Chiquinho Scarpa revela rotina em Paraisópolis e rebate estigma de playboy: ‘Me dou bem com todos’
Em entrevista à CARAS TV, Chiquinho Scarpa fala sobre estima de playboy e revela detalhes de sua rotina no bairro Paraisópolis, em São Paulo

O empresário e artista Chiquinho Scarpa surpreendeu durante a Casa 6F, evento voltado para o mercado de design, lifestyle e networking, ao mostrar um lado pouco conhecido de sua vida: o de professor de artes marciais. Conhecido pelo estilo de vida luxuoso e pela trajetória marcada por momentos emblemáticos, ele revelou que há anos se dedica ao Aikido, disciplina japonesa que une técnica e equilíbrio emocional.
O artista contou em entrevista exclusiva à CARAS TV, que é um homem rico, consciente e que socializa com diferentes classes sociais. “Eu sou faixa preta Dan de Aikido, e eu dou aula lá em Paraisópolis, uma vez por semana. Eu dou aula pra doze alunos. Então, quer dizer, eu me dou bem com todo mundo”, disse.
Com naturalidade, Chiquinho expõe um vínculo com a comunidade e uma convivência marcada pelo respeito. Ao contrário do que muitos imaginam, ele diz nunca ter enfrentado qualquer tipo de hostilidade. “Nunca nenhum preconceito. Nunca sofri um assalto, nunca fui sequestrado.”
O conde, conhecido pela elegância e pelo humor peculiar, também comentou sobre o estigma que o acompanha desde os anos 1980, quando foi associado à figura do “playboy” paulistano. Para ele, o rótulo é injusto e ignora a dedicação de muitas pessoas que conciliam o prazer e o trabalho.
“Não, eu cito grandes exemplos, como o Baby Pignatari. O Baby Pignatari é Matarazzo. Então, ele tem a siderúrgica dele, a Siderúrgica Matarazzo. E ele ficava até duas horas da manhã, uma hora enchendo, caladão, e acordava todo dia às seis horas para ir trabalhar. Então, você tem que colocar as duas coisas juntas: o trabalho e o prazer”, observou.
Chiquinho fez questão de lembrar figuras lendárias do país. Entre elas, o célebre Jorginho Guinle, que, segundo ele, foi injustamente retratado como símbolo de futilidade. “Quem acha, por exemplo, falo sempre de Jorginho Guinle, que é o playboy, que nunca trabalhou — mentira. Quem fez o Carnaval no Rio foi o Jorginho Guinle, que era contratado pela prefeitura e que trazia todos esses artistas de cinema aqui. Todo esse glamour que tem no Rio de Janeiro foi o Jorge que trouxe, principalmente na época em que o Rio de Janeiro era a capital do Brasil”, concluiu.