O bordão “Ai, Que Loucura” é marca registrada de Narcisa Tamborindeguy (59). E quando questionada sobre qual a maior loucura que já fez na vida, ela é rápida: “Sem dúvida, foi me pendurar num helicóptero”, conta, aos risos. Já sobre arrependimentos, prefere não se aprofundar: “Sim, de alguns momentos, que não gosto nem de lembrar”, revela, em papo exclusivo com CARAS.

 

Por trás da figura irreverente e sempre agitada que conquistou o público, ela também revela um olhar atento para questões que a entristecem. “A fome, a desigualdade social, corrupção, violência, agressão às mulheres, desentendimentos familiares e falta de segurança”, lista ela. Longe dos holofotes, define-se como “uma pessoa agitada”, embora busque equilibrar a rotina com bem-estar. “Faço yoga e natação. Ando na praia, gosto de prestigiar a loja Pinga Store, da minha filha, e de almoçar ou jantar com amigos”, conta.

 

Para Narcisa, luxo está diretamente ligado à qualidade de vida e aos afetos. “Ter conforto, qualidade de vida, contemplar o mar, nadar, viajar com a família e amigos e ser feliz”, afirma. E, apesar de reconhecer a importância dos bens materiais, ela sabe que há coisas que o dinheiro não é capaz de proporcionar. “Não compra saúde, amizades verdadeiras e nem felicidade.”

 

O futuro do País também é visto com esperança. “Sou positiva e torço por um Brasil mais digno, com mais equilíbrio, com trabalho para todos!”, declara. Se pudesse voltar no tempo e se encontrar com a Narcisa de 20 anos, deixaria um conselho para si mesma: “Tenha mais paciência e serenidade, pois tudo tem seu tempo.”