Criador de uma das redes sociais mais usadas no mundo, o empresário e filantropo Mark Zuckerberg, de 42 anos, construiu uma trajetória brilhante como empreendedor no mundo digital. Longe das programações e negócios ligados à internet, ele encontrou um novo ramo para empreender: a pecuária. Há poucos anos, ele comprou uma fazenda no estilo de rancho para iniciar uma criação de boi com a carne mais cara do mundo.
O desejo de se tornar pecuarista surgiu pela ampliação de suas fontes de renda para além da internet. Dessa forma, o rancho se tornou a sede do negócio para a criação de boi Wagyu, que fornece a carne mais cara do mundo. “De todos os meus projetos, este é o mais valioso”, afirmou.
A criação de boi para corte
Mark Zuckerberg iniciou sua jornada como pecuarista em 2024 no rancho batizado de Ko’olau, que fica situado em Kauai, no Havaí. Ele investiu na criação de boi para corte da carne Wagyu e também Angus. O objetivo dele é criar a carne bovina com a maior qualidade do mundo por meio da alimentação especial dos animais de sua fazenda.
Por lá, os bois e vacas são alimentados por cerveja e macadâmia, que são cultivadas dentro da própria propriedade rural. “Queremos que todo o processo seja local e verticalmente integrado. Cada vaca come 5.000 a 10.000 libras de comida todos os anos, então são muitos hectares de macadâmia”, disse ele.
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Mark Zuckerbeg é dono de uma fortuna estimada em US$ 222,7 bilhões, de acordo com o levantamento da Forbes. Grande parte do patrimônio dele foi construída por seu trabalho como co-fundador da Meta Platforms, que detém o Facebook.
Como a ilha de Kauai, no Havaí, tornou-se o lar de um dos gados Wagyu mais exclusivos do mundo
Conhecida como a “Ilha Jardim”, Kauai é a mais antiga e verdejante ilha do arquipélago do Havaí. Famosa por suas montanhas imponentes e florestas tropicais, a região tornou-se o cenário ideal para uma das pecuárias mais exclusivas do globo: a criação de bovinos da raça Wagyu, a mesma que dá origem ao lendário corte Kobe Beef.
Enquanto no Japão a criação tradicional costuma ocorrer em ambientes confinados devido à escassez de terras, em Kauai o rebanho desfruta de um ecossistema único ao ar livre, combinando o rigor genético japonês com o conceito havaiano de Aloha ʻĀina (amor e respeito à terra).
O ecossistema ideal: Solo vulcânico e pastagens de alta altitude
A geografia única de Kauai proporciona um microclima perfeito para o desenvolvimento do gado Wagyu. As pastagens crescem sobre terras vulcânicas extremamente férteis, nutrindo prados ricos em nutrientes essenciais que fortalecem o rebanho de forma natural. Alimentados pelas chuvas frequentes das montanhas centrais da ilha — uma das regiões mais úmidas do planeta —, os rios fornecem água mineralizada fresca e constante para os animais.
O clima temperado pelas brisas oceânicas também influenciam a criação de boi na região. Isso porque os ventos alísios do Pacífico mantêm as temperaturas amenas o ano todo, reduzindo o estresse térmico dos bovinos e favorecendo o ganho de peso contínuo.
Manejo sustentável, bem-estar animal e dieta diferenciada
A pecuária de alta precisão em Kauai foca rigorosamente na qualidade e no bem-estar, em vez da quantidade. Ao contrário do confinamento estrito, os bois Wagyu em Kauai costumam ser criados em pastagens abertas com rotação constante, garantindo que os animais se exercitem moderadamente sem perder o marmoreio característico da raça.
A dieta combina capins tropicais com suplementações naturais. Em várias propriedades, utiliza-se subprodutos da agricultura local — como resíduos de cervejarias artesanais havaianas, frutas tropicais e grãos selecionados — para enriquecer o sabor e a maciez da carne. O foco do manejo é a produção orgânica e artesanal, proibindo o uso de hormônios de crescimento e mantendo padrões rígidos de sustentabilidade ambiental.
A carne Kauai Wagyu: Marmoreio e perfil de sabor único
O resultado do cruzamento da genética japonesa com o terroir havaiano gera um produto gastronômico altamente valorizado. A gordura intramuscular macia e de baixo ponto de fusão confere à carne a textura que “derrete na boca”, rica em ácidos graxos ômega-3 e ômega-6.
Devido à combinação de pastagem tropical com grãos e frutos locais, a carne do Wagyu de Kauai apresenta notas de sabor levemente mais doces e complexas do que a versão criada exclusivamente em confinamento de grãos. Frande parte da produção abastece os restaurantes de luxo e resorts cinco estrelas do próprio Havaí, além de ser exportada em quantidades limitadas para grandes centros gastronômicos dos EUA e da Ásia.
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