Médica explica os riscos do chip da beleza, usado por Virgínia Fonseca: ‘Sobrecarga’
A CARAS Brasil ouviu uma cardiologista para esclarecer os impactos do chip hormonal, método já adotado por Virgínia Fonseca

Nos últimos dias, Virgínia Fonseca voltou a chamar atenção ao falar sobre os bastidores de seu corpo definido. Em entrevista a Leo Dias, a influenciadora contou que a transformação física é fruto de muito treino, mas também relembrou que já usou o famoso chip hormonal.
“Eu tinha um chip de testosterona. Minha voz foi engrossando com o tempo e acho que era por conta desse chip que eu usava. Ele já venceu, mas ainda não sei se vou colocar de novo, porque está chegando o Carnaval e não sei o que vou fazer da minha vida”, disse.
Virginia ressaltou que sua rotina de treinos tem sido fundamental: “Agora não pulo treino, faço certinho, pego peso mesmo e tudo com acompanhamento”.
O que é o chip hormonal?
Para esclarecer os impactos do chip hormonal, a CARAS Brasil conversou com a Dra. Lívia Sant Ana, cardiologista com especialização em nutrologia. A médica destacou que o implante, que libera substâncias como testosterona e gestrinona, pode trazer efeitos positivos em casos específicos, mas não está livre de riscos.
“Esses hormônios podem acelerar ganho de massa magra e diminuir gordura, mas também estão associados a efeitos colaterais importantes. Entre eles estão alterações na voz, aumento de pelos, queda de cabelo, acne e, em algumas mulheres, alterações no ciclo menstrual”.
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Riscos do chip hormonal
Os riscos vão além das mudanças estéticas. Segundo a especialista, há também impactos que exigem atenção redobrada: “O uso prolongado pode causar alterações no colesterol, sobrecarga no fígado, aumento da pressão arterial e até elevação do risco cardiovascular. Por isso, qualquer decisão deve ser baseada em exames, histórico de saúde e acompanhamento rigoroso”.
A médica reforça que o chip hormonal não deve ser visto como solução milagrosa. “Muitas vezes ele é procurado por motivos estéticos, mas esse não é o objetivo principal. A indicação deve estar ligada a questões clínicas reais, como reposição hormonal necessária, e não apenas ao desejo de acelerar resultados físicos”.
“O que sustenta os resultados é o conjunto de bons hábitos: treino, alimentação equilibrada e monitoramento médico. O chip pode dar um empurrão, mas se usado sem critério, pode trazer mais problemas do que soluções”, conclui.
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