Velório de Preta Gil: Especialista explica função das homenagens de amigos
O velório de Preta Gil acontece nesta sexta-feira, 25, no Rio de Janeiro; amigos da cantora prestaram homenagens com camisetas personalizadas

Com a presença de familiares, amigos e fãs, o velório de Preta Gil acontece nesta sexta-feira, 25, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ao longo do dia, a cantora recebeu diversas homenagens, desde coroas de flores até camisetas estampadas com o seu rosto. Os rituais podem ter uma função importante para quem lida com a despedida.
Em entrevista à CARAS Brasil, a psicóloga e psicanalista Fabiana Guntovitch explica que as homenagens feitas para Preta Gil podem ajudar a entender o luto. “Os rituais de despedida, como o uso coletivo de camisetas com o rosto da Preta Gil, cumprem uma função simbólica profunda no processo de luto.”
De acordo com a especialista em comportamento, usar uma camiseta com o rosto da artista, como alguns amigos fizeram, pode fazer com que ela continue presente. Na peça de roupa, por exemplo, estava escrito: “Preta tudo! Amor sempre foi ação“.
Leia também: Velório de Preta Gil: confira quais famosos estiveram presentes e homenagearam artista
“Jung nos ensina que os símbolos são expressões vivas do inconsciente coletivo, capazes de acessar regiões da psique onde as palavras não alcançam. Quando os amigos e familiares vestem a imagem de Preta em seus próprios corpos, estão, simbolicamente, permitindo que ela continue viva neles, não apenas na lembrança, mas como parte integrada de sua própria identidade“, acrescenta.
“Essa ação representa um movimento extremamente significativo: carregar no peito o rosto de alguém que se foi é uma forma de manter viva a alma da pessoa amada, transformando a ausência física em presença simbólica. O corpo se torna altar, o tecido se torna manto de amor e a imagem passa a atuar como ponte entre o mundo dos vivos e o dos mortos.”
Guntovitch também diz que a decisão coletiva reforça a importância da pessoa amada e pode ajudar a superar o período delicado. “É também um gesto coletivo de afirmação: ‘ela importa, ela existiu, ela nos tocou’. Nesse sentido, ajuda a criar uma rede de pertencimento e sentido coletivo, essencial para que o luto não se torne solidão, mas um processo compartilhado de cura.”
Relembre o diagnóstico e história de Preta Gil
Preta Gil morreu no último domingo, 20, aos 50 anos nos Estados Unidos. A artista estava no país para tentar outros tratamentos contra as complicações do câncer, após ter esgotado suas opções no Brasil. De acordo com sua assessoria, o velório será realizado nesta sexta-feira, 25, com cerimônia aberta ao público, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
O tumor original da artista foi descoberto em janeiro de 2023, sendo um câncer no reto. Ele foi removido em uma cirurgia em agosto, após a artista passar pelo tratamento com quimioterapia. No segundo semestre de 2024, a doença retornou e seis focos foram identificados no peritônio e no sistema linfático. Estes foram removidos em uma cirurgia de 21 horas, em dezembro do mesmo ano.
Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, Preta Gil iniciou sua carreira musical na década de 2000 com o lançamento do álbum Prêt-à-Porter. Ao longo dos anos, a artista gravou diversos discos e projetos musicais, tendo criado até o próprio bloco de Carnaval e se tornando conhecida pela presença impecável nos palcos e shows.
A cantora também se tornou um símbolo de amizade, já que é muito querida no meio dos famosos e sempre nutriu amizades de longa data. Preta Gil teve um único filho, Francisco Gil, fruto do relacionamento com o ator Otávio Müller.
ACOMPANHE A COBERTURA DO VELÓRIO DE PRETA GIL PELO INSTAGRAM DA CARAS BRASIL:
Ver essa foto no Instagram