Bem-estar e Saúde / O QUE ELA TEM?

Médica chama atenção para diagnóstico de Larissa Manoela: ‘Não é normal sentir dor e se acostumar’

Em entrevista à CARAS Brasil, a Dra. Ana Paula Fonseca explica o diagnóstico da atriz Larissa Manoela e alerta para os principais sintomas

Larissa Manoela recebeu o diagnóstico da síndrome do ovário policístico, no ano de 2022
Larissa Manoela recebeu o diagnóstico da síndrome do ovário policístico, no ano de 2022 - Foto: Léo Rosário/ TV Globo

Larissa Manoela (24), que está em contagem regressiva para retornar à TV na novela Êta Mundo Melhor!, continuação de Êta Mundo Bom! (2016), usou sua voz, em setembro de 2022, para falar abertamente sobre o diagnóstico da síndrome do ovário policístico.  À época, a atriz, que convive com a endometriose, descobriu o quadro após realizar um exame de ultrassom detalhado.

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista a Dra. Ana Paula Fonseca, médica ginecologista. Segundo a especialista, a síndrome dos ovários policísticos (SOP) é um distúrbio metabólico que reflete no ciclo hormonal.

“Bastante comum entre mulheres em idade reprodutiva, podendo levar à formação de múltiplos pequenos cistos nos ovários, além de irregularidade menstrual, dificuldade para ovular e sintomas relacionados ao aumento da testosterona, como acne ou excesso de pelos” afirma.

Sintoma que exige atenção

Segundos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a síndrome do ovário policístico (SOP) afeta cerca de 6 a 13% das mulheres em idade reprodutiva. Por isso, a Dra. Ana Paula Fonseca reforça que é um diagnóstico que merece acompanhamento médico. 

“A endometriose é outra condição ginecológica que merece atenção. O sinal de alerta mais comum é a cólica menstrual muito intensa e que piora com o tempo, muitas vezes incapacitante. Outros sinais são dor durante a relação sexual, dor pélvica crônica, alterações intestinais ou urinárias no período menstrual e dificuldade para engravidar. Toda dor pélvica que interfere na qualidade de vida deve ser investigada — não é normal sentir dor e se acostumar com ela”, declara.

Os principais sintomas da síndrome do ovário policístico são: 

  • Menstruação irregular ou ausente;
  • Excesso de pelos no rosto e no corpo (hirsutismo);
  • Acne persistente;
  • Queda de cabelo no padrão masculino;
  • Ganho de peso e dificuldade para engravidar;

Existe tratamento?

O tratamento da SOP é individualizado, ou seja, varia de acordo com os sintomas e os objetivos da paciente, como por exemplo se ela deseja engravidar. Abaixo, a Dra. Ana Paula Fonseca lista os principais cuidados após o diagnóstico. 

  1. “Mudanças no estilo de vida — como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física — são fundamentais”.
  2. “Em alguns casos, usamos anticoncepcionais hormonais para regular o ciclo menstrual e controlar sintomas como acne e excesso de pelos”.
  3. “Quando há resistência à insulina, medicamentos como a metformina podem ser indicados”.
  4. “E, se houver desejo de gravidez, podemos utilizar indutores de ovulação sob orientação médica”.

Leia mais em: Médica explica diagnóstico de Larissa Manoela: ‘Muitas jovens convivem com os sintomas sem saber’

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Ana Paula Fonseca (CRM-PA 9027 | RQE 3929) é médica ginecologista e obstetra com sólida atuação em saúde de adolescentes e mulheres. Graduada pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) em 2007, concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, onde atuou por 11 anos. Com ampla experiência em instituições renomadas como Unimed Belém, Fundação Hospital das Clínicas Gaspar Viana, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, e Hospital Adventista de Belém, a Dra. Ana Paula é referência no tratamento de distúrbios menstruais, miomas, síndrome dos ovários policísticos (SOP), cistos ovarianos e no atendimento de adolescentes e mulheres em um atendimento acolhedor e humanizado. Além da prática clínica, também se dedica ao ensino médico no Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA).