Esta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, é dia de festa para Andréa Beltrão. Ao completar 63 anos de idade, a atriz carioca celebra quase cinco décadas de trajetória artística. Contudo, ao relembrar seus primeiros passos na televisão, a artista não escondeu o bom humor. Em entrevista ao acervo Memória Globo em 2006, a famosa resgatou o início da trajetória e brincou com a reviravolta que viveu na teledramaturgia: “De patinho feio, virei sex symbol”.
A estreia nos palcos e o papel de “feia e chata”
A paixão de Andréa pela atuação começou aos 14 anos, quando entrou para o Teatro Tablado, no Rio de Janeiro. Curiosamente, sua estreia nos palcos aconteceu interpretando João Grilo, personagem de O Auto da Compadecida. Assim, a atriz iniciou sua trajetória teatral dando vida a um personagem masculino.
Anos mais tarde, em 1984, Andréa fez um teste para a novela Corpo a Corpo, de Gilberto Braga. Ela contou ao Memória Globo que realizou o teste ao lado de Malu Mader, Luiza Tomé e Lilia Cabral — e as quatro acabaram sendo aproveitadas na produção. Andréa ficou com o papel de Ângela, uma personagem que ela própria descreveu como “a feia, burra e chata”, mas que, segundo a atriz, tinha “vida”.
No ano seguinte, em 1985, Andréa ganhou projeção nacional como Zelda Scott, na série Armação Ilimitada. O trabalho se tornou um dos primeiros grandes marcos de sua carreira na televisão.
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A virada de imagem em Pedra sobre Pedra
Em 1992, Andréa interpretou Úrsula Pontes na novela Pedra sobre Pedra. A personagem era doce, meiga, crédula, solidária e nada materialista, além de desenvolver um lado místico ao longo da trama.
As cenas de amor de Úrsula com Jorge Tadeu, vivido por Fábio Jr., e as sequências de banho de cachoeira fizeram com que Andréa fosse alçada à condição de símbolo sexual. Anos depois, a própria atriz resumiu a transformação com humor: “De patinho feio, virei sex symbol”. O figurino despojado de Úrsula também virou moda entre as jovens brasileiras.
Da comédia ao reconhecimento internacional
Nos anos seguintes, Andréa participou de outros sucessos da televisão, como os remakes de Mulheres de Areia (1993) e A Viagem (1994).
Em 2003, entrou para o elenco de A Grande Família, interpretando Marilda, a cabeleireira amiga de Nenê, papel vivido por Marieta Severo. A atriz permaneceu na série até 2010.
No ano seguinte, passou a interpretar Sueli em Tapas & Beijos, ao lado de Fernanda Torres. A série ficou no ar entre 2011 e 2015 e se tornou outro grande marco da carreira da atriz.
Em 2019, Andréa viveu Hebe Camargo no filme Hebe: A Estrela do Brasil. No ano seguinte, voltou a interpretar a apresentadora na minissérie Hebe, exibida pela Globo. Pela atuação na produção, recebeu uma indicação ao Emmy Internacional de Melhor Atriz em 2020.
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