Entre obras de arte, carros de alta performance e peças de colecionador, o Encontro de Super Esportivos transformou o MorumbiShopping, em São Paulo, em um ponto de encontro para quem aprecia a cultura automotiva e a arte contemporânea. Realizado entre os dias 18 e 27 de setembro, o evento propôs uma aproximação entre dois universos que, apesar de compartilharem o interesse pelo design, pela estética e pela exclusividade, nem sempre ocupam o mesmo espaço.

Ao longo de dez dias, o público pôde conferir uma exposição com 20 obras de arte automotiva, produzidas por três artistas, além de dez miniaturas colecionáveis apresentadas individualmente em totens de pedra. A experiência também contou com uma programação dedicada aos superesportivos, encontros de clubes e momentos de música no Rooftop do shopping.

A concepção e a curadoria da experiência ficaram a cargo da BE Galeria, fundada por Daiane Kaczan, enquanto a curadoria de arte, miniaturas, veículos e do tour guiado foi assinada pela DN Experience, de Décio Neto, especialista no universo do colecionismo automotivo.

Quando o carro também vira obra de arte

Um dos destaques do encontro foram os trabalhos que transformaram referências da cultura automotiva em peças de arte. O acervo reuniu 13 obras de Fly Art, nome artístico de Vitor Guimarães, cinco trabalhos de Luis Vidal e duas obras de JUUH.

Entre os destaques esteve Golden Legacy Senna, de Fly Art, uma obra em técnica mista com folhas de ouro 24k, produzida em edição numerada 7/10. O acervo também apresentou trabalhos inspirados em nomes e elementos reconhecidos da cultura pop e automobilística, como Batman, James Bond, Fórmula 1 e diferentes modelos de Porsche, Ferrari e Lamborghini.

A proposta reforçou uma leitura do automóvel que vai além de sua função: os carros aparecem como objetos de desejo, memória, design e expressão artística. O encontro também trouxe dez miniaturas automotivas colecionáveis, expostas individualmente sobre bases iluminadas.

Superesportivos também ganharam espaço

A exposição contou ainda com três veículos que ajudaram a estabelecer a conexão entre o passado e o presente da cultura automotiva.

Um dos destaques foi o Porsche 911 Turbo de 1978, clássico da primeira geração do modelo, apresentado na chegada ao Rooftop durante todo o período do evento. Ao lado dele, dois modelos contemporâneos ganharam atenção especial: uma Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2, carro de competição de fábrica, e uma McLaren Artura, superesportivo híbrido da nova geração.

A programação também abriu espaço para cerca de 20 carros levados por clubes e colecionadores convidados em cada uma das sextas-feiras do evento. A reunião colocou em evidência uma comunidade marcada pela paixão pelos automóveis, pela preservação de modelos e pela construção de memórias em torno deles.

Arte ao vivo sobre carros de competição

Se a exposição apresentou o automóvel como tema para diferentes linguagens artísticas, os live paintings levaram essa relação para o centro da experiência.

No dia 19 de setembro, o artista Luis Vidal realizou uma pintura ao vivo sobre a Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2. Já no dia 26, foi a vez de JUUH intervir artisticamente sobre a McLaren Artura.

As performances foram realizadas diante do público em diferentes blocos ao longo da tarde e da noite. Dessa maneira, os visitantes puderam acompanhar a transformação dos veículos em etapas, observando o processo criativo antes de conferir o resultado final.

Após as intervenções, os carros permaneceram expostos com as obras concluídas, prolongando a experiência para além do momento da performance. Segundo a organização, o trabalho seguiu um protocolo técnico próprio para preparação e proteção dos veículos.

Uma experiência que conecta gerações

Outro aspecto explorado pelo evento foi o encontro entre diferentes gerações da cultura automotiva. De um lado, um Porsche 911 Turbo produzido em 1978. Do outro, modelos atuais de competição e de propulsão híbrida. Entre eles, obras que revisitam personagens da cultura pop, referências da Fórmula 1 e ícones da indústria automobilística.

Para Daiane Kaczan, fundadora da BE Galeria e responsável pela concepção e curadoria do projeto, essa combinação foi fundamental para construir a experiência apresentada ao público. A proposta reuniu expografia de galeria, veículos de competição e uma programação dedicada ao universo automotivo dentro de um espaço de grande circulação.

A programação também contou com tours guiados conduzidos pela curadoria. Em grupos de até 12 pessoas, os visitantes puderam percorrer a exposição e conhecer detalhes sobre as obras, as miniaturas e os veículos apresentados.

Com a realização do MorumbiShopping e a concepção e curadoria da BE Galeria, o Encontro de Super Esportivos encerrou sua primeira edição aproximando duas formas distintas de colecionismo e expressão: a arte e os automóveis. Ao reunir carros clássicos e contemporâneos, artistas, colecionadores e público em um mesmo percurso, a iniciativa mostrou como a cultura automotiva pode ocupar também os espaços da arte, do design e do lifestyle.