O piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton surpreendeu ao falar pela primeira vez sobre uma lesão que foi mantida em segredo por mais de um ano. Em janeiro de 2025, ele sofreu um acidente enquanto se preparava para a temporada da F1 daquele ano na Ferrari e ficou com uma lesão no pescoço. O tratamento envolveu um período de recuperação em que a rotina dele saiu do eixo.
De acordo com a revista People, Hamilton contou que a lesão no pescoço aconteceu na hora de uma colisão no treino. “Bati com muita força no muro no ano passado, durante os testes. Desloquei um dos discos do pescoço, que acabou pressionando o nervo. Então, fiquei impossibilitado de fazer muita coisa por cerca de nove semanas”, afirmou.
O tratamento e a recuperação
O atleta teve todo o suporte de especialistas para se recuperar plenamente. “Eu recebia atendimento quiroprático todos os dias; fisicamente, eu não conseguia dormir. Tomei analgésicos, precisei levar injeção, fiz tudo o que pude para tentar resolver o problema. Basicamente, era com isso que eu estava tentando conviver. Não é fácil estar nessa situação”, afirmou.
Postura durante a temporada
Lewis Hamilton ainda contou que está com foco total na temporada de 2026 da F1. Ele não pensa em conquistar o seu oitavo título de campeão mundial, mas quer ficar bem no ranking. “Não tenho saído para jantar. Tenho mantido o foco total, fazendo os sacrifícios necessários para garantir que eu chegue 100% preparado e possa entregar um bom desempenho — especialmente sabendo até onde meu rendimento pode chegar“, disse ele.
E completou: “Estou pensando em cada corrida, em chegar e executar o trabalho como fizemos na última — com pit stops e estratégia; estávamos todos em sintonia. Ter tudo isso funcionando bem em um único fim de semana é o mais importante, e não ficar pensando no que vai acontecer daqui a 15 corridas“.
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A carreira e a trajetória de Lewis Hamilton
A trajetória de Sir Lewis Hamilton no cenário do automobilismo mundial é uma das narrativas mais grandiosas, impactantes e revolucionárias da história do esporte. Nascido em Stevenage, no Reino Unido, o piloto não apenas reescreveu os livros de recordes da Fórmula 1 ao se tornar um dos maiores campeões de todos os tempos, mas transformou completamente a dinâmica da categoria. Sendo o primeiro e único piloto negro a competir e vencer na F1, Hamilton usou sua genialidade nas pistas e sua influência global para derrubar barreiras, promover a diversidade e provar que o seu legado é tão veloz e duradouro fora dos circuitos quanto dentro deles.
A caminhada de Lewis Hamilton rumo ao topo do automobilismo foi construída à base de muito sacrifício familiar. Sem origens aristocráticas ou patrocínios milionários no início, seu pai, Anthony Hamilton, chegou a trabalhar em quatro empregos simultâneos para financiar a carreira do filho nos campeonatos de kart.
A genialidade de Lewis era evidente: aos dez anos, vestindo um terno emprestado em uma premiação, ele abordou Ron Dennis, o então chefe da poderosa equipe McLaren, e disse que um dia correria por ele. Impressionado com a audácia e o talento do menino nas pistas, Dennis o acolheu no programa de jovens pilotos da McLaren anos mais tarde, pavimentando o caminho para uma ascensão meteórica nas categorias de base (Fórmula 3 e GP2), onde Hamilton atropelou os rivais e garantiu sua vaga na elite mundial.
A estreia bombástica na McLaren e o primeiro título mundial
Em 2007, aos 22 anos, Hamilton fez a estreia mais impactante da história da Fórmula 1. Correndo pela McLaren ao lado do então bicampeão mundial Fernando Alonso, o jovem britânico chocou o mundo ao emendar pódios consecutivos em suas primeiras corridas e disputar o título até a última etapa.
O primeiro momento de glória absoluta aconteceu no ano seguinte, em 2008. Em uma das finais mais dramáticas e inesquecíveis de todos os tempos, decidida na última curva da última volta do Grande Prêmio do Brasil, em Interlagos, Hamilton ultrapassou Timo Glock sob chuva e conquistou seu primeiro campeonato mundial, tornando-se o piloto mais jovem a alcançar o feito até aquela data e gravando seu nome de vez na história do esporte.
A dinastia na Mercedes e os recordes inalcançáveis
Em 2013, Hamilton tomou a decisão mais ousada de sua carreira profissional: deixou a tradicional McLaren para assinar com a Mercedes, uma equipe que até então buscava se consolidar no grid. O movimento, duramente criticado por especialistas na época, revelou-se um golpe de mestre estratégico.
Com o início da era dos motores híbridos em 2014, a Mercedes e Hamilton construíram a maior dinastia que a Fórmula 1 já testemunhou. Com uma pilotagem cirúrgica, agressiva e impecável sob chuva, o britânico acumulou títulos em sequência (2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020), igualando a marca histórica de sete campeonatos mundiais do lendário Michael Schumacher. Hamilton superou o alemão e tornou-se o recordista absoluto de vitórias e de pole positions na história da categoria, isolando-se em um patamar estatístico quase inalcançável.
O ativismo social, o ícone fashion e o novo capítulo histórico
- Voz pela diversidade: Hamilton transformou-se no maior ativista do automobilismo. Ele liderou movimentos globais contra o racismo no esporte, implementou a comissão que leva seu nome para mapear a falta de diversidade no setor técnico britânico e fundou a instituição Mission 44, focada em apoiar jovens de minorias sub-representadas na educação e no emprego.
- Referência na moda e música: Fora dos cockpits, o piloto quebrou o padrão conservador do paddock ao se tornar uma das figuras mais influentes do mundo da moda e do lifestyle. Amigo pessoal de grandes designers, ele é presença constante nas principais semanas de moda de Paris e Nova York e no Met Gala, destacando-se por seus visuais autênticos e inovadores.
- O cavaleiro e o novo desafio: Reconhecido por seus feitos esportivos e humanitários, o piloto recebeu o título de “Sir” da monarquia britânica, sendo condecorado Cavaleiro do Império Britânico. Demonstrando que sua fome de desafios permanece intacta na maturidade, Hamilton chocou o mercado esportivo ao assinar um contrato histórico de transição para pilotar pela lendária equipe italiana Ferrari, abrindo um novo e emocionante capítulo em sua imensa trajetória.
Lewis Hamilton chega ao topo de sua maturidade esportiva consolidado como muito mais do que um piloto de corridas: ele é um ícone cultural global. Ao provar que um atleta de elite pode vencer no mais alto nível técnico sem abrir mão de suas causas políticas, de suas paixões artísticas e de sua identidade, o garoto de Stevenage que conquistou o asfalto reescreveu o significado de ser um campeão, deixando um caminho pavimentado de inspiração para as próximas gerações acelerarem sem medo.
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