Médica sobre sintoma do quadro de Larissa Manoela: ‘Pode tornar o diagnóstico mais difícil’
Larissa Manoela desabafou sobre um diagnóstico; em entrevista à CARAS Brasil, a Dra. Camila Ribeiro explica o quadro da atriz

Larissa Manoela (24) usou sua voz, em setembro de 2022, para falar abertamente sobre o diagnóstico da síndrome do ovário policístico. À época, a atriz, descobriu o quadro após realizar um exame de ultrassom detalhado. No X, antigo Twitter, a famosa desabafou.
“Através de um ultrassom detalhado eu descobri que além de endometriose eu tenho também ovário policístico. Não é fácil ser mulher. O diagnóstico positivo assusta e confesso dar uma desestabilizada. Mas tô certa de que vou encontrar o melhor tratamento pra ambas as doenças!”, disse Larissa Manoela.
O que diz a médica especialista?
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista a Dra. Camila Ribeiro, médica nutróloga, endocrinologista e infectologista com 15 anos de experiência no mercado. Ela responde sobre o quadro relatado por Larissa Manoela.
Segundo a Dra. Camila Ribeiro, SOP é um desequilíbrio hormonal que faz com que os ovários produzam hormônios em quantidades diferentes do normal, muitas vezes com excesso de testosterona. Isso pode causar irregularidade menstrual, dificuldade para engravidar, acne, aumento de pelos e ganho de peso.
“Não afeta só a parte reprodutiva, mas também pode mexer com o metabolismo e aumentar o risco de resistência à insulina e alterações no colesterol”, declara.
Quais os principais sintomas?
Os sintomas mais comuns da síndrome do ovário policístico incluem:
- Ciclos menstruais irregulares;
- Até mesmo a ausência de menstruação;
- Acne;
- Aumento de pelos em regiões como o rosto e o abdômen;
- Dificuldade para engravidar e ganho de peso, especialmente na região abdominal.
“No entanto, algumas mulheres apresentam poucos sinais, o que pode tornar o diagnóstico mais difícil e, muitas vezes, tardio”, revela a Dra. Camila Ribeiro.
Dados, sintomas e tratamento
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), informaram que a síndrome do ovário policístico (SOP) afeta cerca de 6 a 13% das mulheres em idade reprodutiva. A Dra. Camila Ribeiro esclarece sobre o tratamento da condição.
“O primeiro passo é mudar o estilo de vida, como uma alimentação equilibrada, exercícios regulares e controle do peso já ajudam muito. Em alguns casos, usamos medicamentos para regular o ciclo, reduzir os hormônios androgênicos ou melhorar a sensibilidade à insulina. O tratamento é individualizado”, finaliza ao analisar casos como da atriz Larissa Manoela.
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