Virginia Fonseca voltou a chamar atenção nas redes sociais nesta terça-feira, 11. A influenciadora, de 27 anos, fez novamente uma viagem de jatinho particular entre São Paulo e Goiânia, em Goiás, com o objetivo de participar de um treino na própria academia, a WeGym.
O deslocamento aconteceu um dia depois de Virginia já ter realizado um trajeto semelhante. Na ocasião, ela havia prometido aos seguidores que retornaria à capital goiana para participar novamente dos aulões realizados no espaço. A promessa foi cumprida, mas a sequência de viagens provocou uma série de críticas e comentários entre internautas.
Após o treino, a influenciadora retornou para São Paulo. Nas redes sociais, muitos usuários questionaram a necessidade de utilizar um avião particular para um deslocamento exclusivamente relacionado à atividade física, principalmente diante dos impactos ambientais provocados pela aviação executiva.


Viagem de jatinho de Virginia gera debate ambiental
Um dos principais pontos levantados pelos internautas foi a quantidade de combustível utilizada durante o trajeto. Segundo informações da Marie Claire, o avião usado por Virginia é um Cessna Citation Sovereign, modelo que pode consumir até 930 litros de querosene de aviação por hora.
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Considerando o tempo estimado de voo entre São Paulo e Goiânia, a viagem pode representar uma emissão de até 4,1 toneladas de CO₂. O cálculo considera que cada litro de querosene de aviação libera aproximadamente 2,52 quilos de dióxido de carbono durante a queima do combustível.
Nas redes sociais, internautas fizeram comparações entre os hábitos sustentáveis cobrados da população e o uso de jatinhos particulares por pessoas muito ricas. “E eu tenho que tomar banhos mais curtos e economizar energia pra salvar o mundo”, ironizou uma usuária ao comentar o caso. “O mundo se acabando em poluição e a Virginia viajando de jatinho particular só pra treinar em outra academia”, disse outra. “Virginia pega o jatinho dela e transita como se estivesse andando de ônibus: São Paulo, Goiânia, São Paulo”, completou uma terceira.
O episódio também reacendeu uma discussão mais ampla sobre o impacto ambiental provocado pelo consumo de pessoas de alta renda. Um estudo do Made, centro de pesquisa ligado à USP, apontou que os 10% mais ricos do Brasil são responsáveis por cerca de 72% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas à aviação no país.
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