Música / Opinião

Fafá de Belém critica letras de funk e fala sobre objetificação de mulheres

Cantora Fafá de Belém fala sobre respeito nas relações e compara postura com divas internacionais: “Você vê a Beyoncé de quatro?"

Fafá de Belém - Reprodução/Instagram
Fafá de Belém - Reprodução/Instagram

Fafá de Belém, de 67 anos, compartilhou sua visão sobre o cenário musical na última terça-feira, 16, em entrevista ao canal da Veja no YouTube. A cantora, conhecida por sua trajetória no sertanejo e na música romântica, destacou a forma como o funk trata a imagem feminina e afirmou que muitas canções do gênero reforçam estereótipos machistas e uma visão reducionista sobre o corpo feminino.

Ao comentar o assunto, Fafá fez uma comparação direta entre a postura de artistas internacionais e brasileiras. Segundo ela, as referências usadas em muitos clipes e letras reforçam estereótipos que reduzem o corpo feminino a um objeto. “Você vê a Beyoncé de quatro? Você vê a Rihanna de quatro? Mas você vê os rappers, os caras cheios de cordão, cantando letras nem sempre bacanas, objetificando as mulheres que estão lá”, disse.

A artista também reforçou a necessidade de respeito em qualquer tipo de relação. “A relação entre homens e mulheres, homens e homens, mulheres e mulheres, tem que ser de respeito. Acho objetificação o corpo tratado de uma forma machista, como um pedaço de carne balançando. Pessoalmente, não gosto”, completou.

Durante a entrevista, Fafá relembrou uma situação cotidiana em que se incomodou com o teor de uma música de funk. Ela contou que pediu a um motorista de táxi que desligasse o rádio porque a letra explícita era, segundo ela, “insuportável”.

Reconhecimento do movimento

Apesar das críticas, a cantora deixou claro que não condena o gênero como um todo. “Existe o funk, existe o rap, existem letras bacanas dentro do movimento, mas algumas colocam a mulher num papel absolutamente sórdido”, avaliou.

A fala da cantora repercutiu nas redes sociais, dividindo opiniões entre fãs e internautas. Enquanto parte do público apoiou a reflexão sobre a responsabilidade dos artistas, outros defenderam o espaço do funk como expressão cultural das periferias brasileiras.

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Izabella Nicolau é repórter de conteúdo do site CARAS. Formada em jornalismo, já passou por sites como Observatório do Cinema e Ultraverso. Escreve sobre cultura, entretenimento e celebridades.