Médica sobre ato de Klebber Toledo: ‘Pode ocasionar problemas cardíacos ou respiratórios’

Em entrevista à CARAS Brasil, a pneumologista Dra. Maria Cecília Maiorano avalia o ato de Klebber Toledo e aponta impactos no corpo

No mês de abril, Klebber Toledo postou registros entrando em uma banheira de gelo
Klebber Toledo - Foto: Divulgação/Globo

Klebber Toledo (39) chamou a atenção nas redes sociais ao compartilhar um vídeo no seu perfil do Instagram. No mês de abril, o ator mostrou aos seguidores sua experiência entrando em uma banheira de gelo. “Recovery pós feriadão. Adorei a experiência… mesmo sofrendo um pouco no processo o resultado é incrível”, escreveu na legenda.

A imersão em gelo ou água fria, também conhecida como crioimersão, tem se popularizado entre atletas, celebridades e influenciadores. Um artigo, publicado no jornal científico PLOS One, em janeiro, mostrou que a imersão em água fria pode oferecer benefícios após a prática de exercícios. Porém, exige muita cautela e acompanhamento médico. 

O que diz a médica especialista?

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista à Dra. Maria Cecília Maiorano, médica Pneumologista com residência médica em Clínica Médica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e residência Médica em Pneumologia Universidade de São Paulo (USP). A profissional da saúde explica. 

A Dra. Maria Cecília Mariorano aponta que, para a maioria das pessoas saudáveis, entrar rapidamente em água gelada (como uma banheira de gelo) não costuma causar problemas graves, desde que seja feito por pouco tempo e com supervisão, porém alerta. 

“Não é aconselhável, pois não é uma prática isenta de risco. Pessoas com problemas cardíacos, respiratórios ou pressão alta devem evitar, porque o frio intenso provoca uma resposta imediata do corpo que pode sobrecarregar o coração e também ter consequências no sistema respiratório”, declara.

Quais os impactos ao corpo? 

Segundo a pneumologista com residência médica pela USP, o frio extremo provoca um “choque térmico”. Por isso, a respiração acelera, o coração bate mais rápido e os vasos sanguíneos se contraem. Esses mecanismos de defesa do corpo ajudam a manter a temperatura interna, mas podem causar aumento da pressão arterial, falta de ar momentânea e espasmo nas vias aéreas (principalmente em quem tem asma ou bronquite).

“No pulmão, o impacto mais imediato é a sensação de fôlego curto. Isso acontece porque o ar frio e o choque da água gelada ativam reflexos respiratórios que contraem as vias aéreas e podem desencadear crises em pessoas predispostas. Resumindo, entrar na banheira de gelo pode ocasionar problemas cardíacos ou respiratórios, principalmente em indivíduos com alguma predisposição”, finaliza a pneumologista.

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CONFIRA NAS REDES SOCIAIS A PUBLICAÇÃO DE KLEBBER TOLEDO ENTRANDO EM UMA BANHEIRA DE GELO: 

 
 
 
 
 
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Dra. Maria Cecília Maiorano: Médica Pneumologista (CRM 130395) do AC Camargo Câncer Center. Graduada pela Faculdade Estadual de Medicina de Marília (FAMEMA), com Residência médica em Clínica Médica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Residência Médica em Pneumologia Universidade de São Paulo (USP). É membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia (SBP) e da Sociedade Paulista de Pneumologia (SPP). Possui especialização em Doenças das Vias Aéreas  e Doenças Pulmonares Infecciosas pela Universidade de São Paulo (USP) e Doutorado em Pneumologia pela USP.