Médico sobre morte de influenciadora aos 14 anos: ‘Câncer que afeta a medula’

A influenciadora Zuza Beine, de apenas 14 anos, faleceu após uma longa batalha contra um câncer; em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Jorge Abissamra avalia o caso

Influenciadora de 14 anos morre após luta contra o câncer - Instagram/@zuzas_way_to_healing
Influenciadora de 14 anos morre após luta contra o câncer - Instagram/@zuzas_way_to_healing

A influenciadora Zuza Beine, de apenas 14 anos, faleceu na última semana após uma longa batalha contra um câncer. A jovem, conhecida por compartilhar sua rotina em meio ao tratamento da doença, foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda aos 3 anos de idade.

A notícia da partida precoce de Zuza, ocorrida no dia 22 de setembro, foi informada em seu perfil oficial através da família. “Ela viveu 11 dos seus 14 anos com um câncer implacável, mas viveu de forma mais plena e grata do que a maioria. Ela mudou-nos para sempre, e a sua morte também irá“, escreveram.

O que diz o médico oncologista?

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista e coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame.

“A leucemia mieloide aguda, ou LMA, é um tipo de câncer que afeta a medula óssea, local onde o sangue é produzido. Nessa doença, as células imaturas chamadas “blastos” passam a se multiplicar de forma descontrolada, atrapalhando a produção normal de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas”, explica.

Segundo o oncologista, esta ação compromete a imunidade, a oxigenação do organismo e a coagulação do sangue.

Quais os sintomas?

Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o número estimado de casos novos de leucemia para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 11.540 casos. Abaixo, o oncologista lista os sintomas mais comuns e explica que eles aparecem porque a medula óssea deixa de funcionar adequadamente:

  • Cansaço intenso e palidez, devido à anemia;
  • Sangramentos e manchas roxas na pele, pela queda de plaquetas;
  • Infecções de repetição, já que os glóbulos brancos não funcionam bem;
  • Febre persistente, dores ósseas e aumento de gânglios ou fígado e baço também podem ocorrer.

Qual o tratamento?

O Dr. Jorge Abissamra Filho reforça que o tratamento é receitado por um médico especialista, que avalia cada caso, mas, de maneira geral, costumasse realizar em centros especializados de oncologia/hematologia e podem incluir:

  1. “Quimioterapia intensiva, que destrói as células doentes”;
  2. “Transplante de medula óssea, indicado em alguns casos, especialmente nos pacientes de alto risco ou que apresentam recidiva”
  3. “Nos últimos anos, novas terapias-alvo e imunoterapias vêm sendo incorporadas, trazendo esperança de melhores resultados”, finaliza o oncologista.

Leia mais: Influenciadora morre aos 14 anos após longa batalha contra o câncer

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Dr. Jorge Abissamra é médico (145307 CRM SP) pela Universidade de Santo Amaro e especialista em Clínica Médica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho. Atualmente é coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame. Também atua como diretor da Oncologia da Amo Saúde e possui experiência na área de Clínica Médica, com ênfase em Oncologia.