Médica explica os riscos do chip da beleza, usado por Virgínia Fonseca: ‘Sobrecarga’

A CARAS Brasil ouviu uma cardiologista para esclarecer os impactos do chip hormonal, método já adotado por Virgínia Fonseca

Médica explica os riscos do chip da beleza, usado por Virgínia Fonseca: 'Sobrecarga'
Médica explica os riscos do chip da beleza, usado por Virgínia Fonseca: 'Sobrecarga' - Reprodução/Instagram

Nos últimos dias, Virgínia Fonseca voltou a chamar atenção ao falar sobre os bastidores de seu corpo definido. Em entrevista a Leo Dias, a influenciadora contou que a transformação física é fruto de muito treino, mas também relembrou que já usou o famoso chip hormonal.

“Eu tinha um chip de testosterona. Minha voz foi engrossando com o tempo e acho que era por conta desse chip que eu usava. Ele já venceu, mas ainda não sei se vou colocar de novo, porque está chegando o Carnaval e não sei o que vou fazer da minha vida”, disse.

Virginia ressaltou que sua rotina de treinos tem sido fundamental: “Agora não pulo treino, faço certinho, pego peso mesmo e tudo com acompanhamento”.

O que é o chip hormonal?

Para esclarecer os impactos do chip hormonal, a CARAS Brasil conversou com a Dra. Lívia Sant Ana, cardiologista com especialização em nutrologia. A médica destacou que o implante, que libera substâncias como testosterona e gestrinona, pode trazer efeitos positivos em casos específicos, mas não está livre de riscos.

“Esses hormônios podem acelerar ganho de massa magra e diminuir gordura, mas também estão associados a efeitos colaterais importantes. Entre eles estão alterações na voz, aumento de pelos, queda de cabelo, acne e, em algumas mulheres, alterações no ciclo menstrual”.

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Riscos do chip hormonal

Os riscos vão além das mudanças estéticas. Segundo a especialista, há também impactos que exigem atenção redobrada: “O uso prolongado pode causar alterações no colesterol, sobrecarga no fígado, aumento da pressão arterial e até elevação do risco cardiovascular. Por isso, qualquer decisão deve ser baseada em exames, histórico de saúde e acompanhamento rigoroso”.

A médica reforça que o chip hormonal não deve ser visto como solução milagrosa. “Muitas vezes ele é procurado por motivos estéticos, mas esse não é o objetivo principal. A indicação deve estar ligada a questões clínicas reais, como reposição hormonal necessária, e não apenas ao desejo de acelerar resultados físicos”.

“O que sustenta os resultados é o conjunto de bons hábitos: treino, alimentação equilibrada e monitoramento médico. O chip pode dar um empurrão, mas se usado sem critério, pode trazer mais problemas do que soluções”, conclui.

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Dra. Lívia Sant’Ana (RQE: 54104/541041)é médica formada pela Universidade São Francisco, com título de especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Pós-graduada em Medicina Integrativa e Nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, oferece uma abordagem que une ciência, escuta e cuidado. Após anos dedicada à medicina diagnóstica, redescobriu no atendimento clínico sua verdadeira missão: acolher o paciente como um todo e promover saúde de forma leve, equilibrada e sem neuras. Atua com foco em bem-estar, hábitos saudáveis e qualidade de vida.