De volta aos palcos do Rio de Janeiro após interpretar um oficial de justiça no horário nobre da TV Globo, Victor Garbossa vive uma das fases mais movimentadas e promissoras da carreira. Enquanto se prepara para estrear o monólogo O Alienista – Um Solo Musicado no Teatro dos 4, o ator abriu o jogo sobre a transição entre o audiovisual e o teatro, entregou detalhes do processo criativo do espetáculo e relembrou um momento hilário que viveu nos camarins de Terra e Paixão ao lado de Cauã Reymond e Flávio Bauraqui.
“Por se tratar da minha primeira experiência gravando novela e para uma grande emissora, foi a realização de um sonho pessoal e profissional. Todos me trataram muito bem — no camarim, na chegada, a equipe técnica e, principalmente, o elenco me acolheu muito”, revelou o ator.
Durante o trabalho na televisão, a convivência com o elenco deixou memórias inesquecíveis e trocas profissionais intensas. “Atuei diretamente mais com a Bárbara Reis…Foi uma experiência incrível. Recebi elogios da parte da direção e da produção e, no camarim, ainda pude conhecer o Flávio Bauraqui e o Cauã Reymond, onde tiramos uma foto e temos uma história muito divertida para contar a respeito”, detalhou Victor Garbossa.
Entenda a história com Cauã Reymond
Victor contou que estava no camarim conversando com o Flávio Bauraqui quando o Cauã Reymond chegou. O ator cumprimetou o veterano e, logo em seguida, a produção chamou ele de volta pro set. Cauã pediu dois minutinhos e Victor, pra quebrar o gelo, brincou: ‘Cauã, como sou novo aqui, fala que pedi pra tirar uma foto com você’. O artista levou super a sério e respondeu: ‘Tá bom, a gente tira depois’, e foi gravar.
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“Mais tarde, eu estava no corredor, super concentrado pra entrar no estúdio, quando ele passa com um dos diretores e me solta: ‘E aí, vamos tirar aquela foto?’. Eu, pego totalmente de surpresa e meio na concentração, mandei essa: ‘Ah não, eu tava só brincando… mas você quer tirar uma foto comigo?’ Pra quem estava no corredor, pareceu que o Cauã Reymond é que tinha me pedido uma foto! E o povo em entender quem eu era! O Cauã só disse ‘Ah não, tranquilo, de boa’ e foi pro camarim. A equipe toda olhou pra mim chocada: ‘Cara, você acabou de negar uma foto pro Cauã Reymond? Você é doido?!’.
No desespero de não passar por metido com o Cauã Reymond, Victor Garbossa saiu correndo atrás dele no camarim para fazer o pedido de forma bem-humorada. ‘Pelo amor de Deus, agora eu PRECISO dessa foto pra não ficar mal com o mundo!’, brincou o ator. No fim das contas, todos riram da situação e registraram o momento em uma foto especial ao lado de Cauã e do ator Flávio Bauraqui.

Transição entre o audiovisual e o palco ao vivo
A passagem pelo folhetim também serviu para reafirmar valores pessoais do artista no set de filmagem. “Pode soar um pouco estranho, mas eu não diria que aprendi algo completamente novo, mas sim que fortaleci coisas em que eu já vinha acreditando. Por exemplo: devemos tratar sempre todos muito bem — do camareiro, da figurinista e do cabeleireiro até os atores principais. Não deve haver essa distinção, pois todo o nosso trabalho é uma grande engrenagem e precisamos da contribuição de cada um para dar o nosso melhor em frente às câmeras”, refletiu.
O artista estreou no Rio de Janeiro o espetáculo O Alienista – Um Solo Musicado. A montagem fica em cartaz no Teatro dos 4, na Gávea, em uma curta temporada. Dirigido por Eduardo Figueiredo, o solo marca um importante passo na trajetória do artista. Afinal, o ator assume o protagonismo ao interpretar o médico Simão Bacamarte e diversos outros personagens. Em cena, Victor conduz a história sozinho, misturando atuação, humor e números musicais ao vivo.
Dualidade
Transitar entre a televisão e o teatro exige do ator a aplicação de técnicas bastante distintas. Por isso, Victor Garbossa destaca como cada linguagem impacta sua atuação no dia a dia.
“Tem sido um prazer imenso transitar por essas duas linguagens. A televisão e o teatro exigem ferramentas muito distintas: o audiovisual, por exemplo, tem a câmera a seu favor e não demanda os mesmos recursos vocais ou a amplitude física que o palco exige. Na TV, o roteiro está ali e o seguimos à risca, contando a história através da lente. Já no teatro, busco trazer essa mesma verdade, mas potencializada pela reação ao vivo e pela abertura ao inesperado. O teatro pulsa no improviso, é orgânico e vivo”, revelou o intérprete.
Processo criativo e ‘malabarismo’ nos bastidores
Para dar vida a essa narrativa em apenas 65 minutos, o ator trabalhou diretamente na adaptação do texto ao lado do diretor Eduardo Figueiredo. Consequentemente, essa parceria facilitou o domínio do texto e garantiu liberdade criativa em cena.
“Uma vez com o texto inteiramente dominado, ganhei a liberdade necessária para propor nuances e, em total sintonia com o Eduardo, alinhar as diferentes linguagens que compõem o espetáculo. Esse ‘malabarismo’ entre a atuação, a comédia e a música ao vivo foi lapidado nessa troca rica de bastidores, resultando no espetáculo vibrante que o público tem assistido e elogiado tanto”, explicou o ator.
A temporada carioca acontece entre os dias 8 e 16 de agosto. As sessões ocorrem aos sábados, às 16h, e aos domingos, às 15h, no Teatro dos 4.
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