Renata Samek estreia comédia romântica com ex-global e celebra virada: ‘A colheita chegou’
Em entrevista exclusiva à CARAS, a atriz e roteirista detalha os bastidores de ‘Até que um Like nos Separe’, dirigido por Márcio Trigo, e reflete sobre seus 17 anos de carreira

A atriz, jornalista, apresentadora e roteirista Renata Samek vive um momento de virada no audiovisual. Além de protagonizar a comédia romântica ‘Até que um Like nos Separe‘, ao lado de Guilherme Leicam, ela assina o roteiro da produção, participa de um seriado, um curta e comemora sua entrada recente no banco de talentos da Globo. Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, a artista compartilhou reflexões profundas sobre carreira, criação, arte e o papel do amor na era digital.
A comédia romântica e o caos humano do amor moderno
Ao lembrar as gravações de ‘Até que um Like nos Separe‘, que terá sua premier em 18 de dezembro, Renata Samek destacou a agilidade e sintonia da equipe e revelou a busca emocional por trás da personagem:
“O mais surpreendente nas gravações foi a velocidade e dinâmica da nossa equipe. Foi mesmo impressionante! Todos alinhados e determinados a entregarem o seu melhor. Foi um set leve e orgânico“, contou.
A atriz explicou que a leveza da comédia esconde uma complexidade humana que ela se empenhou em evidenciar:
“Essa comédia romântica tem um brilho divertido, mas eu quis encontrar o coração da personagem — aquele espaço entre o riso e a verdade. Acredito que por trás de todo excesso/necessidade, existe uma falta/ferida. Conseguir ver o lado humano, científico de um comportamento que chama a atenção”, disse.
Sobre contracenar com Guilherme Leicam, Renata não escondeu o entusiasmo:
“Contracenar com o Guilherme foi um presente: ele tem um timing cômico afinado e uma generosidade em cena que faz tudo fluir. Humildade, carisma e empatia também são características que compartilhou com todos nas gravações. Construir essa personagem foi descobrir que o amor moderno pode ser caótico, engraçado e, ainda assim, profundamente humano.”
Artista multifacetada
Além de interpretar a protagonista, Renata também roteirizou a trama. Sobre assumir o duplo papel, ela descreveu:
“Assumir esse papel duplo foi como atuar com a alma em primeira pessoa. Quando escrevo, sinto que estou esculpindo mundos; quando atuo, eu os habito”.
O filme reflete reflexões pessoais da artista sobre a era digital: “O mais pessoal que imprimi na história foi um questionamento meu: como a nova era digital está afetando não só os relacionamentos, mas as relações como um todo. Pessoas empenhadas em gerar conteúdo, mas pouco empenhadas numa construção moral”, afirmou.
A atriz também expôs seu dilema com os hábitos das redes sociais:
“Na vida real vivo um grande dilema: minha profissão me coloca em um lugar de exposição, mas prefiro ter uma vida mais discreta, sem esse compromisso de mostrar tudo. Porém, sou cobrada há anos pra postar mais, mostrar mais, me aproximar mais do público, porque só posto trabalho e olhe lá”, desabafou.
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Mesmo assim, ela defende autenticidade diante do público e da personagem:
“Passo dias, às vezes semanas, sem postar nada e ouço ‘você está deixando de ganhar dinheiro’, ‘você está deixando de ser vista’. Eu entendo! Mas respeito o meu tempo de qualidade. Quando alguém faz sucesso de forma orgânica nas redes, por talento, acho muito bacana. Mas quando o foco é só ‘aparecer’, acredito que as pessoas se passam e se perdem. É o caso da personagem!”
Estreias simultâneas e entrada na Globo
Com filme, seriado e curta chegando juntos, Renata descreveu o momento como uma colheita:
“Aquele degrau que consigo olhar pra trás, lembrar dos dias difíceis, das renúncias, dedicação aos estudos e pensar ‘a colheita chegou’ e o universo parece que organizou o calendário pra me dizer que a hora é agora”, afirmou.
Ela define essa mudança profissional com poesia: “Ter filme, seriado e curta estreando juntos é quase como soltar vários pássaros que eu cuidei por anos e vê-los voar no mesmo dia. Me dá sim a sensação de virada de chave, mas não aquela virada barulhenta, é uma virada silenciosa, conquistada, madura.”
Sobre entrar para o banco de talentos da Globo, Renata contou com humor e sinceridade: “Recebi essa notícia com uma elegância fingida, porque por dentro eu gritava (risos). Estar no banco de talentos da Globo representa alcance, responsabilidade e, principalmente, confiança. É uma porta que se abre pra um Brasil inteiro, e eu entro com o coração muito disposto a aprender, crescer e honrar cada oportunidade que vier.”
Humor, maternidade e artes visuais
Renata também pinta, escreve e cria conteúdos autorais. Ela descreve como essas expressões se misturam com a atuação:
“Eu funciono em várias camadas. Ser atriz, ser mulher é isso: ser muitas. A pintura me dá profundidade, a escrita me dá voz, interpretar me dá oxigênio, o humor me salva e a maternidade me humaniza. E tudo isso, de algum jeito, desemboca na atriz e na apresentadora que sou”, explicou.
Em sua visão, tudo o que vive se torna matéria-prima:
“Amo a disciplina da dança e do esporte, gosto de observar pessoas, lugares, sombras e contrastes, consumir histórias, viver desafios… Pra mim tudo é arte, tudo vira material, memórias que podem ser acessadas.”
O futuro e o propósito
Sobre 2026, Renata antecipou novidades ousadas: “Tenho projetos novos vindo aí que me tiram completamente da zona de conforto — e eu amo isso. Um deles me desafia emocionalmente, outro artisticamente, e tem também uma criação minha que é quase um sonho antigo pedindo passagem”, revelou.
Com 17 anos de carreira, ela resume o objetivo que guia sua trajetória: “Meu objetivo é simples e ambicioso ao mesmo tempo: continuar contando histórias com propósito. Quero provocar, consolar, divertir, emocionar, inspirar. Tudo isso sem perder a minha verdade no caminho”, declarou.
No lado pessoal, também há sonhos: “No pessoal, continuar priorizando a caminhada dos meus filhos na luz do evangelho, tendo Cristo como inspiração e casar no religioso. Casamos só no civil, queremos planejar o religioso com tempo, aproveitando cada etapa, com direito a uma lua de mel em um lugar que queremos muito conhecer. Se eu puder seguir criando mundos e tocando pessoas, então sigo no rumo certo… mesmo que às vezes eu me perca poeticamente no meio do caminho (risos).”
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