A série ‘Dom de Iludir’, que estreou na Netflix recentemente, apresenta um cenário que chama a atenção pelo luxo e pela grandiosidade. Na produção, a atriz Marieta Severo interpreta a personagem Lúcia Rossetti, uma colecionadora de arte que vive em uma cobertura luxuosa ao lado da filha, Maíra (Alice Wegmann).
Mas o imóvel escolhido para representar a residência da família existe na vida real e impressiona pelas dimensões: são 3,9 mil metros quadrados distribuídos por quatro andares, no bairro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro.
Considerada a maior cobertura da cidade, a propriedade reúne ambientes sofisticados, obras de arte e uma vista privilegiada para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. O endereço, inclusive, já serviu de cenário para outras produções audiovisuais e tem uma história que antecede a série da Netflix.

Como é o apartamento na vida real?
Construída no topo de um edifício dos anos 1930, a cobertura teve como primeiros proprietários integrantes da família Guinle, uma das mais tradicionais e ricas do Rio de Janeiro naquela época. Com cinco quartos, o imóvel ocupa quatro pavimentos e conta com jardim suspenso, piscina, sauna, spa, churrasqueira e sala de jogos.
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A decoração também é um dos destaques da propriedade. O espaço reúne coleções de arte, pisos de mármore e ambientes amplos. Parte das obras que pertenciam à antiga família proprietária permaneceu no local, assim como peças de outros acervos que passaram a integrar a residência ao longo dos anos.
Em 2020, quando o imóvel foi anunciado para venda, a cobertura foi avaliada em R$ 65 milhões. Na ocasião, uma reportagem do jornal O Globo destacou que a propriedade já havia sido cogitada para entrar no Guinness Book como o maior apartamento do mundo, embora a tentativa de registro não tenha avançado.
Além de residência, o endereço também costuma receber festas e equipes de filmagem. Antes de Dom de Iludir, a cobertura apareceu em produções como as novelas O Outro Lado do Paraíso e Amor de Mãe, além da série Nada Será Como Antes, da TV Globo. As informações são do jornal O Globo.

Como é o apartamento na ficção?
Em Dom de Iludir, a cobertura ganha uma nova identidade para representar a casa da família Rossetti. A cenografia aproveitou características originais do imóvel, mas acrescentou elementos para construir a personalidade de Lúcia e Maíra, mãe e filha que pertencem à elite carioca e têm uma relação marcada por afinidades e conflitos.
Na sala principal, os quadros ocupam as paredes e dividem espaço com lustres imponentes, sofás claros e poltronas. As cortinas douradas emolduram as grandes janelas, que deixam a paisagem carioca entrar no ambiente. A vista para o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara também aparece em diferentes cenas.
Para Marieta Severo, a experiência de gravar no endereço foi surpreendente. “Foi impressionante. Nunca tinha entrado num apartamento assim na minha vida”, contou em entrevista ao Tudum, portal oficial da Netflix.
O quarto de Maíra, por sua vez, tem uma decoração predominantemente rosa e em tons claros. A cabeceira da cama, o banco aos pés do móvel e as molduras douradas reforçam a estética sofisticada. O ambiente ainda conta com um espaço de leitura e descanso, com duas poltronas, mesa e prateleiras repletas de bonecas.

A coleção de brinquedos também aparece no closet da personagem, que guarda ainda mais exemplares. Os detalhes ajudam a apresentar a personalidade de Maíra, uma jovem de 32 anos que recebe muitos cuidados e mimos da mãe.
A piscina também ganha destaque na trama. Cercada por gramado, arbustos e plantas em vasos, ela aparece como um dos espaços de lazer de Maíra. Além disso, o guarda-corpo de vidro permite contemplar novamente a paisagem carioca, com o Pão de Açúcar ao fundo.

Obras de arte ganharam versões especiais para a série
Além disso, outro destaque da residência fictícia é a coleção de quadros dos Rossetti. Para compor os ambientes, a equipe de Dom de Iludir reproduziu obras de três importantes artistas brasileiros: Candido Portinari, Victor Brecheret e Di Cavalcanti.
Ao todo, foram quatro reproduções de Portinari, duas de Brecheret e quatro de Di Cavalcanti, todas licenciadas com os respectivos herdeiros dos artistas. Algumas peças foram reproduzidas manualmente por outros profissionais, enquanto outras receberam impressões pela técnica Giclée, que utiliza jatos de tinta para produzir imagens de alta qualidade.

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