Médico chama a atenção após ex-apresentador da Globo revelar efeito colateral: ‘Não é exagero’

Jonas Almeida, ex-apresentador da afiliada da TV Globo no Vale do Paraíba, relatou um 'efeito tardio da quimioterapia'. O comunicador deu detalhes de sua batalha contra o câncer

Jonas Almeida explicou que trata-se de ‘um efeito tardio da quimioterapia que pode ser irreversível - ’Foto: Reprodução/Instagram @jonasalmeida
Jonas Almeida explicou que trata-se de ‘um efeito tardio da quimioterapia que pode ser irreversível - ’Foto: Reprodução/Instagram @jonasalmeida

No mês de novembro, o ex-apresentador da Globo, Jonas Almeida usou as redes sociais para atualizar o público sobre seu quadro de saúde. Para quem não se lembra, o comunicador revelou no mês de maio que foi diagnosticado com câncer de pulmão.

Agora, o famoso detalhou que a quimioterapia causou a perda de audição de um dos ouvidos. Em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Paulo Reis, explica o efeito que acometeu o comunicador.

Jonas Almeida deu detalhes de seu quadro de saúde

Em seu relato, Jonas explicou que a condição trata-se de ‘um efeito tardio da quimioterapia que pode ser irreversível’. Após receber a notícia, o apresentador contou que buscou ajuda profissional e conseguiu recuperar parte da audição com um tratamento.

“Após eu ficar completamente surdo do ouvido direito no dia do meu aniversário por um efeito tardio da quimioterapia que pode ser irreversível […] Recuperei uma parte da audição e tô feliz da vida perto da previsão de fonoaudiólogas (fui em duas) e otorrinos (também duas) de que o risco era grande de eu não mais ouvir… Hoje ouço abafado e com uma marginal Tietê de buzinas o dia todo tocando nos ouvidos […] Medicações, restrições por meses, mas o melhor remédio é sempre tirar a vida pra dançar…VIVER!!!”, disse o comunicador.

No mês de setembro, Jonas Almeida contou que concluiu a última sessão de quimioterapia, mas seguirá o tratamento com imunoterapia. No final de novembro, o comunicador revelou ter finalizado as sessões de radioterapia.

O que diz o médico especialista?

O médico Dr. Paulo Reis, otorrinolaringologista graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com Título de Especialista em Otorrinolaringologia pelo Hospital das Clínicas da UFMG e em Medicina do Sono pela ABMS, explica que durante alguns tipos de quimioterapia pode ocorrer ototoxicidade.

“É um efeito colateral conhecido de diversos quimioterápicos, especialmente aqueles à base de platina, como a cisplatina e carboplatina. Esses medicamentos, embora essenciais no combate ao câncer, podem danificar as células ciliadas do ouvido interno, responsáveis por transformar as vibrações sonoras em impulsos nervosos”, declara.

Orientação médica

Muitas vezes, a perda auditiva por quimioterapia se desenvolve gradualmente, mas pode sim ocorrer de forma abrupta, como o comuicador relatou. E essa perda auditiva vem acompanhada, na maioria das vezes, por um zumbido.

“A orientação médica para evitar ambientes ruidosos nas primeiras semanas não é exagero. O ouvido lesionado fica mais vulnerável, e exposições a sons intensos podem agravar o quadro pois geram ainda mais inflamação nas células que já estão inflamadas. E como proteger uma ferida enquanto ela cicatriza”, aponta.

Quais os cuidados?

Segundo o Dr. Paulo, efeitos colaterais fazem parte do processo de cura, mas não definem o resultado final.

“Para pacientes que passam por situações similares, a mensagem é clara: procurem ajuda especializada rapidamente, mantenham-se informados sobre sua condição, não enfrentem isso sozinhos e, principalmente, mantenha uma atitude positiva mesmo diante da adversidade e do desconforto. Isso irá fazer toda a diferença. A medicina avança constantemente, e sempre há esperança de melhora ou adaptação”, finaliza o médico ao analisar casos como do comunicador.

Leia mais: Ex-apresentador da Globo revela efeito colateral da quimioterapia e médico alerta: ‘Risco aumenta’

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DR. PAULO REIS: otorrinolaringologista especialista em Medicina do Sono e coordenador científico do grupo Bonviv Brasil. Membro da Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) e da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem Título de Especialista em Otorrinolaringologia pelo Hospital das Clínicas da UFMG e em Medicina do Sono pela ABMS. CRM/MT 6693 | RQE 2579 | RQE 4114.