Cinema / Luto

Causa da morte da filha do ator Tommy Lee Jones é revelada

Filha do ator Tommy Lee Jones morreu aos 34 anos de idade em São Francisco, Estados Unidos, e a causa da morte foi confirmada pelo legista

Victoria Jones e Tommy Lee Jones - Foto: Getty Images
Victoria Jones e Tommy Lee Jones - Foto: Getty Images

A família do ator Tommy Lee Jones segue de luto pela morte de Victoria Jones aos 34 anos de idade. Pouco mais de um mês após o falecimento precoce dela, a causa da morte foi revelada publicamente pela imprensa internacional.

De acordo com o site da revista People, Victoria foi encontrada morta em um hotel na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, no dia 1º de janeiro. A polícia foi chamada ao local às 2h52 para uma emergência médica para uma mulher que teria sofrido uma overdose e estaria com cianose, que é o baixo nível de oxigênio no sangue. Quando o socorro chegou, ela já estava morta.

A análise do médico legista chegou à conclusão de que ela morreu em decorrência dos “efeitos tóxicos da cocaína”. Dessa forma, a investigação classificou a morte dela como “acidental”.

Victoria era filha de Tommy com Kimberlea Cloughley e irmã de Auston Jones, de 43 anos.

A carreira de Tommy Lee Jones

Tommy Lee Jones é a personificação do “durão” de Hollywood. Com um olhar penetrante e uma voz que parece carregar séculos de poeira do Texas, o ator construiu uma carreira sólida que transita entre blockbusters de ficção científica e dramas densos que lhe renderam o respeito máximo da crítica. Mas por trás da face ranzinza que muitas vezes intimida jornalistas, existe um intelectual de Harvard, um polista apaixonado e um fazendeiro que prefere o gado aos holofotes.

Diferente da imagem de caubói rústico, Tommy Lee Jones possui uma formação acadêmica invejável. Ele frequentou a prestigiosa Universidade Harvard com uma bolsa de estudos, onde se formou com honras em Inglês. Curiosamente, seu colega de quarto durante os anos de faculdade foi ninguém menos que Al Gore, que mais tarde se tornaria vice-presidente dos Estados Unidos. A amizade entre os dois perdura até hoje; Jones chegou a fazer o discurso de indicação de Gore na Convenção Nacional Democrata em 2000.

Do futebol americano aos palcos

Em Harvard, Jones não se destacava apenas nos livros. Ele era um talentoso jogador de futebol americano, ocupando a posição de offensive guard. Ele fez parte do lendário time de 1968 que protagonizou o famoso jogo contra Yale, que terminou em um empate histórico de 29 a 29. No entanto, a paixão pelas artes falou mais alto, e ele se mudou para Nova York logo após a formatura para tentar a sorte na Broadway, estreando profissionalmente apenas dez dias depois de chegar à cidade.

O Oscar e a consagração em O Fugitivo

Embora tenha tido papéis marcantes em filmes como JFK, foi em 1993 que ele atingiu o ápice da carreira ao interpretar o incansável marechal Samuel Gerard em O Fugitivo. Sua atuação foi tão impactante que ele venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, desbancando favoritos. O sucesso do personagem foi tamanho que ele ganhou seu próprio filme spin-off, U.S. Marshals: Os Federais, em 1998.

O Agente K e a resistência ao roteiro de MIB

É impossível falar de Tommy Lee Jones sem mencionar a franquia Homens de Preto (MIB). No entanto, o ator quase ficou de fora do projeto. Inicialmente, ele recusou o papel de Agente K por achar que o roteiro não capturava a essência da história em quadrinhos original. Ele só aceitou o convite após Steven Spielberg, produtor executivo do filme, prometer que o texto passaria por revisões profundas para melhorar o tom da trama. A química ácida com Will Smith acabou se tornando um dos maiores pilares do cinema dos anos 90.

Direção e o cinema de autor

Além de atuar, Jones provou ser um diretor talentoso. Seu trabalho em Três Enterros (2005) lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, além de indicações para o filme. Ele demonstra um carinho especial pelo gênero faroeste, que utiliza para explorar temas complexos como a marginalização e a vida nas fronteiras, como visto também em Dívida de Honra (2014).

 

Priscilla Comoti é editora de conteúdo do site CARAS. Ela é formada em jornalismo e em audiovisual, já passou pelos sites Contigo!, Minha Novela, TiTiTi, Mais Novela e Portal Márcia Piovesan. Escreve sobre celebridades, notícias sobre a família real britânica, TV, reality show e novelas.