o melhor”, afirma. Essa disciplina sustenta não apenas segurança técnica, mas também a formação de uma equipe coesa, que compartilha a mesma visão de cuidado.

Comunicação ética e visão de futuro

Nas redes sociais, Jessyca compartilha informações e bastidores sem ultrapassar os limites éticos. “O antes e depois inspira, mas não define o desfecho individual. Comunicação responsável protege o paciente e o profissional”, afirma. Ao projetar o futuro, ela busca ampliar a capacidade de atendimento e consolidar um modelo de prática médica pautado em clareza e segurança. “Existe um tempo para cada procedimento e existe o tempo da vida. A melhor decisão acontece quando os dois se encontram”, conclui.

“Cirurgia plástica é organização e informação. Pesquise, converse com quem já passou pelo procedimento, alinhe expectativas e confie em profissionais éticos. Escolher o momento certo muda a experiência e preserva sua saúde, sua rotina e sua autoestima.”

CRM 21816 | RQE 152001

Instagram: @dra.jessycaangelini

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