Priscila Fantin revela diagnóstico de climatério e médica explica: ‘Muitas mulheres sentem vergonha’

A atriz Priscila Fantin revelou ter sido diagnosticada com climatério após ganhar peso e médica explica à CARAS Brasil os impactos na saúde mental e quebra tabus

Priscila Fantin - Foto: Instagram

Uma mudança inesperada na vida. Foi assim que Priscila Fantin, lembrada até hoje por seu papel como Serena em Alma Gêmea (2006), descreveu o momento em que percebeu que algo não estava bem com sua saúde. Em entrevista à revista Glamour, a atriz contou que ganhou 20 quilos e passou a sentir uma profunda falta de energia. Inicialmente, acreditou estar vivendo um quadro de depressão, mas logo descobriu que se tratava do climatério, fase de transição que antecede a menopausa.

Para esclarecer dúvidas sobre o tema, a CARAS Brasil conversou com a ginecologista endócrina Maira Campos, que explicou como o climatério pode afetar a vida das mulheres.

Climatério e saúde mental: qual é a relação?

Segundo a médica, os hormônios exercem um papel fundamental também no equilíbrio emocional: “Existe, sim, uma relação muito próxima. A oscilação hormonal pode influenciar neurotransmissores ligados ao bem-estar, como a serotonina, o que explica o aumento da ansiedade, da irritabilidade e até da depressão em algumas mulheres“, afirmou.

Ainda de acordo com Campos, é preciso olhar para o climatério de forma ampla: “A medicina hoje reconhece que o climatério não é apenas uma questão física: ele também mexe com a saúde emocional. Por isso, tratar essa fase envolve olhar para o corpo e para a mente, com um cuidado multidisciplinar quando necessário”.

O que ainda falta ser dito?

Além de compartilhar sua experiência, Priscila Fantin também criou um canal no YouTube para falar de forma aberta sobre menopausa e climatério. O objetivo é quebrar tabus e trazer mais informação acessível.

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Para a ginecologista, esse diálogo ainda é essencial: “Infelizmente, ainda existe muito tabu. Muitas mulheres sentem vergonha de falar sobre sintomas como secura vaginal, queda de libido ou alterações de humor, como se fosse um sinal de envelhecimento que deve ser escondido”, explicou.

Ela reforça que informação é a chave para viver essa fase com qualidade: “O que mais falta é informação de qualidade, acessível e sem julgamento. É importante mostrar que o climatério não é uma sentença de perda de vitalidade, mas uma nova fase que pode ser vivida com saúde e bem-estar, desde que a mulher tenha acompanhamento adequado”.

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Dra. Maira Campos (CRM: 223156) é Ginecologista Endócrina e atua com Reposição hormonal. Médica com 17 anos de trajetória acadêmica e profissional, possui três graduações: Administração, Biomedicina e Medicina. Possui diversas especializações, incluindo Ginecologia Endócrina, Obstetrícia, Urgência e Emergência, Neurotransmissores e Neurocomportamento Humano, e Perícia Médica. É especialista em saúde da mulher e do homem, com foco no climatério, endometriose, SOP, reposição hormonal e tratamentos estéticos íntimos. Com mais de 50 cursos de aprimoramento, também atua com terapias injetáveis, soroterapias, tratamentos para obesidade e cirurgia estética íntima. Atende em Mogi Mirim e Mogi Guaçu, interior de São Paulo.