Um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira e responsável por marcar época na faixa das seis da TV Globo, a novela O Cravo e a Rosa (2000) conquistou gerações com o romance turbulento e divertido entre Catarina Batista e Julião Petruchio. Interpretada pela atriz Adriana Esteves, a decidida protagonista Catarina viveu uma reviravolta ao se casar com o turrão fazendeiro vivido por Eduardo Moscovis. Longe do conforto do casarão urbano de seu pai em São Paulo, a jovem teve que se adaptar ao ritmo de vida desacelerado da roça, transformando a fazenda do marido em seu novo endereço.

O cenário das disputas cômicas e do amor inusitado do casal não era apenas um estúdio cenográfico, mas sim uma propriedade rural real cheia de charme. O Sítio do Moinho, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, funcionou como o principal porto seguro do casal na trama. O hábito de Petruchio de acordar cedo para cuidar do gado e produzir seus famosos queijos caipiras embalou a rotina do local, tornando o ambiente um verdadeiro personagem da história.

A localização em Ilha de Guaratiba e a estrutura de época

A propriedade rural escolhida pela produção da TV Globo fica estrategicamente situada em Ilha de Guaratiba, um bairro de vocação agrícola e paisagens preservadas na Zona Oeste carioca. Erguido em meio a uma vegetação nativa exuberante, o sítio oferecia o cenário perfeito para simular uma fazenda paulista da década de 1920. A escolha da localização permitiu gravar cenas externas com luz natural e clima genuinamente campestre.

O acesso ao imóvel é emoldurado por caminhos de terra, grandes árvores centenárias e uma estrutura rústica preservada. A infraestrutura do local contava com estábulos funcionais, currais para a lida com os animais e o famoso moinho de vento que dava nome à propriedade e aparecia nas aberturas e transições da novela.

O Cravo e a Rosa fazenda
Fazenda de O Cravo e a Rosa tinha lago – FOTO: TV Globo/Reprodução
O Cravo e a Rosa fazenda
Catarina (Adriana Esteves) e Petruchio (Eduardo Moscovis) na fazenda de O Cravo e a Rosa – TV Globo/Reprodução

A casa sede, a fábrica de queijos e a decoração rústica

O grande destaque arquitetônico da propriedade na trama era a casa sede de estilo colonial rústico, onde Catarina e Petruchio dividiam seus dias turbulentos. O imóvel apresentava paredes de alvenaria simples, móveis de madeira maciça de época, fogão a lenha na cozinha e varandas arejadas voltadas para o pátio central.

Na área externa, a pequena fábrica artesanal de queijos operada por Petruchio e por seu fiel escudeiro Calixto (Pedro Paulo Rangel) concentrava as principais dinâmicas de trabalho da fazenda. A produção contava ainda com chiqueiros, galinheiros e hortas que enriqueciam o visual caipira exigido pelo roteiro da produção.

O refúgio memorável da teledramaturgia

Além de servir como locação para a trama de época, o sítio se consolidou no imaginário popular como o refúgio definitivo onde a temperamental Catarina aprendeu a dar valor à simplicidade do campo e ao amor de Petruchio. Os cenários ao ar livre e as reuniões ao redor da mesa de jantar caipira marcaram algumas das sequências mais lembradas da televisão.

A atmosfera do local traduz o encanto de uma produção que marcou a história dos folhetins nacionais. É nesse refúgio histórico em Ilha de Guaratiba que a memória do casal Catarina e Petruchio permanece viva no carinho do público brasileiro.

O Cravo e a Rosa fazenda
Fazenda de O Cravo e a Rosa – FOTO: TV Globo/Reprodução

O Cravo e a Rosa fazenda