Bem-estar e Saúde / Saiba mais!

Médico avalia emagrecimento radical de Gaby Amarantos: ‘Pode ser estratégia’

A cantora Gaby Amarantos alcançou o manequim 36 e médico analisa os segredos por trás desse emagrecimento; confira

Antes (2022) e depois (2025) de Gaby Amarantos
Antes (2022) e depois (2025) de Gaby Amarantos - Reprodução/Globo/Instagram

A cantora Gaby Amarantos (46) usou as redes sociais para mostrar a nova silhueta: agora com um manequim 36, a artista celebrou o marco com entusiasmo. A mudança física da cantora despertou a desconfiança dos internautas: é possível emagrecer rápido sem colocar a saúde em risco?

Segundo o médico Adalho Fregona, a resposta é sim, desde que o processo seja conduzido com responsabilidade. “Emagrecimento rápido, quando bem orientado, não é sinônimo de risco. Pode ser uma estratégia segura e eficaz”, afirma o médico em entrevista à CARAS Brasil.

O emagrecimento rápido no início gera um resultado consistente

Estudos recentes, como o publicado no The Lancet Diabetes & Endocrinology, reforçam a fala do especialista: indivíduos que perdem peso de forma mais acentuada nas primeiras 8 a 12 semanas de tratamento têm maiores chances de manter os resultados por mais tempo.

Essa queda inicial favorece a redução da gordura visceral, melhora a resistência à insulina e reduz inflamações sistêmicas. Tudo isso contribui para um ganho de energia, melhora no humor e maior engajamento com o tratamento”, explica Fregona.

Mas ele faz um alerta: “Não estamos falando de dietas malucas ou jejuns extremos. É um plano estruturado, com reeducação alimentar, apoio metabólico e acompanhamento médico.”

Além do plano alimentar, medicamentos injetáveis como a Semaglutida e a Tirzepatida têm revolucionado o tratamento da obesidade. “Eles aumentam a saciedade, reduzem a compulsão alimentar e atuam diretamente na gordura visceral, ajudando inclusive no controle glicêmico de pacientes não diabéticos”, esclarece o médico.

Ainda segundo dados do New England Journal of Medicine, pacientes em uso de Semaglutida perderam, em média, 14,9% do peso corporal em 68 semanas, com segurança comprovada.

No entanto, Fregona reforça que esses medicamentos devem ser usados com consciência: “Eles não causam dependência e funcionam como um empurrão inicial. O efeito rebote é muito menos provável quando há entendimento de que o medicamento faz parte de um processo maior.”

Outro fato essencial para o emagrecimento saudável é o cuidado emocional. Para o especialista, “a autoestima melhora com a perda de peso, mas melhora ainda mais quando o paciente entende que está cuidando de si, e não buscando um padrão inalcançável. A pressa não é o problema. O problema é a pressa sem direção”, finaliza Fregona.

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Gaby Amarantos (@gabyamarantos)

 

Leia também: Gaby Amarantos faz apelo ao ver irmão entre a vida e a morte: ‘Preocupação’