A atriz Rita Guedes fez uma cirurgia de blefaroplastia que não deu certo. Ela teve complicações, incluindo inflamação nos olhos, e foi vítima de erro médico. Em recuperação, ela contou que foi internada, tomou altas doses de medicamentos e descobriu procedimentos que ela não autorizou. Inclusive, ela contou que teve o risco de ter estrabismo e precisou tratar uma ceratite, que é uma infecção nas córneas.
Com o caso da atriz, o médico oftalmologista Tiago Bisol, que é chefe do serviço de Oftalmologia do Hospital São Vicente de Paulo, contou que a ceratite é um termo geral usado para diferentes lesões que podem ocorrer na córnea. “Essas alterações podem ser causadas por ressecamento, exposição (quando o olho que não fecha bem), trauma e infecção de diferentes etiologias (viral, bacteriana ou outra)”, disse ele.
Inclusive, ele contou que a ceratite é uma complicação mais frequente na blefaroplastia. “Com o fechamento incompleto das pálpebras, pode surgir a ceratite. Esteticamente, é comum observar alguma mudança na posição das bordas das pálpebras e, em algumas situações, o paciente pode ter sintomas como lacrimejamento por alteração do mecanismo de piscar e na função de drenagem lacrimal”, afirmou.
Além disso, o especialista falou sobre qual foi o risco da atriz de ter estrabismo. “O estrabismo a que ela se refere poderia ocorrer se houvesse inflamação na órbita (espaço ao redor do globo), onde estão os músculos que coordenam os movimentos dos olhos em caso de injeção de substâncias ou manipulação excessiva dos tecidos”, contou.
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Importância de escolher o médico correto
Outro ponto do caso da atriz Rita Guedes foi que ela diz que o médico não deu o suporte adequado para ela quando as complicações aconteceu e fez procedimentos não solicitados. De acordo com o coordenador do serviço de cirurgia plástica do Hospital Badim (RJ), Marcos Badim, destacou que a blefaroplastia é simples, mas pode exigir internação e novas cirurgias para correção. “Nenhum procedimento é totalmente isento de riscos. Por isso, é fundamental que ele seja realizado por um profissional qualificado, em um ambiente seguro e com suporte adequado”, frisou o especialista, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “É importante observar atentamente as condições do local onde o procedimento será realizado. E antes de tomar qualquer decisão, o paciente deve esclarecer todas as dúvidas e solicitar explicações claras sobre os riscos, os benefícios e o período de recuperação envolvido”, orientou.
Entre as possíveis consequências de procedimentos realizados sem os cuidados necessários, ele lista infecções, hematomas, seroma (acúmulo de líquido), tromboses, reações anestésicas, cicatrização inadequada e sangramentos.
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