Audrey Hepburn foi uma das maiores estrelas da história de Hollywood, mas, justamente quando poderia fazer de tudo para permanecer no topo, escolheu seguir um caminho diferente.
A atriz desacelerou a carreira, priorizou a família e encontrou uma nova missão longe dos holofotes.
Antes de se tornar um ícone do cinema, Audrey sonhava em ser bailarina. Seus planos, porém, foram interrompidos pela Segunda Guerra Mundial.
A experiência de sobrevivência durante o conflito marcou profundamente sua trajetória e, segundo seu filho, Sean Hepburn Ferrer (66), ensinou a atriz a importância de recomeçar.
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“A vida dela era se reerguer e começar do zero”, afirmou Sean em entrevista à revista People, comparando a mãe a uma fênix que renascia das cinzas.
Depois da guerra, Audrey chegou a Hollywood e estrelou produções como Sabrina, Cinderela em Paris e Bonequinha de Luxo, consolidando-se como uma das grandes estrelas de sua geração. No entanto, em 1967, no auge da carreira, ela decidiu desacelerar para se dedicar à maternidade.
“Eu serei uma mãe presente ou uma mãe distante”, teria refletido a atriz. De acordo com seu filho Luca Dotti (56), Audrey escolheu ser uma mãe presente para ele e para o irmão.

Vida pessoal longe dos padrões
Audrey também viveu relacionamentos que fugiam de algumas expectativas tradicionais. Ela foi casada duas vezes, com Mel Ferrer e Andrea Dotti, antes de encontrar Robert Wolders, seu companheiro até o fim da vida. Os dois nunca se casaram.
Questionada sobre o motivo de não oficializar a união, Audrey costumava responder com bom humor: “Por que mexer em time que está ganhando?”
A atriz também não parecia disposta a seguir a obsessão de Hollywood pela juventude. Sem recorrer a procedimentos para mudar o rosto, defendia que cada mulher deveria ter liberdade para decidir o que fazer consigo mesma, ainda que não fosse contrária aos procedimentos estéticos para outras pessoas.

Uma nova missão
Longe das câmeras, Audrey encontrou uma nova forma de transformar sua fama em propósito. Como embaixadora do UNICEF, passou a viajar para regiões extremamente vulneráveis e conhecer de perto diferentes crises humanitárias.
O trabalho acabou se tornando uma parte fundamental de sua vida. Para Audrey, a atuação humanitária passou a ser considerada sua segunda, e mais importante, carreira.
Assim, a atriz que conquistou Hollywood decidiu redefinir o que significava permanecer no auge. Em vez de buscar incessantemente os holofotes, escolheu a família e, posteriormente, o compromisso com causas humanitárias.
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