Aos 73 anos, socialite tentou vender mansão histórica de R$ 60 milhões por mais de uma década em SP
Imóvel localizado no Jardim América, em São Paulo, pertence à família de famoso brasileiro desde os anos 1940 e é considerado um dos últimos “palácios” da capital paulista; entenda

Conhecido por seu estilo de vida extravagante e pelas frequentes aparições na televisão, Chiquinho Scarpa tenta vender uma das mansões mais tradicionais de São Paulo há mais de dez anos.
Localizada no Jardim América, bairro nobre da zona oeste da capital paulista, a propriedade já chegou a ser avaliada em cerca de R$ 120 milhões, mas em 2024 foi anunciada por aproximadamente R$ 60 milhões após sucessivas reduções no valor pedido.
O imóvel pertence à família Scarpa desde 1948, quando foi adquirido pelo empresário Francisco Scarpa, pai do socialite. Três anos depois, Chiquinho nasceu dentro da residência, onde vive até hoje. Em entrevistas anteriores, ele afirmou que deseja trocar o espaço por uma casa menor, principalmente pelos altos custos de manutenção da propriedade histórica.
Mansão possui 4 mil metros quadrados e decoração de época
Construída em um terreno de cerca de 4 mil metros quadrados, a residência conta com aproximadamente 1,5 mil metros quadrados de área construída. A estrutura inclui cinco suítes, quatro quartos adicionais, dez banheiros e garagem para até 30 carros.
Entre os ambientes mais conhecidos estão o salão principal com acabamento em boiserie, salas de jantar, home theater, academia, adega e um amplo living com lareira. A área externa reúne jardim com palmeiras e piscina.
A decoração também chama atenção pelos itens históricos e peças adquiridas em antiquários internacionais. Uma das obras mais valiosas da casa é uma tapeçaria datada do século XVIII, considerada parte fixa da decoração da mansão.
Pela arquitetura clássica e pelo padrão de conservação, a propriedade costuma ser apontada como uma das últimas grandes mansões históricas ainda preservadas em São Paulo. O imóvel fica próximo da Avenida Paulista e do Parque Ibirapuera, duas das regiões mais valorizadas da cidade.
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Conheido por seu estilo extravagante e personalidade marcante, Chiquinho Scarpa construiu uma trajetória cercada de luxo, eventos sociais e grande repercussão midiática. Herdeiro de uma família tradicional e milionária, ele ganhou notoriedade nas décadas de 1980 e 1990 ao se tornar presença constante nas colunas sociais, chamando atenção pelo gosto refinado, pelas festas luxuosas e pelas declarações polêmicas. Ao longo dos anos, transformou sua figura em um verdadeiro personagem da alta sociedade brasileira.
Além da fama como socialite, Chiquinho Scarpa também se destacou no universo empresarial. Ligado ao setor imobiliário e a investimentos familiares, ele sempre manteve uma vida associada ao patrimônio e aos negócios herdados da família Scarpa, tradicional em São Paulo. Mesmo com a exposição pública, o empresário buscou equilibrar a imagem irreverente com a atuação nos bastidores do mercado financeiro e de empreendimentos privados. Sua vida pessoal, marcada por romances, casamentos e aparições em programas de televisão, também ajudou a consolidar seu nome entre os mais conhecidos da elite brasileira.
Nos últimos anos, Chiquinho Scarpa passou a aparecer com menos frequência nos grandes eventos, mas continua sendo lembrado como um dos socialites mais emblemáticos do país.
Chiquinho Scarpa pratica técnica japonesa
Conhecido pelo estilo de vida luxuoso e pela trajetória marcada por momentos emblemáticos, Chiquinho Scarpa revelou que há anos se dedica ao Aikido, disciplina japonesa que une técnica e equilíbrio emocional. O artista contou em entrevista exclusiva à CARAS TV, que é um homem rico, consciente e que socializa com diferentes classes sociais. “Eu sou faixa preta Dan de Aikido, e eu dou aula lá em Paraisópolis, uma vez por semana. Eu dou aula pra doze alunos. Então, quer dizer, eu me dou bem com todo mundo”, disse.
Com naturalidade, Chiquinho expõe um vínculo com a comunidade e uma convivência marcada pelo respeito. Ao contrário do que muitos imaginam, ele diz nunca ter enfrentado qualquer tipo de hostilidade. “Nunca nenhum preconceito. Nunca sofri um assalto, nunca fui sequestrado.”


