Médico alerta sobre câncer de esposa de Ricardo Macchi: ‘Não previne a doença’

Em conversa com a CARAS Brasil, o Dr. Wesley Pereira de Andrade explicou e alertou para o câncer que a esposa de Ricardo Macchi enfrenta; saiba mais

Ricardo Macchi e a esposa, Juliana Arrais; dupla relembrou momentos da luta contra o cãncer
Ricardo Macchi e a esposa, Juliana Arrais; dupla relembrou momentos da luta contra o cãncer - Reprodução/Youtube

O ator Ricardo Macchi relembrou da luta de Juliana Arrais contra o câncer de mama durante uma entrevista ao podcast Papagaio Falante. Com bastante emoção, ele falou sobre o tratamento da esposa e momentos de transformação que viveu: “Ela teve a bênção de Deus de realizar um transplante de mamilo bem-sucedido e alcançar a cura. Ainda está em tratamento, mas superou. Fez quatro cirurgias, mas superou. E eu virei um homem que eu nunca fui”. Em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Wesley Pereira Andrade alertou sobre a doença.

O que é o câncer de mama?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, só em 2022 mais de 2,3 milhões de mulheres foram diagnosticadas com a doença e em 670 mil casos ocorreu a morte. O oncologista explica como a doença acontece: “O câncer de mama se desenvolve quando células da glândula mamária sofrem alterações genéticas que fazem com que elas cresçam e se multipliquem de forma desordenada. Esse crescimento anormal pode formar um tumor. Diversos fatores contribuem para esse processo, incluindo predisposição genética, exposição hormonal ao longo da vida, idade, histórico familiar e hábitos de vida.”

Como é o tratamento?

O Dr. Wesley alerta que o tratamento é individualizado e depende de cada caso, do estágio que a doença se encontra e das características do paciente. Entretanto, pode envolver uma ou mais abordagens listadas abaixo, também explicadas pelo médico:

  1. Cirurgia: “pode ser conservadora (retira apenas o tumor e parte da mama) ou mastectomia (retirada total da mama)”;
  2. Radioterapia: “indica-se principalmente após casos de cirurgias conservadoras para reduzir risco de recidiva e para casos em que se realizou mastectomia e tem alto risco de recidiva”;
  3. Quimioterapia: “É mais utilizada para destruir células cancerígenas potencialmente presentes na corrente sanguínea, antes (neoadjuvante) ou depois da cirurgia (adjuvante)”;
  4. Terapia hormonal: “Bloqueia a ação de hormônios que estimulam o tumor, indicada em tumores hormônio-dependentes”;
  5. Terapias-alvo: Ela é indicada em casos de câncer de mama HER2 positivo. Alta eficácia e baixo efeito colateral”;
  6. Imunoterapia: “Este tratamento age de forma específica contra alterações moleculares do câncer”.

Como detectar ou evitar a doença?

O Dr.Wesley também alerta: “O exame de toque não previne a doença, mas ajuda na detecção de alterações”. Para prevenir, ele explica que o estilo de vida saudável, envolvendo alimentação equilibrada, prática de atividade física, controle de peso, evitar tabaco e consumo excessivo de álcool são essenciais. Outros pontos que ajudam na prevenção é a amamentação, o controle de fatores hormonais e o rastreamento: “Mamografia anual a partir dos 40 anos (ou antes em casos de alto risco), consultas médicas e acompanhamento personalizado para quem tem histórico familiar, podendo ter o início dos exames em idade ainda mais precoce”, finaliza.

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