Zeca Pagodinho mantém uma relação antiga com Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. É na região que o sambista possui seu conhecido sítio, propriedade que se tornou um dos espaços mais associados à vida do cantor longe dos palcos. Cercado por animais e pela natureza, o endereço funciona como ponto de convivência com familiares e amigos e voltou aos holofotes recentemente ao receber um evento especial.

Em junho de 2026, foi justamente no espaço de Zeca em Xerém que Xande de Pilares e Thay Pereira celebraram o casamento. O sambista também participou da cerimônia como padrinho do amigo.

Sítio de Zeca Pagodinho abriga dezenas de animais

Um dos elementos que mais chamam atenção na propriedade é a quantidade de bichos. Quando abriu as portas do local para o É de Casa, da Globo, Zeca mostrou que o sítio abriga diferentes espécies. Porcos, coelhos, galinhas e cachorros estão entre os animais mantidos por lá, além dos cavalos.

A quantidade de gatos é ainda mais surpreendente. Durante a visita, em 2023, cantor contou que havia mais de 40 felinos vivendo no sítio e revelou que o número também tinha relação com um dos netos, que costuma levar animais encontrados na rua para o espaço. “Também tem mais de 40 gatos aqui. Eu tenho um neto que tudo quanto é bicho da rua ele traz pra cá”.

Os cavalos também têm uma função especial. De acordo com o programa, alguns dos animais mantidos na propriedade são utilizados na prática de equoterapia, método que utiliza o contato e as atividades com cavalos dentro de abordagens terapêuticas.

Sítio de Zeca Pagodinho
Sítio de Zeca Pagodinho – Foto: Reprodução/Globo

Religiosidade também aparece no refúgio

Outro traço marcante do espaço é a religiosidade do sambista. Devoto de São Jorge, São Cosme e São Damião, Zeca mantém uma grande quantidade de imagens religiosas e chegou a brincar sobre o tamanho de sua coleção ao receber a apresentadora Maria Beltrão na propriedade. “Eu sou a pessoa que mais tem São Jorge. Ninguém tem mais do que eu, nem na igreja”, disse na ocasião.

A descontração que o cantor demonstra nas aparições públicas também faz parte de sua rotina em Xerém. Ao falar sobre a famosa relação com a cerveja, Zeca contou que precisou diminuir o consumo por causa da diabetes e que se prepara quando pretende beber durante os períodos que passa no sítio. “A diabetes é complicada com cerveja. Quando eu venho pra cá, eu me preparo, como pouco para poder tomar cerveja. É a idade chegando”.

Sítio de Zeca Pagodinho
Sítio de Zeca Pagodinho – Foto: Reprodução/Globo

Xerém também concentra projeto social de Zeca Pagodinho

A ligação de Zeca Pagodinho com Xerém ultrapassa os momentos de descanso. Na região também funciona o Instituto Zeca Pagodinho, projeto social criado pelo artista. O espaço oferece iniciativas como escola de música, atendimento odontológico e cursos nas áreas de moda e cinema, além da distribuição de cestas básicas.

Sítio de Zeca Pagodinho – Foto: Reprodução/Globo

Zeca Pagodinho construiu carreira marcada pelo samba e pela ligação com o Rio

Antes de transformar Xerém em um dos principais pontos de sua vida fora dos palcos, Zeca Pagodinho construiu uma trajetória de mais de quatro décadas ligada ao samba. Nascido no Rio de Janeiro, o cantor começou a frequentar rodas de samba ainda jovem e ganhou projeção na década de 1980, quando passou a integrar encontros que reuniam nomes importantes do gênero. Sua participação no projeto Raça Brasileira, lançado em 1985, ajudou a apresentá-lo a um público maior e abriu caminho para o primeiro disco solo, Zeca Pagodinho, lançado no ano seguinte.

O álbum de estreia consolidou o nome de Zeca no cenário musical e trouxe músicas que se tornariam associadas à sua trajetória. A partir dali, o artista construiu uma discografia extensa e passou a ocupar espaço constante em shows, programas de televisão e grandes eventos dedicados ao samba. Ao longo dos anos, manteve no repertório uma mistura de partido-alto, samba de raiz e composições marcadas pelo humor e por situações do cotidiano.

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Entre os sucessos que atravessaram diferentes fases de sua carreira estão canções como Deixa a Vida Me Levar, Verdade, Judia de Mim, Caviar e Vai Vadiar. A identificação com o público também ajudou Zeca a construir uma imagem ligada à informalidade e à vida simples, característica que permaneceu presente mesmo depois da consolidação de sua carreira e das conquistas financeiras alcançadas com a música.

Em 2003, Deixa a Vida Me Levar ganhou ainda mais repercussão ao se tornar uma das músicas mais populares de sua trajetória. O álbum de mesmo nome recebeu reconhecimento internacional e ajudou a ampliar a projeção do sambista para além do público tradicional do gênero. Ao longo das décadas seguintes, Zeca continuou lançando discos, realizando turnês e celebrando sua história em projetos especiais.

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