O ator, cantor e compositor Théo Medon, de 16 anos, está em uma fase mais madura de sua carreira. Conhecido por ter atuado em novelas como As Aventuras de Poliana e A Lei do Amor, ele acaba de completar 10 anos de trajetória no mundo das artes e só tem o que comemorar. Em entrevista exclusiva para a CARAS Brasil, o astro fala sobre o amadurecimento na frente das câmeras, o seu trabalho e o sucesso do filme ‘Pequenas Criaturas’, seu lado musical e também sobre o que espera do futuro.

O amadurecimento de Théo Medon

-Você completa 10 anos de carreira em 2026. Quando olha para essa trajetória, do que mais se orgulha?
-Da credibilidade que construí com o meu público e também pela relação que criei com as pessoas com quem trabalhei. Me sinto muito à vontade para ser quem realmente sou, tanto no trabalho quanto fora dele, e acho que isso gera uma identificação com o público.

-Você começou a atuar muito cedo. Como percebe a sua evolução como ator ao longo dessa década?
-Quando se começa muito novo, tudo é muito intuitivo e lúdico. Conforme você vai crescendo, as pessoas passam a te cobrar o máximo que você tem para oferecer, o mercado se torna mais exigente e você precisa mostrar o porque merece estar ali. Quando tomei consciência de que era isso que eu queria continuar fazendo, corri atrás de estudar e me preparar para quando as boas oportunidades aparecessem. Acho que tenho conseguido deixar a imagem de ator mirim passar e mostrar o meu potencial como um ator mais maduro.

-Você já passou por novelas, séries, teatro e cinema. Em qual formato sente que consegue explorar melhor seu trabalho como ator?
-Acho que o meu dever como ator é estudar bem essas três vertentes da profissão. Eu amo tudo o que engloba atuar. O teatro teve pouco espaço em minha carreira, mas recentemente estive em Elyntra – O Resgate de Rapunzel, e me encantei pelos palcos, quero fazer novos projetos! No momento, estou completamente apaixonado por cinema, me sinto muito à vontade quando estou filmando e espero fazer muito mais produções para as telonas. Por ter vindo de novelas, também fico muito confortável nesse lugar, com a rotina diária de set.

Theo Medon - Foto: Ana Paula Amorim
Theo Medon – Foto: Ana Paula Amorim

O trabalho no filme ‘Pequenas Criaturas’

-“Pequenas Criaturas” chega aos cinemas após conquistar o prêmio de Melhor Longa-Metragem no Festival do Rio. O que mais chamou sua atenção quando leu o roteiro pela primeira vez?
-A possibilidade de explorar uma outra versão do meu trabalho como ator, que coincidiu com uma fase mais madura minha, pessoalmente falando. O personagem me deu a oportunidade de mostrar um trabalho que ainda não tinham me visto fazendo. Fora que era um roteiro bem diferente dos que eu já tinha visto. Expressado no silêncio, de falas precisas e secas. Achei interessantíssimo viver o André.

-O filme aborda temas bastante humanos e sensíveis. O que você acredita que mais vai tocar o público?
-Acho que as pessoas vão se emocionar porque terão a oportunidade de se reconhecer na história. Falar sobre família e amadurecimento é um tema universal. Além da fotografia linda que o filme entrega, claro. São muitas formas de ver beleza.

-Como foi o processo de preparação para interpretar esse personagem?
-Não posso falar da preparação desse personagem sem falar da Isabela Garcia, nossa preparadora. Toda a experiência dela como atriz, e uma atriz que começou criança, foi fundamental nessa construção. O André me tirou da zona de conforto, pois era preciso uma expressividade mínima e a emoção precisava ser passada através do olhar. Fazer o público entender seus sentimentos em poucas palavras foi desafiador.

-Houve alguma cena especialmente desafiadora, seja emocionalmente ou tecnicamente?
-As cenas de ação foram especialmente interessantes. Eu mesmo quis fazer tudo! Aprendi a andar de moto, apanhei em cena pela primeira vez… acho que estou pronto para atuar em um filme de super herói ou seguir os passos do Tom Cruise nas telas [risos].

-Como foi a convivência com o elenco e a equipe durante as gravações?
-Ficamos quase 50 dias fora de casa, e nos tornamos muito unidos, tanto elenco quanto equipe. Nessa convivência, preciso enaltecer o Lorenzo, intérprete do Dudu. O filme fez a gente criar um vínculo de irmão. Toda a equipe foi um acerto enorme, muito responsável pelo resultado bonito que conseguimos passar nas telas. Nossa premiada diretora de arte, Claudia Andrade, o figurino impecável da Cris e da Ritinha que fazia a gente viajar pros anos 80, nossa diretora Anne, acolhedora, também virou uma amiga e me ajuda em várias coisas na minha carreira hoje em dia. O elenco local de Brasília fez a gente se sentir em casa. Esse filme é mesmo especial para mim.

Theo Medon, Carolina Dieckmann e Lorenzo Mello - Foto: Ana Paula Amorim
Theo Medon, Carolina Dieckmann e Lorenzo Mello – Foto: Ana Paula Amorim
Lorenzo Mello, Carolina Dieckmann e Theo Medon - Foto: Ana Paula Amorim
Lorenzo Mello, Carolina Dieckmann e Theo Medon – Foto: Ana Paula Amorim

Referências e muito mais

-Além de atuar, você compõe e toca diversos instrumentos. Em algum momento pensou em seguir apenas a carreira musical?
-Não. Eu amo música, mas a atuação sempre foi minha prioridade. Penso que num futuro não tão distante eu possa, sim, compartilhar com as pessoas meu amadurecimento musical, mas, enquanto isso, continuo estudando, compondo e guardando tudo para quando esse momento chegar.

-Existe algum gênero ou personagem que você ainda sonha interpretar?
-Acho que todo ator tem o desejo de interpretar personagens que vão no caminho contrário de quem ele é na vida real. Para mim, falta chegar o mau caráter, meio vilão. O bandido, o super-herói dos quadrinhos… ainda tenho muita coisa para explorar.

-Quais artistas mais inspiram você como ator e como músico?
-Inúmeros nomes vem na minha cabeça: Rodrigo Lombardi, Selton Melo, Rodrigo Santoro, Tony Ramos, Wagner Moura. Sou um consumidor ávido de arte e de buscar neles a inspiração que preciso pra me desenvolver como ator. Na música, minha primeira referência foi o Michael Jackson, ele é inspiração sempre. Como sou pianista, também gosto muito de Billy Joel e, no nacional, admiro muito Chico Buarque.

-Como você imagina que estará sua carreira daqui a mais 10 anos?
-Daqui dez anos, terei 26. Espero estar me sentindo reconhecido pelo mercado, já tendo tido a oportunidade de fazer aquele vilão ou o super-herói. Que eu me sinta seguro, orgulhoso de olhar para trás, e cheio de gás para os próximos dez anos.

Theo Medon - Foto: Ana Paula Amorim
Theo Medon – Foto: Ana Paula Amorim

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