Casa dos famosos / HISTÓRICA

Casa que foi de ator que faria 59 anos virou patrimônio cultural

Casa onde o vocalista do Nirvana passou a infância, é restaurada e passa a receber reconhecimento histórico nos Estados Unidos

Casa que foi de ator que faria 59 anos virou patrimônio cultural
Casa que pertenceu a Kurt Cobain - Foto: Divulgação/Lee Bacon

A casa onde o líder de uma das bandas mais influentes do rock passou a infância e parte da adolescência agora faz parte da lista de patrimônios culturais do estado de Washington, nos Estados Unidos. O imóvel fica na cidade de Aberdeen e recebeu o registro oficial do Departamento de Arqueologia e Preservação Histórica.

A decisão permite que o local seja preservado e também abre caminho para visitas controladas de fãs e curiosos interessados na história do artista.

Morador que virou celebridade

No imóvel viveu Kurt Cobain, entre o fim dos anos 1960 e meados da década de 1980. O músico se tornaria conhecido mundialmente anos depois como vocalista e guitarrista da banda Nirvana. A casa simples do bairro residencial passou a ser vista como um ponto importante da trajetória do artista, que marcou a música dos anos 1990 e influenciou gerações.

Segundo a revista Rolling Stone, o atual co-proprietário do imóvel, Lee Bacon, afirma que a residência já foi restaurada para ficar entre 90% e 95% fiel ao período em que o músico viveu ali.

A ideia é permitir que visitantes encontrem o ambiente o mais próximo possível da época em que ele cresceu no local. A legislação de zoneamento do bairro não permite que a casa funcione como museu em tempo integral. Mesmo assim, os donos tentam organizar visitas privadas ocasionais.

Bacon afirma que o projeto busca preservar a memória dos primeiros anos de vida e da fase inicial da carreira do artista. O objetivo é que cada detalhe ajude a contar essa história. Parte do mobiliário original foi mantida. Entre os itens preservados estão a mesa de jantar da família e uma cristaleira usada na época. Também continuam no imóvel o colchão do antigo quarto e objetos que faziam parte do cotidiano da casa quando ele morava ali com a família.

Outros elementos da residência foram restaurados com base em registros e lembranças da época. Os armários de madeira compensada típicos dos anos 1970 permanecem na cozinha, junto com bancadas de fórmica amarela. A parte externa da casa também passará por mudanças. Atualmente pintada de amarelo, ela deverá receber cores semelhantes às usadas nos anos 1970, descritas como tons de verde claro e verde mais escuro.

Lee Bacon e a esposa, Danielle, compraram a casa em 2018 por cerca de 225 mil dólares. No ano seguinte, o casal anunciou que iniciaria um processo de restauração. A proposta sempre foi preservar o imóvel e transformá-lo em um espaço de homenagem à história do artista. A entrada para a pequena exposição e para eventuais visitas guiadas deve ser gratuita.

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Iniciativa apoiada

A irmã do músico, Kim Cobain, declarou apoio à iniciativa. Segundo ela, preservar o local ajuda a manter viva a memória da infância que os dois passaram ali. A aprovação familiar foi vista pelos responsáveis pelo projeto como um passo importante para seguir com a abertura controlada da casa.

O reconhecimento como patrimônio cultural foi aprovado por unanimidade. De acordo com a justificativa apresentada pelo conselho responsável, a propriedade está diretamente ligada a uma pessoa que fez uma contribuição relevante para uma comunidade e para um grupo amplo de pessoas. Para os avaliadores, o impacto cultural do artista justificou a decisão.

Além da preservação da casa, Bacon também comprou um prédio a cerca de 1,5 quilômetro dali. A ideia é criar um lounge e café dedicados à história do músico. O espaço deve reunir fotografias, objetos, registros da carreira e informações sobre o período em que ele viveu na cidade antes da fama.

Carreira

A trajetória artística de Kurt Cobain ganhou projeção mundial no início da década de 1990, quando o Nirvana se tornou um dos principais nomes do rock alternativo. O disco “Nevermind”, lançado em 1991, ajudou a popularizar o chamado grunge e levou a banda ao topo das paradas. O estilo direto das músicas e as letras marcadas por temas pessoais aproximaram o grupo de milhões de jovens ao redor do mundo.

A história do músico terminou de forma trágica em 1994, quando ele morreu aos 27 anos, em Seattle. A morte chocou fãs e marcou definitivamente a cultura pop.

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