Médico sobre câncer de pele do ex-presidente Jair Bolsonaro: ‘Mais agressivo’

Jair Bolsonaro recebeu o resultado do laudo das leões de pele; em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Jorge Abissamra explica o quadro descrito pelo ex-presidente

Médico explicou que as lesões já foram retiradas, mas Bolsonaro terá de ser acompanhado periodicamente para avaliar o quadro. Não há, no momento, necessidade de novos procedimentos de saúde - Foto: Reprodução/Instagram
Filho de Bolsonaro revelou que os soluços do pai retornaram - Foto: Reprodução/Instagram @jairmessiasbolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu o laudo com o resultado da análise das lesões de pele que foram removidas no último final de semana. Na quarta-feira, 17, um boletim médico foi emitido e trouxe a informação de que ele foi diagnosticado com câncer de pele, mas só precisará de acompanhamento periódico. Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Jorge Abissamra,

“O laudo anátomo patológico das lesões cutâneas operadas no domingo mostrou a presença de carcinoma de células escamosas “in situ”, em duas das oito lesões removidas, com a necessidade de acompanhamento clínico e reavaliação periódica. Recebe alta hospitalar, mantendo o acompanhamento médico“, dizia o boletim médico.

Segundo o G1, um dos médicos que acompanha o ex-presidente, Claudio Birolini, concedeu uma coletiva de imprensa e explicou que as lesões já foram retiradas, mas Bolsonaro terá de ser acompanhado periodicamente para avaliar o quadro. Não há, no momento, necessidade de novos procedimentos de saúde.

“O câncer de pele, a grosso modo, você tem três tipos de lesões, que é o carcinoma baso-celular, o carcinoma espino-celular, o carcinoma de células escamosas — que é o que ele tem —, e o melanoma. O carcinoma baso-celular, geralmente, só tem crescimento local, mas é um câncer potencialmente grave, que pode dar metástase”, explicou o médico Claudio Birolini ao G1.

O que diz o oncologista?

Segundo o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista e coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame,  o termo “in situ” indica que essas lesões, relatadas no boletim médico do ex-presidente, estão apenas na camada superficial da pele, sem invasão para camadas mais profundas ou metástase até agora.

Os três tipos principais de câncer de pele são: o carcinoma basocelular (CBC), o carcinoma espinocelular (CEC) e o melanoma. O Dr. Jorge Abissaram aponta que o relatado no boletim de Bolsonaro é mais agressivo que o basocelular, mas muito menos agressivo do que melanoma.

“Carcinoma de células escamosas (CEC) é um dos tipos mais comuns de câncer de pele depois do carcinoma basocelular. Carcinoma de células escamosas (CEC) é um dos tipos mais comuns de câncer de pele depois do carcinoma basocelular. Ele costuma ter risco intermediário: mais agressivo que o basocelular, mas muito menos do que melanoma”, declara.

É um problema comum?

O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, aponta o Instituto Nacional de Câncer (INCA).  O Dr. Jorge Abissamra Filho reforça que o tratamento de escolha para CEC in situ costuma ser a remoção cirúrgica completa da lesão, que parece que já foi feita para essas duas. A partir daí, o controle é com vigilância dermatológica frequente.

“É Importante de observar sinais como mudança de cor, textura, crescimento rápido, sangramento de novas lesões. O prognóstico com um diagnóstico in situ geralmente é excelente se houver remoção adequada e bom acompanhamento. Provavelmente ele não vai necessitar de tratamentos agressivos (quimioterapia, radioterapia) para essas lesões específicas, salvo complicações ou novas lesões mais invasivas no futuro”, finaliza o oncologista ao avaliar casos como do político Jair Bolsonaro.

Leia mais: Médico chama atenção para quadro de Bolsonaro: ‘É um dos tipos mais comuns de câncer de pele’

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Dr. Jorge Abissamra é médico (145307 CRM SP) pela Universidade de Santo Amaro e especialista em Clínica Médica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho. Atualmente é coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame. Também atua como diretor da Oncologia da Amo Saúde e possui experiência na área de Clínica Médica, com ênfase em Oncologia.