A atriz Isabel Teixeira abriu o coração ao falar sobre uma questão delicada de sua saúde. Em entrevista ao Fantástico, exibida neste domingo, 18, ela revelou que tem a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição hereditária que eleva a predisposição ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer. O diagnóstico veio em 2019, quando decidiu investigar a possibilidade de uma alteração genética diante do histórico da doença entre seus familiares.
A preocupação tinha motivos. A mãe da artista morreu em 2006, vítima de câncer, e sua avó também faleceu em decorrência da doença, em 2005. Ao buscar respostas sobre os casos na família, Isabel recebeu a confirmação da síndrome. A notícia, segundo ela, foi difícil de assimilar. “Num primeiro momento, eu fiquei sem chão”, relembrou durante a conversa.
A síndrome de Li-Fraumeni está associada a alterações no gene TP53, responsável por produzir uma proteína que atua na proteção do organismo contra a formação de tumores. Quando esse mecanismo deixa de funcionar adequadamente, aumenta a possibilidade de as células se multiplicarem de maneira descontrolada. Por ser hereditária, a alteração pode passar de uma geração para outra. Isso, porém, não significa que todas as pessoas que a possuem necessariamente desenvolverão câncer.
Isabel mudou hábitos após diagnóstico
Depois de descobrir a condição genética, a atriz passou a adotar uma série de cuidados com a saúde. Entre as mudanças, abandonou o cigarro, parou de consumir bebidas alcoólicas e incorporou a prática de exercícios físicos à rotina. Ela também se submeteu à retirada preventiva das mamas, procedimento escolhido como estratégia para diminuir os riscos relacionados à síndrome.
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A possibilidade de transmitir a alteração genética aos filhos também passou a fazer parte das preocupações da artista. Durante a entrevista, Isabel contou que os exames genéticos tiveram resultados diferentes para cada um deles: o filho não herdou a alteração, enquanto a filha apresentou resultado positivo. A confirmação trouxe mais um momento de apreensão para a família.
Diagnóstico permite reforçar a prevenção
Embora represente um fator de risco importante, a identificação da síndrome possibilita que a paciente tenha acesso a um acompanhamento médico direcionado. A realização de exames periódicos ajuda a monitorar a saúde e a identificar eventuais tumores em estágios iniciais.
O histórico familiar também merece atenção, especialmente quando há vários casos de câncer entre parentes. Nessas situações, uma avaliação especializada pode indicar a necessidade de aconselhamento e testes genéticos para investigar possíveis condições hereditárias.
Ao compartilhar sua experiência, Isabel destacou que saber da predisposição não significa permitir que o medo determine sua vida. Para ela, a informação e os cuidados preventivos são aliados importantes para lidar com a incerteza. “Talvez eu tenha câncer. Esse é um medo que não me paralisa, porque eu acredito que a prevenção também é cura”, declarou.
Atriz Isabel Teixeira no Fantástico — Foto: Reprodução/TV Globo
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