Conhecida por sua trajetória marcante na televisão brasileira, a atriz e apresentadora Regina Casé, de 72 anos, também encontrou na arquitetura e na decoração uma maneira de expressar sua personalidade. Em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro, a artista mantém uma mansão cercada pela natureza, projetada para valorizar materiais naturais e abrigar objetos que contam diferentes capítulos de sua vida. O imóvel ganhou destaque em junho de 2025, quando ela abriu as portas da residência em uma entrevista ao canal De Casa em Casa, no YouTube.
A casa foi construída em um terreno adquirido por Regina muitos anos antes do início das obras. O projeto arquitetônico ficou a cargo de Sérgio Rodrigues, um dos nomes de referência do design brasileiro, conhecido por valorizar a madeira e as formas funcionais em suas criações. A parceria entre os dois deu origem a uma residência organizada em módulos, com ambientes que priorizam a integração com a paisagem e a presença de elementos naturais.
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A arquitetura da mansão de Regina Casé em Mangaratiba
A madeira é um dos elementos centrais da construção, presente na estrutura e na identidade visual da residência. O projeto foi desenvolvido em módulos, com uma proposta que privilegia a simplicidade das linhas arquitetônicas e a funcionalidade dos espaços. A integração com o entorno natural também é uma característica importante do imóvel, localizado em uma região da Costa Verde fluminense conhecida pela vegetação abundante.
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A casa ainda conta com uma capela instalada em meio à vegetação, detalhe que reforça a relação da propriedade com o ambiente ao redor. Mais do que seguir uma tendência específica de arquitetura ou decoração, a residência foi pensada para acomodar o estilo de vida da artista e sua coleção de objetos pessoais.



Decoração reúne presentes, peças afetivas e referências brasileiras
Se a estrutura da mansão valoriza a madeira e a integração com a natureza, os ambientes internos chamam atenção pela diversidade de objetos. Quadros, esculturas, móveis e lembranças acumuladas ao longo dos anos convivem em uma composição que mistura cores, texturas e diferentes referências culturais. O resultado não segue um padrão decorativo rígido e reflete a relação de Regina com as pessoas e as experiências que marcaram sua trajetória.
Durante a entrevista ao canal De Casa em Casa, a apresentadora explicou que costuma guardar presentes recebidos de amigos, familiares e fãs, independentemente de seu valor estético. Foi dessa mistura de peças que surgiu a definição bem-humorada de seu estilo como “pós-eclético”.
“Eu sou a pessoa mais pop (risos). Não tenho nenhum critério. Meu estilo é pós-eclético. Eu ganhei muitas coisas, objetos de muitas pessoas. Umas lindas, outras medonhas. Mas nunca quis jogar fora algo que alguém me deu com carinho. E fica amoroso. É um convite a se livrar de preconceitos”, afirmou.
A artista também contou que o arquiteto aprovou a maneira como os objetos foram incorporados à residência. Ao recordar a reação de Sérgio Rodrigues diante do resultado, ela destacou a personalidade brasileira presente nos ambientes e resumiu a relação entre a decoração e suas memórias: “Essa casa é um museu de mim mesma”.



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A trajetória de Regina Casé na televisão brasileira
A identidade da mansão dialoga com uma carreira marcada pela diversidade de experiências artísticas e pelo contato com diferentes manifestações culturais do país. Nascida no Rio de Janeiro, em 25 de fevereiro de 1954, Regina Casé começou sua trajetória nos palcos e participou da criação do grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone, na década de 1970. A experiência no teatro abriu caminho para trabalhos no cinema e na televisão, onde construiu uma carreira que transita entre o humor, a dramaturgia e a apresentação de programas.
Na televisão, a artista participou de produções humorísticas como TV Pirata e conquistou espaço também como apresentadora. Entre os programas que comandou estão Programa Legal, Brasil Legal, Central da Periferia e Esquenta!, atrações que exploraram histórias, costumes e expressões culturais de diferentes regiões e grupos sociais brasileiros.
Depois de anos dedicada a projetos de entretenimento e reportagem, Regina voltou a ganhar destaque como atriz de novelas ao interpretar Lurdes, protagonista de Amor de Mãe, exibida pela TV Globo a partir de 2019. Em 2022, viveu Zoe, sua primeira vilã em uma novela, na produção Todas as Flores, lançada pelo Globoplay. No cinema, também recebeu reconhecimento por sua atuação em Que Horas Ela Volta?, filme de Anna Muylaert lançado em 2015.

Uma casa que preserva a história pessoal da artista
A mansão em Mangaratiba representa, assim, mais do que um imóvel de lazer no litoral fluminense. A arquitetura assinada por Sérgio Rodrigues e a decoração construída a partir de objetos afetivos revelam uma residência que privilegia a personalidade de sua proprietária em vez de seguir regras convencionais de composição.
Ao reunir presentes, lembranças e peças de diferentes origens, Regina Casé transformou os ambientes em um registro visual de suas relações e experiências. A casa se tornou uma extensão de sua identidade, combinando referências brasileiras, memória afetiva e contato com a natureza em um projeto que traduz, em cada detalhe, a trajetória de uma das artistas mais versáteis da televisão nacional.
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