Tiago Leifert relata diagnóstico tardio do câncer da filha, Lua, e especialista alerta: ‘Limita as opções de tratamento’

Tiago Leifert desabafou sobre o diagnóstico tardio do câncer da filha; a CARAS Brasil ouviu um oncologista para explicar os riscos

Tiago Leifert relata diagnóstico tardio do câncer da filha, Lua, e especialista alerta 'Limita as opções de tratamento'
Tiago Leifert relata diagnóstico tardio do câncer da filha, Lua, e especialista alerta 'Limita as opções de tratamento' - Reprodução/Instagram

Recentemente, Tiago Leifert e Daiana Garbin, pais da pequena Lua, de 3 anos, desabafaram, em uma entrevista concedida à QUEM, sobre o diagnóstico tardio do retinoblastoma, câncer ocular que afeta a filha.

Na conversa, os jornalistas disseram: “Chegamos tarde ao diagnóstico e ao tratamento, o caso da Lua era bem avançado quando descobrimos. Nós não tínhamos a consciência de que existia o retinoblastoma e nem que todo bebê tem que ir ao oftalmo com 6 meses para uma consulta de rotina. Por isso criamos a campanha: para alertar outros pais”. 

Tiago completou: “Entre os primeiros sintomas e a consulta que cravou o diagnóstico, nós perdemos bastante tempo. Por pura ignorância, mesmo. E quando eu falava que tinha algo errado, todo mundo me dizia que era normal, que ia passar ou que eu estava exagerando”.

Entendendo os riscos do diagnóstico tardio de câncer

A CARAS Brasil consultou o médico oncologista, Dr. Jorge Abissamra para entender a importância de descobrir a doença de maneira precoce. O especialista esclareceu que a descoberta tardia traz diversos riscos que impactam diretamente o prognóstico e a qualidade de vida do paciente.

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“A detecção precoce é um dos pilares mais importantes no tratamento do câncer. Quando a doença é identificada em fases iniciais, as chances de cura aumentam significativamente, assim como a possibilidade de utilizar terapias menos agressivas”, explicou.

Estágios mais avançados

“Quanto mais tarde o câncer é diagnosticado, maior a probabilidade de que ele já tenha crescido e se espalhado para outros órgãos”.

Sobre possíveis tratamentos, o médico oncologista esclareceu que, quanto mais avançada a doença estiver, se torna mais necessário recorrer a cirurgias extensas, quimioterapia combinada e imunoterapia. Segundo o Dr. Jorge, isso causa mais efeitos colaterais, impactando o bem-estar físico e emocional do paciente.

“Além dos sintomas relacionados à própria evolução da doença (dor, cansaço, perda de peso, sangramentos, obstruções), os efeitos dos tratamentos intensivos podem comprometer atividades diárias, relações sociais e o bem-estar psicológico do paciente”, completou.

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Dr. Jorge Abissamra é médico (145307 CRM SP) pela Universidade de Santo Amaro e especialista em Clínica Médica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho. Atualmente é coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame. Também atua como diretor da Oncologia da Amo Saúde e possui experiência na área de Clínica Médica, com ênfase em Oncologia.